quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Big Apple




Mal cheguei da festa fantasia, deitei e aí já tive que levantar de novo. Foi um domingo bem agitado: faz mala, almoça na mamãe, jogo do Flamengo e Corinthians. Quando vi já tava na hora de ir pro aeroporto. Não vi o jogo. Achei melhor. Eu tava muito tensa. Entrei no avião e daqui a pouco sentou ao meu lado um cara de gênero discutível. Começou a conversar. A aeromoça veio falar comigo se eu poderia trocar de lugar com o "amigo" dele, que estava na primeira classe. ÓBVIO! E lá fui eu prá primeirona, que nem o Vascão (não deu prá perder a piada). A primeira vez na primeira a gente nunca esquece. Tem mesinha pra computador, as cadeiras são separadas. Eu vi que elas giravam. Fiquei tentando girar mas não consegui. Eu observava os outros prá ver como fazer, mas de um insucesso total. Eu tentava discretamente prá ninguém perceber, e numa dessas olhei pro lado por que tive a impressão que o cara ao lado estava me olhando e obviamente sacando toda aquela incompetência. O cara era um barbado, barbado mesmo. Simpático. Me deu até a impressão que eu já o conhecia de algum lugar. Na hora que o vôo chegou em São Paulo, o barbudo levou as pernas retinhas junto à cabeça, tipo yoga total. A aeromoça veio e entregou um violão prá ele e aí minha ficha caiu: ninguém menos que Sting viajou ao meu lado do Rio prá SP. Se o Raoni tivesse com ele teria sido mais fácil reconhecê-lo. Mas se o Raoni estava no vôo, não era na primeirona. Sabe como é esse povo né, vamos defender os índios, a Amazônia e o aquecimento global, mas na hora de pegar o avião vai cada um prá sua classe...
NY estava gelada. Não tinha neve e nem precisava. Horas prá chegar do aeroporto até o Hotel. Foram 3 dias de conferência, os primeiros 2 foram pelo UBS e o último pelo Goldman Sachs. Muitos investidores, aquela batida já relatada aqui anteriormente. Chefa se saiu muito bem. De vez em quando o baianês emendava o inglês, eu falei prá ela: vc tá falando "storage" ao invés de falar "story of". Mas quem conhece sabe o que ela disse né: não é isso não darling, é que eu falo rápido e aí sai storage...Raimar olhava prá mim e ria...o importante é que todo mundo entendia. Eu falei pouco como sempre, e falei menos ainda depois da merda (sorry mas não tenho como expressar de outra forma). Não vou poder contar aqui obviamente mas em resumo depois de Cris e Raimar dissertarem toda uma argumentação prá um tema, eu fui lá e com menos de 5 palavras dei a arma pro bandido, trocando em miúdos. Such is life já diria Ernesto.
Não nos sobrou muito tempo prá nada então aproveitamos prá comer bem. Fomos no Porter House daquele shopping perto da 60, em frente ao Central Park, jantamos com Biba e Gabriel lá. Fomos também almoçar num italiano ótimo ali na 50, Porceli. A noite fomos no Armani restaurant, super lindo e chique, mas a essa altura nós já estávamos acabados. Outro dia e aí fomos almoçar no Rosie O Gradys e jantar no Serafina (ou será Severina, agora já não sei). Enfim comemos super bem. Estávamos lá no dia da inauguração da árvore do Rockfeller Center. Acreditem a inauguração da nossa árvore na Lagoa é bem mais organizada. É um tal de fechar rua daqui dali, demos uma super volta prá chegar no hotel.
O difícil dessas viagens é que embora o fuso horário seja prá trás, o que é bem mais fácil prá acordar, as pessoas ligam prá você na hora normal que ligariam, ou seja, 5 horas da manhã de lá eu já tava no telefone. Difícil descansar. Mas foi ótimo, não fui prá lá prá descansar mesmo, fui prá ralar. Valeu, ready to go again!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Chapeuzinho Vermelho

Carla, eu, Maria e Liana
As aniversariantes e eu
Uma das coisas mais legais na vida dos nossos filhos é que eles fazem amigos, desde pequeno buscam aqueles que tem afinidade. Isso não tem uma interferência nossa. Nós, pais, até podemos tentar, direcionar prá aqueles que achamos "bons" para os nossos filhos (é isso mesmo, nós pais somos bastante preconceituosos), por exemplo, os meninos são muito amigos do JP, filho da frendy. Poderiam não ser, mas são. Tanto eles como JP são capazes de abrir mão de passeios com outros amigos do dia a dia, prá ficarem juntos. Eles fazem amigos e naturalmente nós, pais, nos vemos implicados a conhecer e conviver com os pais dos amigos dos nossos filhos, com os quais nós também desenvolvemos ou não alguma afinidade. Não sei ao certo por que, mas com os pais da turma do filho rei tenho uma super hiper afinidade, algo que já não acontece com a turma do filho anjo, por mais que eu me esforce. Por conta dessa afinidade, hoje tenho pessoas queridas que fazem parte do meu circulo de amizades. Essa bela introdução foi pra contar que no final de semana retrasado três mães resolveram dar uma super festa a fantasia para comemorarem os aniversários delas, sem direito a levar criança.
A festa foi numa casa lá no alto da gávea. Alto mesmo, entre a escola americana e a Rocinha. A casa é um espetáculo! Piscinão, entrada da sala toda em pedra, escadaria de madeira, fora a superprodução, com direito a carrocinha da Genial e sacolão do biscoito Globo. Dois dias antes da festa, começou a minha jornada em busca de uma fantasia. Eu não vou com muita frequência em festas a fantasia. Pra falar a verdade, essa deve ter sido a primeira da década, ou seja, frequência baixíssima. Importante comentar que isso hoje é uma indústria. Lojas e mais lojas de aluguel de fantasia, cada uma mais original que a outra. Precisava de uma urgente, então fui ali perto da empresa mesmo e carreguei comigo Ariadne, a fofa que trabalha comigo que tem um alto astral maior que o Cristo Redentor. Na loja uma tarefa difícil: 1500 fantasias e uma hora de almoço pra matar o ponto. A vendedora (com um mau hálito dos diabos diga-se de passagem) foi me fazendo perguntas tipo prá traçar o meu perfil (atenção sem piadinhas aqui viu??): vai sozinha? Quer ficar sozinha? Vai dançar? Tem vergonha? e por aí vai...depois do meu perfil traçado, ela me trouxe 5 fantasias: Branca "putenga" de neve, espanhola (morrendo de calor no Rio de Janeiro), pirata, dançarina de can-can e chapeuzinho vermelho. Experimentei todas e a mais fofa foi chapeuzinho vermelho! Uma graça, vou postar aqui a foto prá vocês verem que eu não tô mentindo. E depois essa fantasia já facilitava a vida, concordam?
No sábado fui prá festa de táxi. O motorista quando me viu já achou graça, obviamente eu tive que explicar que era uma festa fantasia e que aquilo não fazia parte do meu guarda-roupa tradicional. A festa estava um luxo!! Melhores fantasias: uma branca de neve decente, digna de tomar conta de 7 anões, e não de querer dá prá eles todos ao mesmo tempo (caso da fantasia no parágrafo anterior), Príncipe Jedi e Princesa Léia, porteiro, e o meu chapeuzinho vermelho, claro. Tinham outros chapeuzinhos lá, mas o meu era o mais original. Encontrei com um amigo da época do Sacre Couer, Waltinho Oaquim, que foi muito bem fantasiado de árabe. Ele disse que de toda a minha produção o que estava mais original era o sapato. Logo o sapato que é meu, não tem nada a ver com a fantasia...vai entender né?
Foi uma noite de muita dança, muito prosecco. To até animada pra fazer isso nos meus 40 anos, agora mais próximos do que nunca.

Estou convencida que...

...nunca antes na história desse blog eu fiquei tanto tempo sem escrever, tendo muuuuita coisa prá contar! Eu adoro quando os amigos falam que eu não atualizo mais o meu blog, que não escrevo as histórias tragi-cômicas, enfim, adoro quando me lembram que esse pedacinho da web é especial não só para mim. Bom meus queridos preparem-se para os próximos posts, vou contar aqui a saga dos últimos 15 dias, nos quais essa aqui que vos escreve viveu seus dias de glamour (finalmente), rodou Nova York-Praia do Forte - São Paulo em menos de 10 dias, tornou-se hexacampeã brasileira e algumas outras conquistas que talvez não possa entrar em detalhes, vocês entendem...Guenta Coração!!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

2 Encontro das Garotas de Ipanema

Estou eu mais uma vez aqui no aeroporto de congonhas aguardando pelo meu voo para retornar ao lar feliz, e mais uma vez o meu voo está atrasado ou por que chove no Rio ou por que chove em Sampa, it doesnt matter, o fato é que estou eu, o laptop e minha plaquinha de dados. Então não me resta muito a não ser navegar na web. Entrei no meu blog e me lembrei que não comentei aqui o segundo encontro das garotas de Ipanema. O evento em sua segunda edição não teve o mesmo nível etílico que predominou no anterior. Até por que eu estava recén saída da faca, frendy com aquele barrigão de seis meses e Dani não tinha condições de passar novamente pela porranca que a acometeu da última vez...Mas nem por isso as histórias foram menos engraçadas.
A primeira história não tínhamos nem chegado lá. Frendy foi prá casa da mãe dela deixar PP e pediu prá eu dar uma carona prá ela no meu táxi (viu como a gente já aprendeu e não vai mais de carro). Como a casa da mãe dela é justamente entre o ponto de táxi e a minha casa, liguei pro taxi e pedi pra ele buscá-la primeiro, e depois me pegar. Liguei pra ela e avisei: "A cooperativa do táxi é Posto 6". Eis que ela me aparece aqui num táxi chamado "Eco Taxi". Na hora que eu entrei no táxi, ligou a moça da cooperativa dizendo que o táxi (o que eu chamei) estava lá embaixo da casa da mãe da frendy. Resumo da patetada: um outro morador do prédio da mãe dela chamou esse Eco táxi. O cara do táxi falou prá ela entrar, mesmo ela falando que era Posto 6 a cooperativa. Ela resolveu entrar e a confusão tava feita. Ainda por cima falei pro cara entrar numa rua, que não dava pra chegar no Bar, teve que dar uma volta. Eu ainda falei "deixa que a gente vai a pé daqui", no que foi prontamente repreendida pela frendy "tá doida! eu com esse barrigão, você com a barriga toda cortada e chovendo não dá prá ir a pé! vamos dar a volta".
Dessa vez fomos no Bar Lagoa. Não bebemos nada. Nada em comparação ao que bebemos na primeira vez, óbvio. O papo ficou em cima da questão das escolas das crianças. Dani falou também da festa de 10 anos de casada, que a maioria perdeu. Depois vi as fotos no facebook. Aliás, eu também entrei no facebook, mas não conheço quase ninguém. To precisando melhorar o meu networking...
Fomos embora com Nata, que foi a única a ir de carro. Foi muito bom ter ido com ela, acabei ensinando que não podemos parar no sinal vermelho as onze da noite!
O terceiro já está marcado. UAU!!! Chamaram meu embarque!!! byebye

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio 2016

Eu não poderia deixar de escrever sobre as emoções deste 2 de outubro de 2009!!! Já é quase outro dia e todas as vezes que vejo as imagens do momento da vitória fico emocionada! São lágrimas e lágrimas! E o Lula, hein? Vamos combinar, o cara tem um pé quente que ninguém mais tem. Conseguiu uma copa do mundo e uma olimpiada, a primeira de todo um continente. Me emocionei com o choro dele. Aquilo foi quase uma catarse e foi sincero.
Agora já penso em inscrever filhotes para trabalharem nessa ocasião. Eles não entenderam muito. Filho rei disse que quer ver na televisão e ir ao estádio, mas não quer competir. Já filho anjo acha que pode correr, mas não vai ter idade. Os dois não entenderam quando as professoras começaram a gritar Brasil, Brasil no meio da sala, adoraram a festa!
Conheço muitas pessoas que não apoiam a realização de uma olimpíada no Brasil, seja qual for a cidade, por conta dos custos astronômicos de um evento desses. A olimpíada vai custar 28 bilhoes. Isso dava pra resolver muito problema social que temos por aqui. Se tudo fosse investido em educação, acho que dava pra ter pós graduação em Harvard no currículo como condição sine quae non. Se fosse investido em saúde, teríamos hospitais super modernos em lugares que hoje não temos nem posto avançado de atendimento. E, se finalmente esse dinheiro todo fosse investido em alimentação, dificilmente teríamos famílias comendo palmas no sertão. Fora que algumas cidades como Montreal, Barcelona foram quase a falência após a realização de uma olimpíada. Levaram anos para colocar as finanças em dia. Li que muitas tiveram "recessão" após a realização do evento por que diminuiu muito o interesse pela cidade.
No inicio eu senti uma culpa grande de pensar que queria muito que o Rio fosse sede dessa olimpíada, e que o Brasil fosse sede de uma Copa do Mundo. Por que não investir no país, por que não evitar o sofrimento das pessoas. Mas depois pensei: por que não fazer os dois? Quanto um evento como esse pode ajudar a cidade a eliminar alguns outros problemas? Resolver questões como transporte, segurança. Quanto vai ser gerado em empregos? São muitas perguntas e as contas são difíceis de fazer. Agora, a emoção que senti hoje, o orgulho da belíssima apresentação do COB, cenas únicas como a emoção de Pelé e Guga, o choro do Lula, a festa em Copacabana, isso tudo me fez ter certeza que merecemos essa chance! Rumo a 2016!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Aquim, Hermés, trés chique

Estava euzinha nesta segunda feriado em casa e chega uma mensagem de Alex: "Estou de férias no Rio, vamos jantar amanha?". Conheci o Alex no jantar de final de ano que Ernesto ofereceu ano passado, ele foi com Melina. Fomos degustar no D.O.M. Esse jantar foi de muita emoção. Foi a primeira vez que Ernesto nos falou oficialmente que ia embora em 2009. Ele chorou e, óbvio, eu também. Depois desse jantar, Alex veio uma vez ao Rio mas não conseguimos nos ver. Dessa vez deu certo. Eu confesso que quando vi o email e a quantidade de mulher copiada, fiquei assustada! "Vai ser a maior roubada!", mas acho que a Melina ia gostar que eu fosse então lá fui eu, afinal, amigo de amigo meu, meu amigo é.
Alex vive la vida loca! Ele trabalha prá Hermés Paris em Nova York e veio ao Brasil exclusivamente para a inauguração da primeira loja Hermés do país no shopping Cidade Jardim em São Paulo. Gente isso que é glamour né?? Bem diferente de pegar um avião pro outro lado do país pra discutir regra de comissionamento com agente credenciado, mas como já disse aqui antes, cada um tem o glamour que merece, e eu não to podendo reclamar, estamos combinados? Como a loja só inaugura no próximo domingo em São Paulo, Alex passou uns dias aqui na cidade maravilhosa. Voltando ao jantar...marcamos no Aquim, ali no final do Leblon. Logo quando cheguei, já tive uma boa surpresa: a mesa era apenas para seis pessoas o que indicava que aquele mulherio todo estava bem reduzido, em proporções passíveis de conversa. Eu fui a primeira a chegar com Alex. De repente chegaram umas 5 pessoas ao mesmo tempo: 2 casais e uma sozinha. Os casais não se conheciam, a mulher sozinha não conhecia ninguém, assim como eu, e todos só conheciam o Alex. Então ele ficou meio dividido na atenção, algo muito natural. Essa moça que estava sozinha sentou na minha frente. Fernanda e Bruno (agora já são praticamente íntimos) sentaram ao meu lado e eu fui cumprimentá-los...NIQUI eu olhei pra frente, a moça já não estava mais. O Alex falou que ela resolveu ir embora. Pessoa esquisita. Tava toda arrumada mas eu logo percebi que ela queria atenção full do anfitrião, e não tava a fim de fazer novos amigos. Aqui um parêntesis: Sandrix Khadija sempre diz que não gostava muito de mim antes da nossa aventura marroquina (sim antes, por que agora ela me ama!) por que segundo ela eu "escaneava" todo mundo de cima abaixo. E ontem eu achei que isso é verdade mesmo. Mas e daí? Se passando scanner já aparece cada figura, imagina se não passasse!! Fecha parêntesis. Voltando novamente ao jantar... ai que delícia conhecer gente nova! Ouvir novos assuntos, outras perspectivas. O outro casal, Fernanda e Joel, super simpáticos e olha só que mistura: ele, nascido em Londres, criado em Barbados, pai londrino, mãe francesa da Martinica. Ela, brasileira. Conheceram-se num cruzeiro nas ilhas gregas, ao melhor estilo love is in the air. Uns fofos, trés exotique! A outra moça chegou mais tarde, ela falou o nome mas eu não lembro, aliás lembro que ela falou e eu ainda tentei fazer leitura labial, mas não deu certo, já tinha tomado toda a minha caipiroska. Falamos sobre muitas coisas e obviamente o tema Engenho veio à tona. Percebi que eu já to curada. Quebrada, mas curada, em relação ao tema. Falei muito, nossos planos, nossas aulas de arte, teatro, yoga pra criança, todos encantados. Eles não tem filhos então não conheceram. Veio o assunto Hermés. Vocês sabiam que uma bolsa hermés pode custar 4 vezes mais que a Lulu mais cara??? (Lulu é como chamamos as Louis Vuitton). Eu não sabia e pelo jeito não vou saber tão cedo. As bolsas Hermés são feitas na França, são hand made, couros de crocodilo, lagartixa, não são como as Lulus que são feitas na China, Indonésia. Aprendi isso tudo ontem. Existem filas de espera para as bolsas. Tem um modelo chamado Birkin que é uma coisa, as pessoas esperam até 2 anos prá ter a bolsa, no matter what! Voltando pela última vez ao jantar...como resistir aquela ligação dos meninos pedindo pra quando eu chegar acordá-los prá dar um beijo de boa noite...alguém achou melhor pedir a conta e foi na medida certa. Muitas risadas, boa conversa, excelente comida.
Cheguei em casa, dei aquele beijo nos meus gostosos e reparei que a Elle e Vogue desse mês já estavam lá. Adivinha qual era uma das matérias da Elle? Hermés chega finalmente ao Brasil! E contando todas essas histórias que contei acima, da fila de espera, do glamour, do preço, dos modelos e da expectativa pra inauguração em SP next sunday. Ai gente eu to ou não to "in"?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ao vivo no Nordeste

Foram 2 dias intensos e agradáveis ao mesmo tempo, se é que isso é possível. Saímos do Rio na terça à noite rumo a Fortaleza, chegamos de madrugada. Dia seguinte a noite, novo rumo: Recife e finalmente de volta à cidade maravilhosa. Depois que minha amada chefe fez Londres-Amsterdam-Nova York- Califórnia em 4 dias, vamos combinar que tava até fácil. A sutil diferença é que ela teve 2 ou 3 reuniões de apresentação, e euzinha tive dois auditórios repletos de gerentes de conta e agentes credenciados cheios de dúvidas, indignações etc. Ok. Cada um tem o glamour que merece, não é mesmo?
Na terça à noite, como iria viajar, resolvi sair umas cinco e meia e buscar filho rei no futebol. Tô começando a notar que essa coisa de viver na corrida maluca me deixa bastante entusiasmada! O voo era as 9 da noite, então poderia chegar até 8 e meia. Assisti o futebol, fiz a média com o filhote, fui pra casa com ele, jantamos, tomei banho e peguei o táxi pro Galeão. No meio do caminho me ligou pela primeira vez a Cendiê, gerente de Fortaleza, se oferecendo pra nos pegar no hotel no dia seguinte. Fiquei de ligar prá ela depois pra dizer qual hotel estaríamos. A ligação dela foi a grande sorte que tivemos, foi o que evitou de chegarmos os 4 (eu, henry, marquinhos e monica) de madrugada em Fortaleza sem saber em que hotel ficaríamos, isso por que NINGUÉM se lembrou de imprimir o voucher do hotel. Aí tivemos que acessar a véia (De) e finalmente pude passar o hotel para Cendiê. Fiquei super curiosa pra saber da onde vem esse nome dela: será que é francês? Ou será que era a junção dos nomes dos pais? Cenira e Diego? Jansen e Dieclécio? Marquinhos implorou pra eu não perguntar isso pra ela na frente dele, e realmente não perguntei. Até por que depois de umas duas horas de reunião com ela, passamos a chamá-lá de "Sem Dinheiro"... As reuniões tiveram um clima pesado mas a nossa equipe tá bem especializada nesse jeito Patrícia de "vamos resolver", e a coisa foi bem. O ápice nesse sentido não foi Fortaleza, mas Recife. Saímos deste último de um auditório repleto, após horas e horas de apresentação, discussão, etc, debaixo de uma salva de palmas, puxadas por um senhor muito simpático. Mas entre Fortaleza e Recife, fomos pegar o avião. Estávamos cansados da puxada. Chegamos no check-in sem bagagem e a (pobre) da moça olhou pras nossas malas e falou assim:
- Eu acho que essa mala aí não vai poder ir, tem que desp...
Eu não deixei nem a coitada completar a frase...
- Todas as malas vieram com a gente no avião que veio do Rio, e todas vão ter que ir agora, a gente tá sem tempo, tem que dar, o que mudou? Por que? Como? Isso não é justo!
A mulher ficou em choque com a minha, digamos, indignação precoce e disse:
- Calma, calma, calma, eu só disse que tenho que ver, vamos ficar calmas...
Eu percebi que passei um pouco do tom. Olhei prá trás e estavam Henry, Marquinhos e Monica me olhando boquiabertos. Não me restou outro comentário..
- Ai gente, acho que eu tô meio estressada...esse bando de reunião, avião prá lá e prá cá, e o pior de tudo, é ter que pegar avião com henry.
Sem brincadeira, eu não pego mais avião com Henry. Ele é muito uruquento. O voo do Rio prá Fortaleza balançou o tempo todo. Eu cheguei a ficar enjoada. Fora o frio dentro do avião. O voo de Fortaleza pra Recife foi bem até a aterrisagem: ainda bem que a pista de Recife é do tamanho da cidade, por que se fosse Congonhas a gente tinha parado na Marginal! Ele com esse cagaço que tem de voar, fica de olho em todas as manobras do piloto. Qualquer balançadinha, ele põe a cadeira na posição normal. Marquinhos ficou tirando onda com a cara dele: "Se o avião cair, não vai adiantar a sua cadeira estar na posição normal homem de Deus!"
Como eu disse no início, foi agradável e intenso ao mesmo tempo.