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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Uma banana no meio do caminho

Esquadrão bananense
Final de semana após o Natal fomos pra Búzios. Toda vez que a gente vai prá Buzios em família, já é sabido que vai rolar um barraco. Eu acho isso muito chato, mas família é isso mesmo, barraco atrás de barraco. Com certeza em todas as famílias do mundo rolam barracos, mas a gente sempre acha que na nossa é pior. O mais engraçado, se é que isso é engraçado, que normalmente os barracos acontecem no inicio da viagem e não no final. Se fosse no final a gente podia dizer que a culpa era da convivência mas nem é, por que não dá nem tempo de conviver! O climão se instala no primeiro dia e mais pro final já começa a vir um clima de, vamos dizer, faixa de gaza, sabe como é, ninguém invade o espaço por que se não leva tiro!
No dia do barraco eu fiquei na praia me lembrando do Augusto contando pro meu ex esse ano que a minha familia era meio doida mesmo, que tinha uma irma que um dia chegou chorando muito na praia lá em Buzios mesmo, e que ele, Augusto, ficou super preocupado pra saber o que tinha acontecido, mas que logo ele percebeu que nem eu, nem meu pai, nem minha mae, que também estavam na praia, estavam preocupados. Ele foi dar atenção a ela e ela disse a ele que tinha perdido a filha, que não sabia onde ela tava, e chorava, chorava. E ele mesmo disse: mas a sua filha não é aquela ali? Papo de maluco, eu já to super acostumada, e hoje em dia eu conto essas histórias pra frendy e ela morre de rir, e pior, tem sempre uma do lado de lá pra contar também.
No domingo o climão já estava passando e resolvemos ir na banana. Há muitos anos atrás, eu não tinha nem filhos ainda, fomos todos na banana, inclusive papai. Quando a banana virou, fomos todos pro mar. O problema foi subir de novo na banana lá no meio do mar. Não havia meios do papai subir, duas empurravam por baixo e duas puxavam em cima, ele se acabava de rir, a gente também ria, até que o cara da lancha resolveu vir e puxá-lo. Dessa vez papai não foi obviamente, mas fomos eu, Celi e as crianças todas. Na última queda, eu bati a minha cara na cabeça do anjo, resultado, vou romper o ano com um roxo no rosto. Mas valeu a pena! Lavou a alma com água do fundo do mar!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Pretinho básico


Esse aqui não é um post. É a constatação que não há mesmo nada melhor e mais prático no mundo do que um pretinho básico...

Antonio veio ao Brasil


Depois de quase 6 anos que não o via, Antonio veio ao Brasil. Não veio de férias nem a trabalho. O que lhe trouxe aqui foi um motivo bastante desagradável, mas como temos que ver o lado positivo de tudo na vida, digamos que esse foi o fato de termos conseguido nos encontrar nos poucos dias em que estiveram aqui (ele e Asunción). Na quinta feira era festa da companhia, a qual não podia deixar de ir. Fui, apareci, tirei algumas fotos prá posteridade (é assim que se escreve?) e depois fui correndo encontrar com eles no lobby do hotel. Ficamos conversando por muitas horas, engraçado que depois de tantos anos ainda mantemos a mesma sintonia, principalmente nas piadas. Antonio continua mal humorado, como reclama, mas no final sempre dá aquele sorrizinho maroto. Foi ótimo ver os dois, quem sabe da próxima nos encontramos em Madrid.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Big Apple




Mal cheguei da festa fantasia, deitei e aí já tive que levantar de novo. Foi um domingo bem agitado: faz mala, almoça na mamãe, jogo do Flamengo e Corinthians. Quando vi já tava na hora de ir pro aeroporto. Não vi o jogo. Achei melhor. Eu tava muito tensa. Entrei no avião e daqui a pouco sentou ao meu lado um cara de gênero discutível. Começou a conversar. A aeromoça veio falar comigo se eu poderia trocar de lugar com o "amigo" dele, que estava na primeira classe. ÓBVIO! E lá fui eu prá primeirona, que nem o Vascão (não deu prá perder a piada). A primeira vez na primeira a gente nunca esquece. Tem mesinha pra computador, as cadeiras são separadas. Eu vi que elas giravam. Fiquei tentando girar mas não consegui. Eu observava os outros prá ver como fazer, mas de um insucesso total. Eu tentava discretamente prá ninguém perceber, e numa dessas olhei pro lado por que tive a impressão que o cara ao lado estava me olhando e obviamente sacando toda aquela incompetência. O cara era um barbado, barbado mesmo. Simpático. Me deu até a impressão que eu já o conhecia de algum lugar. Na hora que o vôo chegou em São Paulo, o barbudo levou as pernas retinhas junto à cabeça, tipo yoga total. A aeromoça veio e entregou um violão prá ele e aí minha ficha caiu: ninguém menos que Sting viajou ao meu lado do Rio prá SP. Se o Raoni tivesse com ele teria sido mais fácil reconhecê-lo. Mas se o Raoni estava no vôo, não era na primeirona. Sabe como é esse povo né, vamos defender os índios, a Amazônia e o aquecimento global, mas na hora de pegar o avião vai cada um prá sua classe...
NY estava gelada. Não tinha neve e nem precisava. Horas prá chegar do aeroporto até o Hotel. Foram 3 dias de conferência, os primeiros 2 foram pelo UBS e o último pelo Goldman Sachs. Muitos investidores, aquela batida já relatada aqui anteriormente. Chefa se saiu muito bem. De vez em quando o baianês emendava o inglês, eu falei prá ela: vc tá falando "storage" ao invés de falar "story of". Mas quem conhece sabe o que ela disse né: não é isso não darling, é que eu falo rápido e aí sai storage...Raimar olhava prá mim e ria...o importante é que todo mundo entendia. Eu falei pouco como sempre, e falei menos ainda depois da merda (sorry mas não tenho como expressar de outra forma). Não vou poder contar aqui obviamente mas em resumo depois de Cris e Raimar dissertarem toda uma argumentação prá um tema, eu fui lá e com menos de 5 palavras dei a arma pro bandido, trocando em miúdos. Such is life já diria Ernesto.
Não nos sobrou muito tempo prá nada então aproveitamos prá comer bem. Fomos no Porter House daquele shopping perto da 60, em frente ao Central Park, jantamos com Biba e Gabriel lá. Fomos também almoçar num italiano ótimo ali na 50, Porceli. A noite fomos no Armani restaurant, super lindo e chique, mas a essa altura nós já estávamos acabados. Outro dia e aí fomos almoçar no Rosie O Gradys e jantar no Serafina (ou será Severina, agora já não sei). Enfim comemos super bem. Estávamos lá no dia da inauguração da árvore do Rockfeller Center. Acreditem a inauguração da nossa árvore na Lagoa é bem mais organizada. É um tal de fechar rua daqui dali, demos uma super volta prá chegar no hotel.
O difícil dessas viagens é que embora o fuso horário seja prá trás, o que é bem mais fácil prá acordar, as pessoas ligam prá você na hora normal que ligariam, ou seja, 5 horas da manhã de lá eu já tava no telefone. Difícil descansar. Mas foi ótimo, não fui prá lá prá descansar mesmo, fui prá ralar. Valeu, ready to go again!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Chapeuzinho Vermelho

Carla, eu, Maria e Liana
As aniversariantes e eu
Uma das coisas mais legais na vida dos nossos filhos é que eles fazem amigos, desde pequeno buscam aqueles que tem afinidade. Isso não tem uma interferência nossa. Nós, pais, até podemos tentar, direcionar prá aqueles que achamos "bons" para os nossos filhos (é isso mesmo, nós pais somos bastante preconceituosos), por exemplo, os meninos são muito amigos do JP, filho da frendy. Poderiam não ser, mas são. Tanto eles como JP são capazes de abrir mão de passeios com outros amigos do dia a dia, prá ficarem juntos. Eles fazem amigos e naturalmente nós, pais, nos vemos implicados a conhecer e conviver com os pais dos amigos dos nossos filhos, com os quais nós também desenvolvemos ou não alguma afinidade. Não sei ao certo por que, mas com os pais da turma do filho rei tenho uma super hiper afinidade, algo que já não acontece com a turma do filho anjo, por mais que eu me esforce. Por conta dessa afinidade, hoje tenho pessoas queridas que fazem parte do meu circulo de amizades. Essa bela introdução foi pra contar que no final de semana retrasado três mães resolveram dar uma super festa a fantasia para comemorarem os aniversários delas, sem direito a levar criança.
A festa foi numa casa lá no alto da gávea. Alto mesmo, entre a escola americana e a Rocinha. A casa é um espetáculo! Piscinão, entrada da sala toda em pedra, escadaria de madeira, fora a superprodução, com direito a carrocinha da Genial e sacolão do biscoito Globo. Dois dias antes da festa, começou a minha jornada em busca de uma fantasia. Eu não vou com muita frequência em festas a fantasia. Pra falar a verdade, essa deve ter sido a primeira da década, ou seja, frequência baixíssima. Importante comentar que isso hoje é uma indústria. Lojas e mais lojas de aluguel de fantasia, cada uma mais original que a outra. Precisava de uma urgente, então fui ali perto da empresa mesmo e carreguei comigo Ariadne, a fofa que trabalha comigo que tem um alto astral maior que o Cristo Redentor. Na loja uma tarefa difícil: 1500 fantasias e uma hora de almoço pra matar o ponto. A vendedora (com um mau hálito dos diabos diga-se de passagem) foi me fazendo perguntas tipo prá traçar o meu perfil (atenção sem piadinhas aqui viu??): vai sozinha? Quer ficar sozinha? Vai dançar? Tem vergonha? e por aí vai...depois do meu perfil traçado, ela me trouxe 5 fantasias: Branca "putenga" de neve, espanhola (morrendo de calor no Rio de Janeiro), pirata, dançarina de can-can e chapeuzinho vermelho. Experimentei todas e a mais fofa foi chapeuzinho vermelho! Uma graça, vou postar aqui a foto prá vocês verem que eu não tô mentindo. E depois essa fantasia já facilitava a vida, concordam?
No sábado fui prá festa de táxi. O motorista quando me viu já achou graça, obviamente eu tive que explicar que era uma festa fantasia e que aquilo não fazia parte do meu guarda-roupa tradicional. A festa estava um luxo!! Melhores fantasias: uma branca de neve decente, digna de tomar conta de 7 anões, e não de querer dá prá eles todos ao mesmo tempo (caso da fantasia no parágrafo anterior), Príncipe Jedi e Princesa Léia, porteiro, e o meu chapeuzinho vermelho, claro. Tinham outros chapeuzinhos lá, mas o meu era o mais original. Encontrei com um amigo da época do Sacre Couer, Waltinho Oaquim, que foi muito bem fantasiado de árabe. Ele disse que de toda a minha produção o que estava mais original era o sapato. Logo o sapato que é meu, não tem nada a ver com a fantasia...vai entender né?
Foi uma noite de muita dança, muito prosecco. To até animada pra fazer isso nos meus 40 anos, agora mais próximos do que nunca.

Estou convencida que...

...nunca antes na história desse blog eu fiquei tanto tempo sem escrever, tendo muuuuita coisa prá contar! Eu adoro quando os amigos falam que eu não atualizo mais o meu blog, que não escrevo as histórias tragi-cômicas, enfim, adoro quando me lembram que esse pedacinho da web é especial não só para mim. Bom meus queridos preparem-se para os próximos posts, vou contar aqui a saga dos últimos 15 dias, nos quais essa aqui que vos escreve viveu seus dias de glamour (finalmente), rodou Nova York-Praia do Forte - São Paulo em menos de 10 dias, tornou-se hexacampeã brasileira e algumas outras conquistas que talvez não possa entrar em detalhes, vocês entendem...Guenta Coração!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Aquim, Hermés, trés chique

Estava euzinha nesta segunda feriado em casa e chega uma mensagem de Alex: "Estou de férias no Rio, vamos jantar amanha?". Conheci o Alex no jantar de final de ano que Ernesto ofereceu ano passado, ele foi com Melina. Fomos degustar no D.O.M. Esse jantar foi de muita emoção. Foi a primeira vez que Ernesto nos falou oficialmente que ia embora em 2009. Ele chorou e, óbvio, eu também. Depois desse jantar, Alex veio uma vez ao Rio mas não conseguimos nos ver. Dessa vez deu certo. Eu confesso que quando vi o email e a quantidade de mulher copiada, fiquei assustada! "Vai ser a maior roubada!", mas acho que a Melina ia gostar que eu fosse então lá fui eu, afinal, amigo de amigo meu, meu amigo é.
Alex vive la vida loca! Ele trabalha prá Hermés Paris em Nova York e veio ao Brasil exclusivamente para a inauguração da primeira loja Hermés do país no shopping Cidade Jardim em São Paulo. Gente isso que é glamour né?? Bem diferente de pegar um avião pro outro lado do país pra discutir regra de comissionamento com agente credenciado, mas como já disse aqui antes, cada um tem o glamour que merece, e eu não to podendo reclamar, estamos combinados? Como a loja só inaugura no próximo domingo em São Paulo, Alex passou uns dias aqui na cidade maravilhosa. Voltando ao jantar...marcamos no Aquim, ali no final do Leblon. Logo quando cheguei, já tive uma boa surpresa: a mesa era apenas para seis pessoas o que indicava que aquele mulherio todo estava bem reduzido, em proporções passíveis de conversa. Eu fui a primeira a chegar com Alex. De repente chegaram umas 5 pessoas ao mesmo tempo: 2 casais e uma sozinha. Os casais não se conheciam, a mulher sozinha não conhecia ninguém, assim como eu, e todos só conheciam o Alex. Então ele ficou meio dividido na atenção, algo muito natural. Essa moça que estava sozinha sentou na minha frente. Fernanda e Bruno (agora já são praticamente íntimos) sentaram ao meu lado e eu fui cumprimentá-los...NIQUI eu olhei pra frente, a moça já não estava mais. O Alex falou que ela resolveu ir embora. Pessoa esquisita. Tava toda arrumada mas eu logo percebi que ela queria atenção full do anfitrião, e não tava a fim de fazer novos amigos. Aqui um parêntesis: Sandrix Khadija sempre diz que não gostava muito de mim antes da nossa aventura marroquina (sim antes, por que agora ela me ama!) por que segundo ela eu "escaneava" todo mundo de cima abaixo. E ontem eu achei que isso é verdade mesmo. Mas e daí? Se passando scanner já aparece cada figura, imagina se não passasse!! Fecha parêntesis. Voltando novamente ao jantar... ai que delícia conhecer gente nova! Ouvir novos assuntos, outras perspectivas. O outro casal, Fernanda e Joel, super simpáticos e olha só que mistura: ele, nascido em Londres, criado em Barbados, pai londrino, mãe francesa da Martinica. Ela, brasileira. Conheceram-se num cruzeiro nas ilhas gregas, ao melhor estilo love is in the air. Uns fofos, trés exotique! A outra moça chegou mais tarde, ela falou o nome mas eu não lembro, aliás lembro que ela falou e eu ainda tentei fazer leitura labial, mas não deu certo, já tinha tomado toda a minha caipiroska. Falamos sobre muitas coisas e obviamente o tema Engenho veio à tona. Percebi que eu já to curada. Quebrada, mas curada, em relação ao tema. Falei muito, nossos planos, nossas aulas de arte, teatro, yoga pra criança, todos encantados. Eles não tem filhos então não conheceram. Veio o assunto Hermés. Vocês sabiam que uma bolsa hermés pode custar 4 vezes mais que a Lulu mais cara??? (Lulu é como chamamos as Louis Vuitton). Eu não sabia e pelo jeito não vou saber tão cedo. As bolsas Hermés são feitas na França, são hand made, couros de crocodilo, lagartixa, não são como as Lulus que são feitas na China, Indonésia. Aprendi isso tudo ontem. Existem filas de espera para as bolsas. Tem um modelo chamado Birkin que é uma coisa, as pessoas esperam até 2 anos prá ter a bolsa, no matter what! Voltando pela última vez ao jantar...como resistir aquela ligação dos meninos pedindo pra quando eu chegar acordá-los prá dar um beijo de boa noite...alguém achou melhor pedir a conta e foi na medida certa. Muitas risadas, boa conversa, excelente comida.
Cheguei em casa, dei aquele beijo nos meus gostosos e reparei que a Elle e Vogue desse mês já estavam lá. Adivinha qual era uma das matérias da Elle? Hermés chega finalmente ao Brasil! E contando todas essas histórias que contei acima, da fila de espera, do glamour, do preço, dos modelos e da expectativa pra inauguração em SP next sunday. Ai gente eu to ou não to "in"?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ao vivo no Nordeste

Foram 2 dias intensos e agradáveis ao mesmo tempo, se é que isso é possível. Saímos do Rio na terça à noite rumo a Fortaleza, chegamos de madrugada. Dia seguinte a noite, novo rumo: Recife e finalmente de volta à cidade maravilhosa. Depois que minha amada chefe fez Londres-Amsterdam-Nova York- Califórnia em 4 dias, vamos combinar que tava até fácil. A sutil diferença é que ela teve 2 ou 3 reuniões de apresentação, e euzinha tive dois auditórios repletos de gerentes de conta e agentes credenciados cheios de dúvidas, indignações etc. Ok. Cada um tem o glamour que merece, não é mesmo?
Na terça à noite, como iria viajar, resolvi sair umas cinco e meia e buscar filho rei no futebol. Tô começando a notar que essa coisa de viver na corrida maluca me deixa bastante entusiasmada! O voo era as 9 da noite, então poderia chegar até 8 e meia. Assisti o futebol, fiz a média com o filhote, fui pra casa com ele, jantamos, tomei banho e peguei o táxi pro Galeão. No meio do caminho me ligou pela primeira vez a Cendiê, gerente de Fortaleza, se oferecendo pra nos pegar no hotel no dia seguinte. Fiquei de ligar prá ela depois pra dizer qual hotel estaríamos. A ligação dela foi a grande sorte que tivemos, foi o que evitou de chegarmos os 4 (eu, henry, marquinhos e monica) de madrugada em Fortaleza sem saber em que hotel ficaríamos, isso por que NINGUÉM se lembrou de imprimir o voucher do hotel. Aí tivemos que acessar a véia (De) e finalmente pude passar o hotel para Cendiê. Fiquei super curiosa pra saber da onde vem esse nome dela: será que é francês? Ou será que era a junção dos nomes dos pais? Cenira e Diego? Jansen e Dieclécio? Marquinhos implorou pra eu não perguntar isso pra ela na frente dele, e realmente não perguntei. Até por que depois de umas duas horas de reunião com ela, passamos a chamá-lá de "Sem Dinheiro"... As reuniões tiveram um clima pesado mas a nossa equipe tá bem especializada nesse jeito Patrícia de "vamos resolver", e a coisa foi bem. O ápice nesse sentido não foi Fortaleza, mas Recife. Saímos deste último de um auditório repleto, após horas e horas de apresentação, discussão, etc, debaixo de uma salva de palmas, puxadas por um senhor muito simpático. Mas entre Fortaleza e Recife, fomos pegar o avião. Estávamos cansados da puxada. Chegamos no check-in sem bagagem e a (pobre) da moça olhou pras nossas malas e falou assim:
- Eu acho que essa mala aí não vai poder ir, tem que desp...
Eu não deixei nem a coitada completar a frase...
- Todas as malas vieram com a gente no avião que veio do Rio, e todas vão ter que ir agora, a gente tá sem tempo, tem que dar, o que mudou? Por que? Como? Isso não é justo!
A mulher ficou em choque com a minha, digamos, indignação precoce e disse:
- Calma, calma, calma, eu só disse que tenho que ver, vamos ficar calmas...
Eu percebi que passei um pouco do tom. Olhei prá trás e estavam Henry, Marquinhos e Monica me olhando boquiabertos. Não me restou outro comentário..
- Ai gente, acho que eu tô meio estressada...esse bando de reunião, avião prá lá e prá cá, e o pior de tudo, é ter que pegar avião com henry.
Sem brincadeira, eu não pego mais avião com Henry. Ele é muito uruquento. O voo do Rio prá Fortaleza balançou o tempo todo. Eu cheguei a ficar enjoada. Fora o frio dentro do avião. O voo de Fortaleza pra Recife foi bem até a aterrisagem: ainda bem que a pista de Recife é do tamanho da cidade, por que se fosse Congonhas a gente tinha parado na Marginal! Ele com esse cagaço que tem de voar, fica de olho em todas as manobras do piloto. Qualquer balançadinha, ele põe a cadeira na posição normal. Marquinhos ficou tirando onda com a cara dele: "Se o avião cair, não vai adiantar a sua cadeira estar na posição normal homem de Deus!"
Como eu disse no início, foi agradável e intenso ao mesmo tempo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Samba Social Clube

Na terça feira fomos eu e Marelisa ao VIVO Rio pra assistir a gravação do CD do Samba Social clube, em homenagem à rainha do samba, Beth Carvalho. Foram vários convidados: Caetano Veloso, Casuarina, Moinho, Arlindo Cruz, Diogo "lindo" Nogueira, Moysés Marques (que veio do meu lado no voo horas antes) e outros tantos. O lance de um show assim nesse estilo gravação, é que TODOS cantam a mesma música duas vezes. Como Diogo Nogueira, banda moinho e a propria Beth Carvalho, cantar duas vezes foi um balsamo! As músicas eram ótimas! Agora tinha uma galera que não dava nem pra ter cantado uma única vez...foram 4 horas de show, saímos de lá quase uma e meia da manha e, como sempre, eu e Mary pagando mico de não ter dinheiro pra pagar o valet!! Santo dr. Arilo que estava em nossa mesa e se comoveu com a nossa história e evitou que ficássemos para lavar os pratos. Ainda nos deu um troco pro ladrão.

sábado, 18 de julho de 2009

Desconstruindo Patrícia

Esse é um post que pensei várias e várias vezes se deveria ser publicado. A dúvida estava muito mais em será que vale a pena falar nessa profundidade aqui, e isso acabar sendo lido e mal interpretado por algum leitor. Mas depois de muito refletir eu concluí que a esta altura do campeonato (quase 2 anos de blog), quem ainda lê é por que tá bem por dentro da minha vida. Desde aquele dia fatídico em que o comissário de bordo do vôo de Miami para San Francisco fez o favor de me avisar, que havia desaparecido um avião que saíra do Rio na noite anterior, um click se deu na minha cabeça. Uma sensação de fragilidade, de que a vida pode acabar e você nem saber. Tudo pode ser interrompido e quantas coisas podem ficar mal resolvidas, mal explicadas. A vontade que eu tive foi pedir pra parar o avião para que eu pudesse descer. Como isso não dava, então o jeito foi tentar sobreviver as 3 horas restantes do voo. Mas foi impossível não pensar em tudo que eu vivi até aqui, o que é importante, o que posso fazer daqui pra frente pra que a minha vida tenha mais e mais momentos felizes, momentos importantes, o que posso fazer pra deixar aquilo que me traz tristeza, me traz frustração prá trás. Tem uma música do Nando Reis (tinha que ser né), acho que é "Por onde andei?" que ele fala mais ou menos assim: "Como um dia que roubaram o seu carro/deixou uma lembrança que a vida é mesmo coisa muito frágil/uma bobagem uma irrelevância/diante da eternidade/do amor de quem se ama". E isso que parece tão simples, é tão difícil viver no dia a dia. De dar o valor certo que as pessoas e as coisas têm. Mas uma vantagem sempre tem: NUNCA é tarde pra recomeçar. E isso to fazendo bem direitinho. Hoje eu não consigo fazer sozinha, e isso é tão importante quanto querer recomeçar, pedir ajuda pra reconstruir. E nenhuma reconstrução é inteira quando não tem o processo inverso, a desconstrução. Talvez seja o momento mais difícil, desconstruir pensamentos, sentimentos, atitudes, sem dúvida muito doloroso. Mas é tão bom pensar no que vai ser reconstruído, que vale a pena. E agora to adorando viver isso.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Nando Reis

Eu já tive meus momentos Fabio Jr, Paulinho da Viola mas definitivamente 2009 eu tô no momento Nando Reis! Impressionante como eu me identifico com as músicas dele, ou pelo menos, neste MOMENTO, eu me identifico. O primeiro show que vi dele foi em março desse ano, lá na Fundição. Fui eu e Marelisa. Foi primeiro o show dele e depois o show do Frejat, que também diga-se de passagem, foi maravilhoso. Sábado passado Nando tava no Canecão e lá fui eu atrás dele, dessa vez fui com Flavita. O nome do show é Drês e foi feito para essa ex namorada dele chamada Adriana (Dri + 3 = Drês, não me perguntem o que é o 3 por que eu não sei, vi isso no jornal). Muitas músicas novas mas como eu estava lá (eu e minha modéstia) ele cantou as músicas antigas que eu amo e que escrevo aqui por que, de alguma forma, estão dentro de mim:
Ainda não passou
Triste é não chorar/Sim eu também chorei/E não, não há nenhum remédio/Pra curar essa dor/Que ainda não passou/Mas vai passar!/A dor que nos machucou/E não, não há nenhum relógio pra fazer voltar... O tempo voa!
Por onde andei?
Desculpe Estou um pouco atrasado/Mas espero que ainda dê tempo/De dizer que andei Errado e eu entendo/As suas queixas tão justificáveis/E a falta que eu fiz nessa semana/Coisas que pareceriam óbvias/Até pra uma criança/Por onde andei?/Enquanto você me procurava/Será que eu sei?Que você é mesmo tudo aquilo que me faltava...
All Star - essa que eu mais amo e que canto com filho rei
Estranho é gostar tanto do seu all star azul/Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras/Satisfeito sorri /quando chego ali /e entro no elevador /Aperto o 12 que é o seu andar/ não vejo a hora de te reencontrar/E continuar aquela conversa/Que não terminamos ontem ficou pra hoje
Relicário
É uma índia com colar/A tarde linda que não quer se pôr/Dançam as ilhas sobre o mar/Sua cartilha tem o A de que cor?/O que está acontecendo?/O mundo está ao contrário e ninguém reparou/O que está acontecendo?/Eu estava em paz quando você chegou
E outras tantas como esta Sutilmente que o skank vem cantando mas é dele. Teve uma que cantou e é nova, não achei a letra, chama "mãe". A letra é linda e no show ele passa uma série de fotos da mãe dele, que faleceu não sei quando. Foi uma emoção.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Marrocos - os preparativos

Faltam 10 dias para irmos pro Marrocos! Agora já estou bem animada. A Sandra é uma figura, toda prolixa, mas sai com uns comentários, como ela mesma diz, surreais. O Magno (que é o amigo dela que vai com a gente) já tá mais solto nos emails e estamos nos entendendo bem. Todos mais velhos, digo, prá lá dos 30, o que facilita em muito a definição de "perrengue". Prá nós três, perrengue no Marrocos é dormir num quarto com ventilador (essa eu achei ótima!). Já vimos vários hotéis mas reservado mesmo só tem o que conseguimos discount com Tia Natalia Viagens Ilimitadas, em Casablanca. Havíamos definido que cada um reservaria um hotel em uma cidade, Sandra em Marrakesh, eu em Rabat e o Magno em Fez. Mas hoje já mudamos o roteiro e entrou uma cidade chamada Essouria, ou qq coisa do tipo. Segundo ela e o Magno, essa cidade é maravilhosa!! Eu nunca ouvi falar então não dou palpite. Aliás nessa viagem eu to muito Zeca Pagodinho, deixa a vida me levar... o que tá mais pegando é como vamos nos locomover de uma cidade pra outra. O trem é a preferência de todos, mas não sei se conseguimos todos os horários desejáveis. Bom queridos, é isso. Tomara que lá encontre lan houses e possa atualizar o blog real time on line!!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O tempo não pára

Outro dia fui almoçar com uma amiga, que não vou dizer o nome e vocês vão entender por que mais na frente, e engrenamos num papo muito comum no mundo de hoje: o tempo. Ou melhor, a falta dele. Esse é um mal do qual sofro: não tenho tempo prá nada, mas sempre arrumo tempo prá tudo. Hoje foi um grande exemplo disso: depois de uma noite muito mal dormida dado que minha cama foi invadida na madrugada por dois homens de mais ou menos um metro e vinte cada, acordei as seis e meia com muita dificuldade, mas muita perseverança (é...essa é a palavra), e fui pra academia fazer minha séria "sai-barriga-que-vc-não-me-pertence". Saí de lá as oito, tomei banho, comi e encarei minha via crucis, digo, a lagoa-barra. Duas reuniões e uma áudio depois, peguei novamente o carro e fiz o caminho inverso até a escola dos meninos, adivinhem? Primeiro dia de aula e mamãe queria estar presente. Um detalhe: a partir deste ano filho rei passou para a escola de cima (outro endereço) e filho rei ficou na escolha velha. Isso significa dizer que tive que estacionar o carro no meio do caminho (era onde tinha vaga), subir o ladeirão até chegar na escola do filho rei. Bastante esbaforida, peguei ele ainda na escadaria, os amigos gritaram: Olha a sua mãe! Ele veio e me deu um abraço. Dei um tchau e saí correndo descendo o ladeirão, nem deu pra falar com as heleninhas que estavam lá. Cheguei na outra escola e filho anjo já havia entrado. Fui até a sala e pedi pra entrar. Ele me viu e ficou todo envergonhado, tipo "mãe tá pagando o maior mico hein". Um beijo, um queijo e fui embora. Via crucis segunda vez no dia ninguém merece, mas por eles tudo vale a pena. Engoli uma comida a quilo no meio do caminho. Mais uma reunião, uma áudio, alguns emails chatos. Deu tempo de ver uns biquínis que estavam vendendo no banheiro. Não comprei nenhum. Aliás agora não compro mais nada, só vendo, se é que vocês me entendem! Saí de lá e fui encarar um programinho maneiro que eu adoro...compras do mês!! Uhuuu!! Agora na versão "acabou meu dinheiro" eu faço lá no Mundial no Recreio. Mercadinho lotado, caixas lentos. Volta pra casa, conseguindo finalmente chegar e ver silenciosamente, depois deste dia cansativo, o jornal nacional. Ignorei em todo o texto as inúmeras ligações e emails Engenho, prefiro não comentar como diria Copélia. Cansaram?? Pois é, eu também, mas deu tempo pra tudo né? Não. Tem uma coisa que já não tenho tempo, ou pelo menos não faço esse tempo acontecer. Essa coisa é o amor, ou melhor, o relacionamento (essa foi da minha amiga). E é verdade. Já há algum tempo não dou chance pra isso acontecer. Eu me lembro bem algum tempo depois de ter terminado com eleito último, um dia nos encontramos no aeroporto em SP e entre um comentário e outro ele carimbou: "Patty vc não tem tempo prá nada, quanto mais pra namorar!". Ele colocou como se isso nunca tivesse sido minha prioridade. E fazendo um mea culpa, acho que nunca foi mesmo. Essa minha amiga, que também compartilha da falta de tempo crônica, teve um caminho bastante diferente do meu: sempre priorizou seus namoros. Muitos namoros. Todos de mais ou menos seis meses cada. Agora ela descobriu que não precisa namorar seis meses toda vez que tiver a fim de dar só umazinha, ou "duaszinha"...(entenderam agora por que não posso dizer o nome né?). E esse foi o conselho dela pra mim...
Hoje voltando pra casa, fazendo pela quarta vez a minha via crucis, quase 50 minutos no way home, pensei...vou dar essa chance. Só não tive resposta.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A Felicidade é um estado de espírito

Hoje é sexta feira e eu estou nesse momento dentro do avião, esperando a chuva torrencial que cai em São Paulo passar, para que o mesmo possa finalmente decolar, ato que se houvesse sido praticado no horário previsto não teria acontecido, mas como a incompetência impera na aviação brasileira, não tem outro jeito a não ser pegar meu computador e agradecer aos céus a minha conexão com plaquinha, assim posso colocar aqui as idéias que nem sempre consigo parar pra escrever. Neste exato minuto entrou a voz do comandante falando que a operação voltou ao normal e somos o décimo (não sei se isso é bom ou ruim) na decolagem, sendo que a cada decolagem, teremos um pouso, assim daqui há 30 minutos (com sorte) decolaremos. Do meu lado um cidadão falando ao celular, tentando resolver algo do business dele, que parece tão enrolado financeiramente como o Engenho. A cada frase vem aquela exclamação "Puuuuuta que pariu". No primeiro banco está sentada uma mãe com dois meninos de idades parecidas com as dos meninos. A próxima brincadeira que ela vai inventar é a apresentação de malabares com barrinhas de cereais...ela já fez até agora muito, mas vai ter que fazer muito mais pra distraí-los na próxima hora. E eu aqui pensando na minha vida...consegui me manter 40 dias no Rio sem vir uma única vez a São Paulo! Tudo bem que tirei 15 dias de férias, mas poderia já ter vindo. Eu adoro SP mas a gente quer estar onde vive e não voando prá lá e prá cá.
Na verdade quero contar que estou feliz. Não é um post trivial. Mas estou feliz. Vim no voo hoje de manha cedo pensando nisso. Os meninos voltam pras aulas já nesta semana que entra, estou feliz por que eles aproveitaram as férias, estão fortes e lindos, bronzeados e mais cariocas impossível. Papai está lindo. A hemodiálise dá um tom bastante bronzeado mas ninguém precisa saber disso. Ligo prá lá e ele atende ao telefone e diz que tem saudades de mim, coisa que sempre fez na vida, e por isso fico muito feliz. Aqui na empresa, todos os problemas do mundo, mas não tem como se abalar com uma reunião de equipe tão harmônica, todos estão bem, nenhum de nós perdeu o humor. As piadas surgem todo o tempo. No Engenho, nem tudo vai bem. A colônia não foi o que esperávamos. As vezes penso que esperamos demais, demais...Mas vamos em frente. O que me deixa feliz é saber que posso contar com a frendy, até na pobreza...Também estou feliz por outras coisas que aconteceram mas que prefiro não comentar, quem sabe um dia...é isso, pipol, simplesmente um post despretensioso pra falar desse maravilhoso momento de felicidade!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Sodoma e Gomorra

Gente fui ao cinema em plena segunda feira a noite com o único objetivo de combater o stress, aproveitando obviamente que os meninos estavam desde sábado em Friburgo e só retornam nesta quarta. Pensei em ver um filme bem light, estilo "não precisa pensar", achei um bem legal chamado alguém que me ame de verdade. Bem sugestivo, não? Pois é, fui com tudo! Cheguei lá as sessões estavam suspensas. Haviam outros dois cinemas no mesmo lugar, sendo que um filme já estava na metade e o outro começaria em 5 minutos. Nome do filme? Gomorra. Gravem bem. G-O-M-O-R-R-A. Jamais esqueçam pra não cometer o imperdoável erro de assistir depois de tantos avisos meus. Que filmezinho de merda. Eu devia ter pressentido que o filme não era bom. Na fila enquanto éramos avisados que as sessões do outro filme estavam suspensas, o casal na minha frente pediu pra moça dos ingressos falar sobre o que era o filme. Ela disse que não tinha a mínima idéia. Mas ela não disse isso com simpatia, disse com cara de quem já tinha visto e não tinha como nos avisar que não era pra ver. Mas nós insistimos. Fui procurar a resenha nos anúncios dos filmes em cartaz (é um cinema alternativo pipol...). Dos 6 filmes em cartaz nos cinemas, adivinhem qual era o único que a resenha não estava fixada no mural? Bingo. Falamos pra moça que não estava e ela nem fez cara de espanto. Sacou a revista Rio Show e passou pra gente. A revista estava toda recortada, provavelmente tinha sido a fonte das outras resenhas que estavam no mural. Mas Gomorra estava lá. Começamos a ler e de repente veio aquela voz certeira: "O filme tá começando, vão querer entrar?". Naquela pressão, acabamos entrando. Com 10 segundos de filme já tinha dado pra perceber que a coisa não era lá essas coisas. Eu tentava me lembrar da resenha mas li muito rápido e não conseguia entender como o que li juntava com o que via. Em resumo falava sobre essa cidade Gomorra (na verdade Camorra) na Itália, que é um dos maiores centros do tráfico mundial. Tudo na cidade, desde os vestidos feitos pelas costureiras até o jogo, gira em torno da venda de drogas. Mas as historias são confusas, os atores são péssimos e a produção sofrível. E eu ainda achava que podia ter alguma coisa a ver com Canaa, Sodoma, Gomorra, antiguidade...nada a ver...
Não sei nem por que perdi tanto tempo escrevendo sobre essa porcaria mas fiquei com tanta raiva de ter perdido horas preciosas de sono que achei por bem avisar meus leitores amados.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ela é carioca

Hoje tive o meu primeiro dia de férias tipicamente carioca. Infelizmente minhas férias já terminam na próxima segunda feira (sem hífen, ou será que essa é com hífen?). Depois de dias e mais dias nublados e chuvosos e uma labirintite de fora da área, veio um dia de sol!! Fui para malhação logo cedo, tomei minhas proteínas, levei as crianças pro clube e fiquei conversando com Andréa, mãe do Gui amigo do filho Rei, boa parte do dia. Foi ótimo. Temos histórias parecidas de vida. Almoçamos na beira da piscina. Lá pelas 3 as crianças quiseram ir pra casa dela pra brincar e eu, que chato, voltei sozinha pra casa. Vim desde o Leblon até Ipanema olhando o mar. O mar estava verde, límpido, calmo. Não tive dúvida. Parei o carro em casa e fui pra praia. Deixei a labirintite de lado e dei vários mergulhos naquela água maravilhosa! Fiquei lendo minha ELLE, caderno Viagens (Me aguardem!!) e Zona Sul (tinha até matéria do Engenho). Lá pelas 5, saí e passei na lanchonete da esquina da farme, comprei meu açaí com granola e fui pra casa, CARIOQUÉSIMA!!!
É isso aí, hoje me lembrei por que amo tanto essa cidade!!

Vicky Cristina Barcelona

Amei, amei, amei. Não sou grandes fã do Woody Allen mas confesso que adorei esse filme! Acho que pareço com a Cristina: mulher tradicional, quer o tradicional, homem-bem-sucedido-casa-comida-roupa-lavada. Pensando bem, acho que pareço mais com a Vicky: mulher aventureira, quer viver um grande amor, se apaixonar, viver a entrega mais que tudo. Bom, mas pensando bem, que mulher não gostaria de parecer Maria Elena de vem em quando: desestruturar o homem amado em qualquer situação que ele esteja. Pensando bem, acho que o Woody pegou uma mulher e fatiou em três! Gênio.
Assista ao filme. Dê a sua opinião. Ela é muito importante prá mim.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A ausência e o Ano Novo

Queridos fiéis leitores do meu querido e amado (e abandonado) blog, antes de qualquer coisa quero já avisar que este é um post-retrospectiva (ainda não sei todas as novas regras da nova escrita portuguesa, perdoem o hifen), portanto leiam, se quiserem, quando tiverem tempo. Já se vão quase 3 meses da última vez que postei. O meu último post foi escrito no dia 7 de outubro. No dia 8 de outubro, que é umas das duas datas mais importantes da minha vida por ser o dia em que filho rei, o primeiro, mais velho, veio ao mundo, em 2008 esse dia foi um dia um tanto atípico. Não foi atípico pelo fato de ter levado 23 crianças da escola para o Engenho, dentro de um micro onibus, num dia de chuva intensa no Rio de Janeiro, em que todas cantavam em coro "we will, we will rock you". E também não foi tão atípico dormir com o filho rei chorando por que achou que ganhou menos presentes do que o filho anjo. Foi um pouco antes disso tudo. Por volta das 14 hrs fomos no médico do papai, eu, Marelisa e mamãe, pois ele havia dito a ela que queria falar com as filhas dele e explicar bem a cirurgia que ele faria. Entre tantas explicações "técnicas" do que fazer, como fazer e por que fazer, a resposta pra pergunta básica se a cirurgia era tranquila, não foi tão tranquila assim. Eu penso que nós três naquele momento ficamos com uma cara assim meio de interrogação, sem entender como isso era possível. Ele não estava bem, mas também não estava mal. Esse dia 8 ficamos em suspenso. O bom de escrever tanto tempo depois é que não é preciso relatar detalhes desse período, mas sim resumí-lo como um período difícil mas necessário. Como todos os momentos da vida, existem lados positivos e lados negativos dessa história. Os negativos ficam por conta desse pano de fundo...doença/hospital/noites mal dormidas. Mas os positivos valem a pena falar!Sempre! Estamos mais unidos. Falamos todos os dias impreterivelmente: eu, minha mãe, minha irmã, a outra e a outra. Isso foi muito bom. Está sendo muito bom. Todas as tias muito presentes também. Silvinho e Andréa também muito presentes. Enfim, família, família, cachorro, gato, galinha, já diriam os Titãs. Outro lado muito bonito dessa história: no dia da cirurgia, após 8 longas horas, veio o anestesista nos chamar para ver papai passar do centro cirúrgico para o CTI. Ele falava e eu olhava praqueles (agora acabei de assassinar a escrita portuguesa, a velha mesmo!) olhos verdes. Eram bem familiares. Falamos com papai e estava tudo ótimo! Voltamos para a sala de espera e mamãe já estava com o recibo do anestesista em mãos. Olhei o carimbo e reconheci o nome. Era André Neves, um colega do Sacre-couer de anos. Quando ele voltou pra sala já veio falando comigo. Ficamos ali conversando, meio que fazendo cada um resumo dos últimos 20 anos em 15 segundos, que nem no Fantástico. André sempre foi um gentleman e demonstrou isso mais uma vez: embora tenha passado o recibo da cirurgia, jamais depositou o cheque. Um fofo. O Natal ficou um pouco mais bonito quando soubemos que papai ia sair do hospital. Ele ainda estava bem ausente mas o importante é que ele estava em casa. No ano novo até quis sair de casa!! Mamãe agora está menos cansada e fico muito orgulhosa como ela passou por tudo isso, sem perder o rumo e a paciência. Bom, a paciência ela perdeu algumas vezes, mas qualquer normal teria perdido há muito tempo e não teria encontrado novamente!!!
A noite da ano novo foi muito linda! Passei com Natália, Fernando, Tumtum e família. Vimos os fogos da Lagoa, pegamos uma chuvinha maneira. Por mais legal que tenha sido, não posso dizer que foi maravilhoso, pois foi a primeira vez que passei sem filhotes, e infelizmente não há programa no mundo que seja melhor do que a presença deles. Mas a energia foi super positiva, boa, leve. E assim 2008 foi embora, já sem tempo...não foi um ano ruim, mas não chegou aos pés de 2007. O ano de 2008 foi um ano de algumas realizações, como Engenho, por mais problemas que ele nos tenha trazido, foi a consolidação de um sonho. Filho rei começou a ler e entender, filho anjo ficou mais sociável. Em 2008 fortalecí as verdadeiras amizades. Em 2008 não me apaixonei. Até poderia, mas hoje vejo que a melhor coisa que me aconteceu, foi seguir o outro caminho do trilho, levando o trem pra outra direção. Em 2008, como nos demais anos, tinha aquela porcaria de dinheiro na bolsa, portanto, não posso dizer que as perdas foram relevantes por que não foram. Em 2008 começaram as festas de 40 anos de minhas amigas, o que indica que em breve chegará a minha. Mas tudo bem. Já começei meus preparativos e to com um personal pra me ajudar nesse projeto. Vamos ver 2009 como vai ser. Eu to super animada, como sempre, bons pensamentos atraem boas energias. Tava com saudade de escrever aqui. Beijos a todos, Feliz ano novo!!