sexta-feira, 28 de agosto de 2009

1 Encontro das Garotas de Ipanema

Depois de muitos e muitos contra tempos, agendas lotadas, viagens, cirurgia de vesícula, gripe suína e etc., finalmente conseguimos reunir as "garotas"(tá, tá, tá, você aí que é um leitor muito engraçadinho...estamos naquela faixa etária 35-39) de Ipanema na pizzaria do Alessandro e Frederico. A idéia é que todo mês façamos pelo menos uma vez esse encontro, sem maridos, namorados, filhos e afins, só a gente e essa nossa capacidade de falar m... por segundo, completamente potencializada pela ingestão de álcool, em níveis não aceitáveis pelas blitz da lei seca! Mas ok, os táxis estão aí prá isso mesmo, não é? Só temos que lembrar da próxima vez e não ir de carro. Como esse foi o primeiro encontro, ainda estamos aprendendo.
A noite foi uma delícia, histórias velhas, histórias novas, histórias e mais histórias. Nós nos divertimos muito. Nós e também todos os garçons do restaurante que ficavam sorrateiramente próximos a nossa mesa e se acabavam de rir a cada besteirol lançado ao ar. Foram uma, duas, três garrafas de vinho tinto zeradas, o pouco que sobrou teve destino certo no casaco branco da Sandrix, consequencia do nosso super hiper mega abraço de bêbados ao final! Há que se ressaltar a pizza M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A que comemos, a qual obviamente não me lembro o nome, mas sem igual. Adoraria contar aqui detalhes da noite mas infelizmente estes são proibidos para além do nosso clã, com prejuízo de multas e sanções. Falamos sobre muitos assuntos, mas sou muito sincera em afirmar que o tema SEXO liderou o ranking, principalmente do meio pro final, quando já não tínhamos muitos neurônios em pé. 2 maridos ligaram e os 2 desligaram na nossa cara. 1 filho ligou pra dizer que o pai estava dormindo no sofá. Tudo foi maravilhoso! Mas infelizmente não podemos fazer novamente o encontro lá por 2 motivos: digamos que nossas histórias já são conhecidas por todos que lá trabalham, e talvez o principal, a escada prá ir ao banheiro é simplesmente absurda, parece o monte mulange.
Infelizmente a falta de profissionalismo imperou e ninguém se lembrou de tirar uma foto, ainda que com o celular (logo eu falando isso...), portanto não tenho como apresentar os registros oficiais, mas pensando bem, é até melhor! Quem sabe no próximo, né? Já tem data e lugar marcados. Just wait!

A verdade, verdade, verdade

Vocês já tiveram aquela sensação de que apenas você sabe como aquela pessoa é? As qualidades e os defeitos. Não é esquisito quando outra pessoa te diz exatamente aquilo que você sabe, mas que nunca compartilhou com ninguém. Como se essa pessoa estivesse lendo o que passa na sua cabeça, e dizendo pro mundo algo que você julgava que só você sabia. Isso é tão estanho. É um choque de realidade. A gente leva um tempo pra digerir, mas digere. Na verdade, verdade, verdade mesmo, nada é novidade, somente o movimento do som é inverso: não sai mais de você prá fora, mas de fora pra você. Papo cabeça.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mais um filho


Epa, epa, epa...eu não fiquei grávida, não tive outro filho, mas ganhei um grande presente: ser madrinha de uma bolinha gorda muito fofa e gostosa chamado H. Gael. A madrinha mesmo é a irmã da Nata, eu sou madrinha de consagração. No caso dos meus filhos, quem realmente dá atenção a eles são as madrinhas de consagração, as madrinhas oficiais sumiram no mundo! No dia do batizado ele foi um príncipe, prestou muita atenção ao padre e nem se importou com a água na cabeça dele. Agora, verdade seja dita, ele só chorou quando passou do colo da Virgínia pro meu. Ele gritava, gritava. O padre olhava pra mim e falava o que eu tinha que repetir no microfone, eu não entendia nada por que H. gritava e chorava. Mas no fim tudo acabou bem. Depois fui pra casa com eles, fui ajudar a trocar a fralda e levei literalmente uma mijada! Todos batizados!

Samba Social Clube

Na terça feira fomos eu e Marelisa ao VIVO Rio pra assistir a gravação do CD do Samba Social clube, em homenagem à rainha do samba, Beth Carvalho. Foram vários convidados: Caetano Veloso, Casuarina, Moinho, Arlindo Cruz, Diogo "lindo" Nogueira, Moysés Marques (que veio do meu lado no voo horas antes) e outros tantos. O lance de um show assim nesse estilo gravação, é que TODOS cantam a mesma música duas vezes. Como Diogo Nogueira, banda moinho e a propria Beth Carvalho, cantar duas vezes foi um balsamo! As músicas eram ótimas! Agora tinha uma galera que não dava nem pra ter cantado uma única vez...foram 4 horas de show, saímos de lá quase uma e meia da manha e, como sempre, eu e Mary pagando mico de não ter dinheiro pra pagar o valet!! Santo dr. Arilo que estava em nossa mesa e se comoveu com a nossa história e evitou que ficássemos para lavar os pratos. Ainda nos deu um troco pro ladrão.

Salve Jorge

Domingo passado foi aniversário do Padre Jorjão e ele mesmo anunciou isso no início da missa. Fora isso e a presença de dois padres europeus, a missa transcorreu normalmente como todos os domingos. No final achei que todos cantariam o velho e bom parabens pra você, mas obviamente Jorge é uma pessoa, digamos, divinamente especial, então o que se ouviu em uníssono foi...eu tenho tanto pra lhe falar/mas com palavras não sei dizer/como é grande o meu amor por você!!! Foi emocionante!!!

sábado, 18 de julho de 2009

Desconstruindo Patrícia

Esse é um post que pensei várias e várias vezes se deveria ser publicado. A dúvida estava muito mais em será que vale a pena falar nessa profundidade aqui, e isso acabar sendo lido e mal interpretado por algum leitor. Mas depois de muito refletir eu concluí que a esta altura do campeonato (quase 2 anos de blog), quem ainda lê é por que tá bem por dentro da minha vida. Desde aquele dia fatídico em que o comissário de bordo do vôo de Miami para San Francisco fez o favor de me avisar, que havia desaparecido um avião que saíra do Rio na noite anterior, um click se deu na minha cabeça. Uma sensação de fragilidade, de que a vida pode acabar e você nem saber. Tudo pode ser interrompido e quantas coisas podem ficar mal resolvidas, mal explicadas. A vontade que eu tive foi pedir pra parar o avião para que eu pudesse descer. Como isso não dava, então o jeito foi tentar sobreviver as 3 horas restantes do voo. Mas foi impossível não pensar em tudo que eu vivi até aqui, o que é importante, o que posso fazer daqui pra frente pra que a minha vida tenha mais e mais momentos felizes, momentos importantes, o que posso fazer pra deixar aquilo que me traz tristeza, me traz frustração prá trás. Tem uma música do Nando Reis (tinha que ser né), acho que é "Por onde andei?" que ele fala mais ou menos assim: "Como um dia que roubaram o seu carro/deixou uma lembrança que a vida é mesmo coisa muito frágil/uma bobagem uma irrelevância/diante da eternidade/do amor de quem se ama". E isso que parece tão simples, é tão difícil viver no dia a dia. De dar o valor certo que as pessoas e as coisas têm. Mas uma vantagem sempre tem: NUNCA é tarde pra recomeçar. E isso to fazendo bem direitinho. Hoje eu não consigo fazer sozinha, e isso é tão importante quanto querer recomeçar, pedir ajuda pra reconstruir. E nenhuma reconstrução é inteira quando não tem o processo inverso, a desconstrução. Talvez seja o momento mais difícil, desconstruir pensamentos, sentimentos, atitudes, sem dúvida muito doloroso. Mas é tão bom pensar no que vai ser reconstruído, que vale a pena. E agora to adorando viver isso.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Uma despedida sem precedentes

Na última sexta feira foi a festinha de despedida do Dr. Escobar aqui da empresa. Depois de sessenta e tantos anos de vida, ele resolveu, segundo ele mesmo, aposentar de vez! O meu contato com o Dr. Escobar nunca foi muito frequente. No inicio, quando ele veio do RS prá cá, tivemos mais contato por que eramos ambos atuando para o Rio e ES. Depois eu fui pra SP e ele ficou por aqui cuidando do resto do Brasil. Mas sempre gostei muito dele, a calma, senioridade, tranquilidade e obviamente o conhecimento "juridiquês" sempre fizeram dele uma pessoa diferenciada.
Pois bem, na sexta fui despretensiosamente pra festinha, contando os minutos pra ir embora já que era meu dia com los chicos. A equipe dele fez um filme com diversos depoimentos. Depoimentos demais pra falar a verdade. Foram quase 50 minutos de "que vc seja muito feliz, vamos sentir sua falta etc etc" o que pra ele foi sem dúvida uma grande homenagem, mais do que merecida. Eu pensei em sair no meio do filme mas resolvi ficar e ouvir o que ele diria ao final. Ainda bem fiquei. Vou tentar reproduzir aqui parte das memoráveis palavras dele.
"Depois de tantos anos, eu já tinha mais de 50 anos, me chamaram pra vir pro Rio trabalhar aqui com vocês. Eu perguntei por que, por que eu, o que vocês esperam de mim lá? E aí me disseram: que você seja o que é, verdadeiro! Seja somente isso: verdadeiro. E o resto se adequa. Essa sempre foi a base da minha vida, das minhas atitudes. O mundo não é o que ele é, mas sim o que nós somos, o que nós escolhemos ser. Eu tive quatro desafios na minha vida (e aqui um parêntesis meu, achei que ele ia se referir ao tempo em que foi prefeito no interior do RS, ou quando veio pro Rio...) foram eles: Daniela (a atriz), Giovana, Marcelo e João. Meus quatro filhos. Sempre disse a eles isso: sejam verdadeiros, acima de tudo, a verdade. Orientei todos eles da mesma forma, com essa base. E agora tenho o pequeno João de 9 anos, que tem assim como os demais tiveram, todo o direito do mundo de ter um pai pra lhe ensinar, mesmo esse pai sendo um sexagenário. Nunca escolhi amigo pelo time de futebol, ou pelo partido político, ou qualquer outro valor, que não fosse o mesmo que eu me propunha sendo verdadeiro. E isso que falei e falo aos meus filhos, agora falo aqui pra vocês que ficam."
Desnecessário comentar que eu fiquei completamente emocionada com esse discurso. Não só eu, muitos ficaram. Engraçado que, como muitos dos meus leitores aqui sabem (e não é a toa que tenho um blog), a escrita sempre foi uma paixão comedida. Eu fiz o texto da despedida de Arcádio e Idalina, fiz o texto de final de ano da minha equipe, fiz o texto do aniversário de Cris e alguns anos depois dos 40 anos de Biba, e neste momento já tenho várias idéias para a despedida de Ernesto, quando isso acontecer. Em nenhuma destas eu me emocionei. Talvez por que tenha escrito, lido e relido duzentas vezes. Não sei. Vi um número sem fim de despedidas e não me lembro de ter me emocionado em uma única sequer, a não ser a que fizeram pra mim em SP mas obviamente essa foi diferente. As palavras ditas ali pelo Dr Escobar tinham uma profundidade tal que não pude resistir. E de alguma forma eu sinto que vou pelo mesmo caminho. Fiz algumas escolhas erradas na vida, mas olhando hoje para os poucos e bons amigos que tenho, percebo que nessa escolha eu não errei e sou imensamente feliz por saber que eles são tão verdadeiros comigo, como sou com eles.