terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ao vivo no Nordeste

Foram 2 dias intensos e agradáveis ao mesmo tempo, se é que isso é possível. Saímos do Rio na terça à noite rumo a Fortaleza, chegamos de madrugada. Dia seguinte a noite, novo rumo: Recife e finalmente de volta à cidade maravilhosa. Depois que minha amada chefe fez Londres-Amsterdam-Nova York- Califórnia em 4 dias, vamos combinar que tava até fácil. A sutil diferença é que ela teve 2 ou 3 reuniões de apresentação, e euzinha tive dois auditórios repletos de gerentes de conta e agentes credenciados cheios de dúvidas, indignações etc. Ok. Cada um tem o glamour que merece, não é mesmo?
Na terça à noite, como iria viajar, resolvi sair umas cinco e meia e buscar filho rei no futebol. Tô começando a notar que essa coisa de viver na corrida maluca me deixa bastante entusiasmada! O voo era as 9 da noite, então poderia chegar até 8 e meia. Assisti o futebol, fiz a média com o filhote, fui pra casa com ele, jantamos, tomei banho e peguei o táxi pro Galeão. No meio do caminho me ligou pela primeira vez a Cendiê, gerente de Fortaleza, se oferecendo pra nos pegar no hotel no dia seguinte. Fiquei de ligar prá ela depois pra dizer qual hotel estaríamos. A ligação dela foi a grande sorte que tivemos, foi o que evitou de chegarmos os 4 (eu, henry, marquinhos e monica) de madrugada em Fortaleza sem saber em que hotel ficaríamos, isso por que NINGUÉM se lembrou de imprimir o voucher do hotel. Aí tivemos que acessar a véia (De) e finalmente pude passar o hotel para Cendiê. Fiquei super curiosa pra saber da onde vem esse nome dela: será que é francês? Ou será que era a junção dos nomes dos pais? Cenira e Diego? Jansen e Dieclécio? Marquinhos implorou pra eu não perguntar isso pra ela na frente dele, e realmente não perguntei. Até por que depois de umas duas horas de reunião com ela, passamos a chamá-lá de "Sem Dinheiro"... As reuniões tiveram um clima pesado mas a nossa equipe tá bem especializada nesse jeito Patrícia de "vamos resolver", e a coisa foi bem. O ápice nesse sentido não foi Fortaleza, mas Recife. Saímos deste último de um auditório repleto, após horas e horas de apresentação, discussão, etc, debaixo de uma salva de palmas, puxadas por um senhor muito simpático. Mas entre Fortaleza e Recife, fomos pegar o avião. Estávamos cansados da puxada. Chegamos no check-in sem bagagem e a (pobre) da moça olhou pras nossas malas e falou assim:
- Eu acho que essa mala aí não vai poder ir, tem que desp...
Eu não deixei nem a coitada completar a frase...
- Todas as malas vieram com a gente no avião que veio do Rio, e todas vão ter que ir agora, a gente tá sem tempo, tem que dar, o que mudou? Por que? Como? Isso não é justo!
A mulher ficou em choque com a minha, digamos, indignação precoce e disse:
- Calma, calma, calma, eu só disse que tenho que ver, vamos ficar calmas...
Eu percebi que passei um pouco do tom. Olhei prá trás e estavam Henry, Marquinhos e Monica me olhando boquiabertos. Não me restou outro comentário..
- Ai gente, acho que eu tô meio estressada...esse bando de reunião, avião prá lá e prá cá, e o pior de tudo, é ter que pegar avião com henry.
Sem brincadeira, eu não pego mais avião com Henry. Ele é muito uruquento. O voo do Rio prá Fortaleza balançou o tempo todo. Eu cheguei a ficar enjoada. Fora o frio dentro do avião. O voo de Fortaleza pra Recife foi bem até a aterrisagem: ainda bem que a pista de Recife é do tamanho da cidade, por que se fosse Congonhas a gente tinha parado na Marginal! Ele com esse cagaço que tem de voar, fica de olho em todas as manobras do piloto. Qualquer balançadinha, ele põe a cadeira na posição normal. Marquinhos ficou tirando onda com a cara dele: "Se o avião cair, não vai adiantar a sua cadeira estar na posição normal homem de Deus!"
Como eu disse no início, foi agradável e intenso ao mesmo tempo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

1 Encontro das Garotas de Ipanema

Depois de muitos e muitos contra tempos, agendas lotadas, viagens, cirurgia de vesícula, gripe suína e etc., finalmente conseguimos reunir as "garotas"(tá, tá, tá, você aí que é um leitor muito engraçadinho...estamos naquela faixa etária 35-39) de Ipanema na pizzaria do Alessandro e Frederico. A idéia é que todo mês façamos pelo menos uma vez esse encontro, sem maridos, namorados, filhos e afins, só a gente e essa nossa capacidade de falar m... por segundo, completamente potencializada pela ingestão de álcool, em níveis não aceitáveis pelas blitz da lei seca! Mas ok, os táxis estão aí prá isso mesmo, não é? Só temos que lembrar da próxima vez e não ir de carro. Como esse foi o primeiro encontro, ainda estamos aprendendo.
A noite foi uma delícia, histórias velhas, histórias novas, histórias e mais histórias. Nós nos divertimos muito. Nós e também todos os garçons do restaurante que ficavam sorrateiramente próximos a nossa mesa e se acabavam de rir a cada besteirol lançado ao ar. Foram uma, duas, três garrafas de vinho tinto zeradas, o pouco que sobrou teve destino certo no casaco branco da Sandrix, consequencia do nosso super hiper mega abraço de bêbados ao final! Há que se ressaltar a pizza M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A que comemos, a qual obviamente não me lembro o nome, mas sem igual. Adoraria contar aqui detalhes da noite mas infelizmente estes são proibidos para além do nosso clã, com prejuízo de multas e sanções. Falamos sobre muitos assuntos, mas sou muito sincera em afirmar que o tema SEXO liderou o ranking, principalmente do meio pro final, quando já não tínhamos muitos neurônios em pé. 2 maridos ligaram e os 2 desligaram na nossa cara. 1 filho ligou pra dizer que o pai estava dormindo no sofá. Tudo foi maravilhoso! Mas infelizmente não podemos fazer novamente o encontro lá por 2 motivos: digamos que nossas histórias já são conhecidas por todos que lá trabalham, e talvez o principal, a escada prá ir ao banheiro é simplesmente absurda, parece o monte mulange.
Infelizmente a falta de profissionalismo imperou e ninguém se lembrou de tirar uma foto, ainda que com o celular (logo eu falando isso...), portanto não tenho como apresentar os registros oficiais, mas pensando bem, é até melhor! Quem sabe no próximo, né? Já tem data e lugar marcados. Just wait!

A verdade, verdade, verdade

Vocês já tiveram aquela sensação de que apenas você sabe como aquela pessoa é? As qualidades e os defeitos. Não é esquisito quando outra pessoa te diz exatamente aquilo que você sabe, mas que nunca compartilhou com ninguém. Como se essa pessoa estivesse lendo o que passa na sua cabeça, e dizendo pro mundo algo que você julgava que só você sabia. Isso é tão estanho. É um choque de realidade. A gente leva um tempo pra digerir, mas digere. Na verdade, verdade, verdade mesmo, nada é novidade, somente o movimento do som é inverso: não sai mais de você prá fora, mas de fora pra você. Papo cabeça.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mais um filho


Epa, epa, epa...eu não fiquei grávida, não tive outro filho, mas ganhei um grande presente: ser madrinha de uma bolinha gorda muito fofa e gostosa chamado H. Gael. A madrinha mesmo é a irmã da Nata, eu sou madrinha de consagração. No caso dos meus filhos, quem realmente dá atenção a eles são as madrinhas de consagração, as madrinhas oficiais sumiram no mundo! No dia do batizado ele foi um príncipe, prestou muita atenção ao padre e nem se importou com a água na cabeça dele. Agora, verdade seja dita, ele só chorou quando passou do colo da Virgínia pro meu. Ele gritava, gritava. O padre olhava pra mim e falava o que eu tinha que repetir no microfone, eu não entendia nada por que H. gritava e chorava. Mas no fim tudo acabou bem. Depois fui pra casa com eles, fui ajudar a trocar a fralda e levei literalmente uma mijada! Todos batizados!

Samba Social Clube

Na terça feira fomos eu e Marelisa ao VIVO Rio pra assistir a gravação do CD do Samba Social clube, em homenagem à rainha do samba, Beth Carvalho. Foram vários convidados: Caetano Veloso, Casuarina, Moinho, Arlindo Cruz, Diogo "lindo" Nogueira, Moysés Marques (que veio do meu lado no voo horas antes) e outros tantos. O lance de um show assim nesse estilo gravação, é que TODOS cantam a mesma música duas vezes. Como Diogo Nogueira, banda moinho e a propria Beth Carvalho, cantar duas vezes foi um balsamo! As músicas eram ótimas! Agora tinha uma galera que não dava nem pra ter cantado uma única vez...foram 4 horas de show, saímos de lá quase uma e meia da manha e, como sempre, eu e Mary pagando mico de não ter dinheiro pra pagar o valet!! Santo dr. Arilo que estava em nossa mesa e se comoveu com a nossa história e evitou que ficássemos para lavar os pratos. Ainda nos deu um troco pro ladrão.

Salve Jorge

Domingo passado foi aniversário do Padre Jorjão e ele mesmo anunciou isso no início da missa. Fora isso e a presença de dois padres europeus, a missa transcorreu normalmente como todos os domingos. No final achei que todos cantariam o velho e bom parabens pra você, mas obviamente Jorge é uma pessoa, digamos, divinamente especial, então o que se ouviu em uníssono foi...eu tenho tanto pra lhe falar/mas com palavras não sei dizer/como é grande o meu amor por você!!! Foi emocionante!!!

sábado, 18 de julho de 2009

Desconstruindo Patrícia

Esse é um post que pensei várias e várias vezes se deveria ser publicado. A dúvida estava muito mais em será que vale a pena falar nessa profundidade aqui, e isso acabar sendo lido e mal interpretado por algum leitor. Mas depois de muito refletir eu concluí que a esta altura do campeonato (quase 2 anos de blog), quem ainda lê é por que tá bem por dentro da minha vida. Desde aquele dia fatídico em que o comissário de bordo do vôo de Miami para San Francisco fez o favor de me avisar, que havia desaparecido um avião que saíra do Rio na noite anterior, um click se deu na minha cabeça. Uma sensação de fragilidade, de que a vida pode acabar e você nem saber. Tudo pode ser interrompido e quantas coisas podem ficar mal resolvidas, mal explicadas. A vontade que eu tive foi pedir pra parar o avião para que eu pudesse descer. Como isso não dava, então o jeito foi tentar sobreviver as 3 horas restantes do voo. Mas foi impossível não pensar em tudo que eu vivi até aqui, o que é importante, o que posso fazer daqui pra frente pra que a minha vida tenha mais e mais momentos felizes, momentos importantes, o que posso fazer pra deixar aquilo que me traz tristeza, me traz frustração prá trás. Tem uma música do Nando Reis (tinha que ser né), acho que é "Por onde andei?" que ele fala mais ou menos assim: "Como um dia que roubaram o seu carro/deixou uma lembrança que a vida é mesmo coisa muito frágil/uma bobagem uma irrelevância/diante da eternidade/do amor de quem se ama". E isso que parece tão simples, é tão difícil viver no dia a dia. De dar o valor certo que as pessoas e as coisas têm. Mas uma vantagem sempre tem: NUNCA é tarde pra recomeçar. E isso to fazendo bem direitinho. Hoje eu não consigo fazer sozinha, e isso é tão importante quanto querer recomeçar, pedir ajuda pra reconstruir. E nenhuma reconstrução é inteira quando não tem o processo inverso, a desconstrução. Talvez seja o momento mais difícil, desconstruir pensamentos, sentimentos, atitudes, sem dúvida muito doloroso. Mas é tão bom pensar no que vai ser reconstruído, que vale a pena. E agora to adorando viver isso.