quarta-feira, 18 de março de 2009

Casablanca não vale a pena

10 minutos depois da foto abaixo, Patrícia e Sandra na estação de trem certa...UFA...
Sandra e Magno felizes, uns 10 segundos antes de percebermos que estávamos na estação de trem errada...

Aqui Magno tira a malinha dele de cima do petit taxi


Esse post é muito importante. Se você já foi ao Marrocos vai entender (e concordar). Se não foi, não pode esquecer. A questão é simples: Casablanca não vale a pena. É a capital econômica do país, mas nem parece isso. É suja, mal organizada, atrasada em relação à outras cidades do país. Aliás, o Marrocos tem muitas capitais. A capital oficial do país é Rabat. O rei Mohamed VI mora lá. Fez é a capital cultural, e já foi capital oficial no passado. Sabe aquela coisa de rei que quer agradar a todos, gregos e troianos, pois é, saiu nomeando um monte de cidade como capital disso e daquilo. Como o Marrocos é um país muçulmano, as mesquitas são grande atração. São construções lindas e antigas. Como nós não somos muçulmanos, não podemos entrar nas mesquitas. Mas no Marrocos existem duas mesquitas em que é permitida entrada de não-muçulmanos: a mesquita de Meknes e a mesquita do rei Hassan, em Casablanca. Passamos por lá a noite, estava toda iluminada. Realmente é uma beleza, toda trabalhada no mosaico, uma imensidão para abrigar toda a multidão que passa por ali. Mesmo sabendo que Casablanca é tão feia que nem o filme que leva o seu nome foi feito lá, nós, os três teimosos, resolvemos ir a Casablanca. Mas foi só uma noite literalmente. Nessa noite fomos jantar no Ricks Café. Não posso negar que a comida é maravilhosa. Nesse dia comi o primeiro de muitos cuscus marroquinos. Talvez antes da próxima reencarnação volte a comê-los, talvez...As saladas marroquinas valem a pena, até mesmo em Casablanca. São maravilhosas! Eles fazem um tempero nas beringelas e nas beterrabas, nossa! Olha que eu nem sou tão fã de salada, mas são maravilhosas! Foi um jantar muito agradável, na saída pegamos um petit taxi... no Marrocos tem dois tipos de taxi: o petit taxi e? e? e? adivinhem! O grand taxi!!! E de fato a única diferença é essa mesma...um é uno mille e o outro é uma mercedes velha pra cacete.
Depois de uma noite em Casablanca com tempo suficiente para concluir que nada ali valia a pena, acordamos as 7 em pleno domingão e rumamos para estação de trem pra pegar o primeiro para Fez. Quase deu errado. Se não tivéssemos percebido 10 minutos antes do trem partir que não era aquela estação que tínhamos que ir...se não tivesse um petit taxi bem ali na porta e se...não tivéssemos corrido que nem loucos pela estação de trem, e obviamente, se os trens no Marrocos saíssem no horário rigoroso como na europa, certamente teríamos passado mais algum tempo em Casablanca. Mas Mohamed não quis assim. E lá fomos nós para Fez...

Mais do Marrocos

O trio visitando a mesquita em Meknes
Nosso primeiro jantar em Casablanca, no restaurante Ricks Café, que era o tema do filme que leva o nome da cidade, e que nunca foi filmado lá...



Todos os dias a noite desde que cheguei fico pensando que tenho que contar aqui as histórias (mucho loucas) do Marrocos, mas desde que cheguei, já cheguei atrasada. O dia não passa, voa. 24 horas não são suficientes. Mas hoje estou determinada a contar pelo menos algumas passagens, como o guia surdo-mudo em Moulay Idriss, a Mercedes do Fred Flinstone e o casal de franceses que mudou o rumo de nossa viagem. Vamos ver seu eu consigo. Antes de entrar nos textos, mais algumas fotos minhas.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pra la de Marrakech!!!




Gente eu nao poderia deixar de tirar essa onda e escrever um post de Marrakech!!! Acreditem to fazendo o maior esforco pra escrever nesse teclado arabe, fora que computador e conexao somente aqui mesmo, em Fez nem pensar! E como se tivesse feito uma regressao na idade media...Estou amando a viagem, estou vendo e conhecendo lugares que nunca ouvi falar, quanta coisa nao se sabe sobre os lugares do mundo!! Muitas historias mas vao ficar todas para quando voltar ao Brasil e escrever como os ocidentais. Mil beijos saudades


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Marrocos - os preparativos

Faltam 10 dias para irmos pro Marrocos! Agora já estou bem animada. A Sandra é uma figura, toda prolixa, mas sai com uns comentários, como ela mesma diz, surreais. O Magno (que é o amigo dela que vai com a gente) já tá mais solto nos emails e estamos nos entendendo bem. Todos mais velhos, digo, prá lá dos 30, o que facilita em muito a definição de "perrengue". Prá nós três, perrengue no Marrocos é dormir num quarto com ventilador (essa eu achei ótima!). Já vimos vários hotéis mas reservado mesmo só tem o que conseguimos discount com Tia Natalia Viagens Ilimitadas, em Casablanca. Havíamos definido que cada um reservaria um hotel em uma cidade, Sandra em Marrakesh, eu em Rabat e o Magno em Fez. Mas hoje já mudamos o roteiro e entrou uma cidade chamada Essouria, ou qq coisa do tipo. Segundo ela e o Magno, essa cidade é maravilhosa!! Eu nunca ouvi falar então não dou palpite. Aliás nessa viagem eu to muito Zeca Pagodinho, deixa a vida me levar... o que tá mais pegando é como vamos nos locomover de uma cidade pra outra. O trem é a preferência de todos, mas não sei se conseguimos todos os horários desejáveis. Bom queridos, é isso. Tomara que lá encontre lan houses e possa atualizar o blog real time on line!!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O tempo não pára

Outro dia fui almoçar com uma amiga, que não vou dizer o nome e vocês vão entender por que mais na frente, e engrenamos num papo muito comum no mundo de hoje: o tempo. Ou melhor, a falta dele. Esse é um mal do qual sofro: não tenho tempo prá nada, mas sempre arrumo tempo prá tudo. Hoje foi um grande exemplo disso: depois de uma noite muito mal dormida dado que minha cama foi invadida na madrugada por dois homens de mais ou menos um metro e vinte cada, acordei as seis e meia com muita dificuldade, mas muita perseverança (é...essa é a palavra), e fui pra academia fazer minha séria "sai-barriga-que-vc-não-me-pertence". Saí de lá as oito, tomei banho, comi e encarei minha via crucis, digo, a lagoa-barra. Duas reuniões e uma áudio depois, peguei novamente o carro e fiz o caminho inverso até a escola dos meninos, adivinhem? Primeiro dia de aula e mamãe queria estar presente. Um detalhe: a partir deste ano filho rei passou para a escola de cima (outro endereço) e filho rei ficou na escolha velha. Isso significa dizer que tive que estacionar o carro no meio do caminho (era onde tinha vaga), subir o ladeirão até chegar na escola do filho rei. Bastante esbaforida, peguei ele ainda na escadaria, os amigos gritaram: Olha a sua mãe! Ele veio e me deu um abraço. Dei um tchau e saí correndo descendo o ladeirão, nem deu pra falar com as heleninhas que estavam lá. Cheguei na outra escola e filho anjo já havia entrado. Fui até a sala e pedi pra entrar. Ele me viu e ficou todo envergonhado, tipo "mãe tá pagando o maior mico hein". Um beijo, um queijo e fui embora. Via crucis segunda vez no dia ninguém merece, mas por eles tudo vale a pena. Engoli uma comida a quilo no meio do caminho. Mais uma reunião, uma áudio, alguns emails chatos. Deu tempo de ver uns biquínis que estavam vendendo no banheiro. Não comprei nenhum. Aliás agora não compro mais nada, só vendo, se é que vocês me entendem! Saí de lá e fui encarar um programinho maneiro que eu adoro...compras do mês!! Uhuuu!! Agora na versão "acabou meu dinheiro" eu faço lá no Mundial no Recreio. Mercadinho lotado, caixas lentos. Volta pra casa, conseguindo finalmente chegar e ver silenciosamente, depois deste dia cansativo, o jornal nacional. Ignorei em todo o texto as inúmeras ligações e emails Engenho, prefiro não comentar como diria Copélia. Cansaram?? Pois é, eu também, mas deu tempo pra tudo né? Não. Tem uma coisa que já não tenho tempo, ou pelo menos não faço esse tempo acontecer. Essa coisa é o amor, ou melhor, o relacionamento (essa foi da minha amiga). E é verdade. Já há algum tempo não dou chance pra isso acontecer. Eu me lembro bem algum tempo depois de ter terminado com eleito último, um dia nos encontramos no aeroporto em SP e entre um comentário e outro ele carimbou: "Patty vc não tem tempo prá nada, quanto mais pra namorar!". Ele colocou como se isso nunca tivesse sido minha prioridade. E fazendo um mea culpa, acho que nunca foi mesmo. Essa minha amiga, que também compartilha da falta de tempo crônica, teve um caminho bastante diferente do meu: sempre priorizou seus namoros. Muitos namoros. Todos de mais ou menos seis meses cada. Agora ela descobriu que não precisa namorar seis meses toda vez que tiver a fim de dar só umazinha, ou "duaszinha"...(entenderam agora por que não posso dizer o nome né?). E esse foi o conselho dela pra mim...
Hoje voltando pra casa, fazendo pela quarta vez a minha via crucis, quase 50 minutos no way home, pensei...vou dar essa chance. Só não tive resposta.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A Felicidade é um estado de espírito

Hoje é sexta feira e eu estou nesse momento dentro do avião, esperando a chuva torrencial que cai em São Paulo passar, para que o mesmo possa finalmente decolar, ato que se houvesse sido praticado no horário previsto não teria acontecido, mas como a incompetência impera na aviação brasileira, não tem outro jeito a não ser pegar meu computador e agradecer aos céus a minha conexão com plaquinha, assim posso colocar aqui as idéias que nem sempre consigo parar pra escrever. Neste exato minuto entrou a voz do comandante falando que a operação voltou ao normal e somos o décimo (não sei se isso é bom ou ruim) na decolagem, sendo que a cada decolagem, teremos um pouso, assim daqui há 30 minutos (com sorte) decolaremos. Do meu lado um cidadão falando ao celular, tentando resolver algo do business dele, que parece tão enrolado financeiramente como o Engenho. A cada frase vem aquela exclamação "Puuuuuta que pariu". No primeiro banco está sentada uma mãe com dois meninos de idades parecidas com as dos meninos. A próxima brincadeira que ela vai inventar é a apresentação de malabares com barrinhas de cereais...ela já fez até agora muito, mas vai ter que fazer muito mais pra distraí-los na próxima hora. E eu aqui pensando na minha vida...consegui me manter 40 dias no Rio sem vir uma única vez a São Paulo! Tudo bem que tirei 15 dias de férias, mas poderia já ter vindo. Eu adoro SP mas a gente quer estar onde vive e não voando prá lá e prá cá.
Na verdade quero contar que estou feliz. Não é um post trivial. Mas estou feliz. Vim no voo hoje de manha cedo pensando nisso. Os meninos voltam pras aulas já nesta semana que entra, estou feliz por que eles aproveitaram as férias, estão fortes e lindos, bronzeados e mais cariocas impossível. Papai está lindo. A hemodiálise dá um tom bastante bronzeado mas ninguém precisa saber disso. Ligo prá lá e ele atende ao telefone e diz que tem saudades de mim, coisa que sempre fez na vida, e por isso fico muito feliz. Aqui na empresa, todos os problemas do mundo, mas não tem como se abalar com uma reunião de equipe tão harmônica, todos estão bem, nenhum de nós perdeu o humor. As piadas surgem todo o tempo. No Engenho, nem tudo vai bem. A colônia não foi o que esperávamos. As vezes penso que esperamos demais, demais...Mas vamos em frente. O que me deixa feliz é saber que posso contar com a frendy, até na pobreza...Também estou feliz por outras coisas que aconteceram mas que prefiro não comentar, quem sabe um dia...é isso, pipol, simplesmente um post despretensioso pra falar desse maravilhoso momento de felicidade!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Heleninhas na hidro


Não pude resistir e vou publicar!! Nós, as heleninhas de Tere, na hidro da casa da Maria lá em Teresópolis. Fui buscar o rei na casa do amigo e me deparei com uma mansão maravilhosa. O must foi isso aí: nós, mães raladoras, tomando proseco, na hidro de frente para um abismo com lindos eucaliptos. Momentos inesquecíveis.