By David Bowie
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Don't wanna be a richer man
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can't trace time
Lá pelos idos de setembro (fica bonito começar o texto assim né gente?!), eu estava completamente fora de combate em função do meu personal extreme makeover. Não tinha muita coisa que eu pudesse fazer, os dias passavam na frente da TV, filmes, novelas, seriados. Fazia até algumas áudios e respondia email. Mas tinha uma hora que já não tinha o que fazer. Num desses dias peguei o laptop e comecei a escrever um texto falando sobre mudanças. Primeiro, as minhas físicas, ou melhor, as psicofísicas. Sim por que prá mudar fisicamente, eu tive que mudar um bocado a minha psique. Depois, as profissionais. E quantas, quantas mudanças profissionais esse ano de 2009. Durante algum tempo fiquei com esse texto escrito, sem publicar, algo me dizia que não era o momento. E de fato, tantas outras mudanças aconteceram até o “finalzinho Zinho” do ano. Agora, que começa um novo ano, e tomara que novo mesmo em sua essência, achei que seria um bom momento para fazê-lo. A versão original acabou se perdendo em função da evolução da história: tive que inserir os novos acontecimentos, adaptar dúvidas do momento em que escrevi, e que agora já não as tenho mais. Enfim, se você leu até aqui, chegou ao topo da montanha russa, quando o carrinho já foi elevado ao ponto máximo. Siga em frente e viva as emoções com direito a frio na barriga e tudo mais.
Em algum momento desse blog, eu citei aqui que Ernesto, meu chefe amado, nos comunicou a sua saída do Brasil e, conseqüentemente, da empresa. Isso aconteceu num jantar no tão falado DOM em São Paulo, no final de 2008. Esse anúncio foi sucedido de muitas lágrimas dele próprio, agradecendo a equipe que sempre lhe apoiou. Naquele momento tão cheio de emoções, ficou escondida em pano de fundo a maior de todas as mudanças que estava por vir, afinal, se Ernesto estava saindo, alguém estaria entrando. Durante algum tempo, não se sabe (ou pelo menos eu não me lembro) ao certo, ficou indicado uma pessoa já conhecida, que aparentemente não preenchia todas as qualificações. E haja qualificação! Pra esse cargo, a pessoa tem que agradar aos gregos, aos troianos (todo mundo entendeu né?), aos internos e se bobear, não pode ser desagrado de nenhum externo. Em resumo: essa pessoa praticamente não existe. Em meio há esse tempo, surgiu a possibilidade de promoção de algum dos diretores de Ernesto a este cargo. O que, verdade seja dita, foi sempre a luta dele: eleger alguém da equipe dele prá ocupar sua cadeira quando ele fosse embora. Duas pessoas despontaram com toda a justiça desse mundo empresarial: Luís e Cris. Os dois passaram a ser sombra do chefe, aonde um ia, os dois iam atrás, essa foi a orientação que ambos receberam para que, mesmo que não fosse um deles o escolhido, o processo de transição fosse o mais suave possível. Mas a grande verdade é a seguinte: nenhum dos dois, nem nós (os restos mortais da equipe), nem Deus penso, acreditávamos que um dos dois pudesse ser o escolhido. Nada relacionado à competência, mas relacionado ao ambiente político das corporações e a tantos outros interesses que muitas vezes são mesmo mais importantes do que o tamanho da competência (essa frase acho que ficou meio obscena...). Outros nomes apareceram no cardápio de sucessão, outros nomes saíram. Os meses passavam e chegava a hora de Ernesto partir. Lembro que um dia no final de julho, eu tava de férias, tive que ir a SP, passei na sala dele e tinha umas 3 folhas brancas grudadas com um durex formando um folhão. Ele fazia um grande calendário por dia, de julho a setembro. Nesse dia ele me disse: em agosto já não venho mais. E eu lembro que perguntei: se você não vem, quem vem? E perguntei se era a pessoa última que havia ouvido e que, segundo Darling, tava certo, certo, certo. Ele me olhou com aquele canto de boca puxado pro lado e disse: eu não sei de nada Darling, não sei quem vem. Mas ele já sabia. Dois dias depois estava em casa curtindo uma chuvinha no final de férias e recebo o torpedo literalmente detonador no meu celular. Era de Darling, e ela dizia que acabara de ser indicada para assumir a posição do chefe. Esse momento não esqueço nunca mais na vida. Ao mesmo tempo em que senti uma grande alegria pela sucessão dela, senti que um grande ciclo chegava ao fim. Senti alívio de não ter um novo chefe desconhecido, daqueles bem “despirocados”, sorry mas não há palavra melhor para esta definição, e eu já tive um ou dois assim, é complicado. Senti orgulho dela. Senti medo da nossa amizade. Senti uma grande alegria em pensar na alegria de Biba (marido dela). Senti que a grande mudança acabava de ser anunciada e com ela tantas outras viriam. E então senti que um grande buraco estava se formando, e tinha nome: era Luís.
Um pouco mais a noite Ernesto ligou para anunciar formalmente, o que ele já sabia que eu sabia, e eu já sabia que ele sabia que eu sabia, resumindo prá ninguém ficar tonto, protocolos são importantes e devem ser cumpridos. Depois de falarmos o quanto estávamos felizes, fiz uma única pergunta: Luís já sabe? Ao que a resposta foi um seco sim, seguido de um conselho, se você é amiga dele, liga amanhã. Obedeci prontamente. No dia seguinte falei com ele, e o que ele fez foi simplesmente me confirmar o que já havia dito antes: ele ia embora.
Aqui nesse ponto me deu uma sensação lendo a primeira versão do texto, que eu estava mais preocupada com Luís do que com Cris. Aí eu tive que reescrever. A idéia não é criar um protagonista e um antagonista, isso não é uma peça de teatro (se bem que não nos faltam textos e personagens rsrs). A verdade é que se Luís fosse o indicado, Cris não iria embora de forma alguma. Mas o contrário, como o que aconteceu de fato, não seria recíproco por conhecer bem a cabeça dessa figura e toda a sua ambição de carreira. Nesse momento é que eu percebo como tenho muito do mundo de Alice na minha vida, querendo que as relações profissionais perdurem e sejam felizes para sempre. Afinal por que Ernesto tinha que ir embora se seu trabalho foi tão importante prá empresa? Por que não podia ficar tudo como estava e...não, não podia, seria uma vida muito sem graça de viver! Como me sinto bem em ver meu chefe tão feliz em voltar como presidente da empresa em seu país, em estar perto da família, com os filhos, com os pais, os amigos. Como ele trabalhou prá merecer isso. E minha querida amiga, como ela está indo bem até mesmo em temas que nós duas tínhamos dúvidas. Tá segura, ta brigona (isso ela sempre foi né). Ela mudou. Subiu pro sexto andar, é quase o Olimpo. Mas na sala dela a nossa foto juntas faz parte da decoração. E como ela me escreveu no final do ano, o que importa em qualquer relação de amizade, de par e de chefe, é a confiança. Diretores novos? Foram 3, os quais carinhosamente chamamos de diretores pica-pau. Eu, Raimar e Eber ficamos á beira dessas mudanças, fazendo a nossa parte, que faz parte do todo. Luís passou por alguns dias nublados. Todos os reconhecimentos foram feitos: o primeiro, lá em SP, por Cris e por Bob, talvez apenas alguns entendam como isso foi importante. O segundo, aqui no Rio, com toda a equipe de cobrança e arrecadação, também muito importante. Não consegui segurar a emoção em nenhuma das duas vezes, foi inevitável o sentimento da perda. Outra cena que não vai sair da minha vida, vai ser a hora em que ele entrou no elevador pra ir embora: eu, JM, Flavia, Wagner e Bas disputando o espaço pra dar um ultimo tchauzinho, o que sinceramente pensando agora, é patético por que ele não morreu, foi atrás dos objetivos da vida dele. Que bom que ele tem e que ele sabe aonde quer chegar, tanta gente que só sabe que quer ir, mas não sabe nem prá onde...Luís ta ótimo, já conseguiu o que queria, ta feliz. Aprendeu, cresceu.
E eu que pensei que o carrinho da montanha russa tinha chegado ao destino final, me surpreendi no início de novembro com o anúncio da saída de Sirufo. No momento que eu soube, pensei: caramba, com quem eu vou brigar agora nessa empresa, sem Luís, sem Sirufo? Hoje precisamente já sei, mas não vou escrever aqui obviamente. Foram algumas despedidas, uma delas, a primeira, durante a convenção de vendas em Angra. Tenho vontade de usar um botton escrito “eu fui à despedida do Sirufo em Angra”, foi bastante emocionante, quem viu, viu, quem não viu, não vê mais e nem imagina. Só não superou o depoimento da filha dele na despedida oficial do Rio, até o mais frio dos homens se comoveu.
O carrinho parou. Eu saltei. Olhei prá trás e nele estava escrito 2009. Andei sentindo o chão ir e vir. Olho pra frente e uma nova história tem que ser escrita. Me dá um frio na barriga e num relance olho prá trás de novo e me lembro do poeta que disse que no fim tudo acaba bem.
Que venha 2010!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Uma banana no meio do caminho
Final de semana após o Natal fomos pra Búzios. Toda vez que a gente vai prá Buzios em família, já é sabido que vai rolar um barraco. Eu acho isso muito chato, mas família é isso mesmo, barraco atrás de barraco. Com certeza em todas as famílias do mundo rolam barracos, mas a gente sempre acha que na nossa é pior. O mais engraçado, se é que isso é engraçado, que normalmente os barracos acontecem no inicio da viagem e não no final. Se fosse no final a gente podia dizer que a culpa era da convivência mas nem é, por que não dá nem tempo de conviver! O climão se instala no primeiro dia e mais pro final já começa a vir um clima de, vamos dizer, faixa de gaza, sabe como é, ninguém invade o espaço por que se não leva tiro!
No dia do barraco eu fiquei na praia me lembrando do Augusto contando pro meu ex esse ano que a minha familia era meio doida mesmo, que tinha uma irma que um dia chegou chorando muito na praia lá em Buzios mesmo, e que ele, Augusto, ficou super preocupado pra saber o que tinha acontecido, mas que logo ele percebeu que nem eu, nem meu pai, nem minha mae, que também estavam na praia, estavam preocupados. Ele foi dar atenção a ela e ela disse a ele que tinha perdido a filha, que não sabia onde ela tava, e chorava, chorava. E ele mesmo disse: mas a sua filha não é aquela ali? Papo de maluco, eu já to super acostumada, e hoje em dia eu conto essas histórias pra frendy e ela morre de rir, e pior, tem sempre uma do lado de lá pra contar também.
No domingo o climão já estava passando e resolvemos ir na banana. Há muitos anos atrás, eu não tinha nem filhos ainda, fomos todos na banana, inclusive papai. Quando a banana virou, fomos todos pro mar. O problema foi subir de novo na banana lá no meio do mar. Não havia meios do papai subir, duas empurravam por baixo e duas puxavam em cima, ele se acabava de rir, a gente também ria, até que o cara da lancha resolveu vir e puxá-lo. Dessa vez papai não foi obviamente, mas fomos eu, Celi e as crianças todas. Na última queda, eu bati a minha cara na cabeça do anjo, resultado, vou romper o ano com um roxo no rosto. Mas valeu a pena! Lavou a alma com água do fundo do mar!
...and so this is christmas!
Novamente é Natal! E esse ano haja comemoração! Foi jantar aqui, jantar em SP, festa aqui, chopada de mães no Chico e Alaíde (que virou prosecada) e amanhã o penúltimo evento do ano que será jantar com Riba, Nata e Mascoutinho. Esse aí só acredito vendo. Vamos ver. Depois a noite de ano novo e...2010!!! Oba, oba, oba!!! Um ano novo, novos ares, novos bebês (da Flávia e da Manu) até os problemas são novos, pelo menos são outros, não é mesmo? Vou tentar postar uma foto de cada evento natalino, o de sampa já postei no pretinho básico.
O Natal aqui em casa é sempre uma data polêmica. Há alguns anos já faço o natal aqui em casa, pelo menos desde que voltei de São Paulo. Minhas irmãs vem e dependendo da saúde do papai, ele vem com a mamãe. Esse ano ele veio, ficou um pouquinho e depois foi embora. Valeu.
Os meninos ficam muito excitados, eles praticamente não se aguentam em ver os presentes na árvore sem poder abrí-los. Na tarde antes do Natal fui tomar banho e quando voltei eles estavam arrumando os presentes fazendo os montinhos de cada um - "prá ficar mais fácil mãe na hora de dar!". Filho anjo ainda acredita piamente no papai Noel. Já filho rei diz que não acredita, mas sei que ele tem dúvidas no final das contas. Eu sou uma pessoa que tenho orgulho de deixar tudo prá última hora. Adoro a adrenalina de ter que comprar vários presentes em pouco tempo, de não achar, depois achar...qual a graça de chegar no dia 24 e não ter nem um presentinho pra comprar?? Coisa sem graça...Enfim, esse ano me esforcei e comprei vários brinquedinhos na Big Apple. Achei que para eles não precisaria comprar mais. Até que na semana passada filho rei, o que acredita mas não sabe, pediu para fazer a cartinha do papai Noel. Filho anjo que ainda não escreve, também pediu. Nem preciso comentar que o que eles pediram não tinha nada a ver com o que eu tinha comprado. Ou seja, lá fui eu me aventurar em comprar novos brinquedos há uma semana do Natal.
Pedi a Natalia pra comprar um dos presentes do anjo, já que é afilhado dela, mas não deu certo. Começei a me preocupar quando ela falou que não tinha em lugar nenhum. Cheguei a pensar que ela não sabia o que era, mas logo vi que não era isso, não tinha mesmo o raio do jogo da baleia que espirra água em nenhuma loja do Rio. E olha que lá na Barra tem é lojinha de brinquedo. Fui em todas e nada. Entrei na internet e dei um busca geral: produto esgotado sem previsão. Cheguei em casa nesse dia e começei a preparar o anjo: "filho olha essa baleia eu acho que não tem mais prá vender". A resposta dele foi: "mãe mas esse brinquedo eu pedi pro papai Noel, não foi prá você. O papai Noel não compra, ele traz lá do Polo Norte no saco". Desnecessário comentar o desespero que se abateu sobre a minha pessoa.
Na terça antes do Natal fiz uma viagem pra SP. Fui no shopping que tem 3 mega lojas e também nada. A reunião que fui era em São Caetano. Estacionamos o carro e até chegar na empresa, tinha uma rua cheia de lojinhas, fui em todas...nada. Me deixaram direto em Congonhas, fui pegar meu check in e no meio do caminho tinha uma lojinha bem pequenininha. A vantagem de ser brasileiro é que a gente não desiste nunca! Perguntei já no descrédito e qual não foi a minha surpresa quando a resposta foi que SIM, NÓS TEMOS A BALEIA!!! A vontade que eu tive foi de pular e gritar na loja que nem no hexacampeonato. Mas me contive. Vim feliz da vida embora prá casa.
Outra boa história desse Natal foi a minha aventura na cozinha. Resolvi que eu faria um dos pratos. Aos poucos tenho me esforçado pra desenvolver esse lado, é difícil, mas eu tento ( já disse que eu sou brasileira né). Como Marelisa não come carne nem frango (pessoa fácil), resolvi fazer o salmão que comi na casa da frendy outro dia. Liguei pra ela e pedi a receita. Tão bonitinho ela falando prá mim "o segredo desse prato é embrulhar o salmão no papel laminado prá ele não ressecar". Parecia aquele papo de cotinha, deu até prá imaginar as duas com pano de prato amarrado na cintura e cabelo preso com lenço. Só tenho a dizer que meu salmão ficou uma delícia!! Todos comeram!! O pobre do chester nem foi tocado. Filho rei adorou, só não gostou muito quando alguém falou...Ih sua mãe agora já pode casar! A cara dele fechou.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Pretinho básico
Antonio veio ao Brasil
Depois de quase 6 anos que não o via, Antonio veio ao Brasil. Não veio de férias nem a trabalho. O que lhe trouxe aqui foi um motivo bastante desagradável, mas como temos que ver o lado positivo de tudo na vida, digamos que esse foi o fato de termos conseguido nos encontrar nos poucos dias em que estiveram aqui (ele e Asunción). Na quinta feira era festa da companhia, a qual não podia deixar de ir. Fui, apareci, tirei algumas fotos prá posteridade (é assim que se escreve?) e depois fui correndo encontrar com eles no lobby do hotel. Ficamos conversando por muitas horas, engraçado que depois de tantos anos ainda mantemos a mesma sintonia, principalmente nas piadas. Antonio continua mal humorado, como reclama, mas no final sempre dá aquele sorrizinho maroto. Foi ótimo ver os dois, quem sabe da próxima nos encontramos em Madrid.
E no meio do casamento, o hexacampeonato
Aqui já tinha tomado banho...
Como diria Luciano Huck, "loucura, loucura, loucura"! Inacreditável que o Flamengo foi hexacampeão quando eu estava na Bahia. Aliás, eu devo ter sido baiana em algum momento da minha vida, muitas coisas boas me acontecem na Bahia, ou a partir dela. Quando eu marquei a viagem para Bahia, o Flamengo estava indo ladeira abaixo na tabela, tinha perdido pro Avaí, ou seja, esperança zero de estar entre os que poderiam ganhar o título.
Não é a primeira vez que eu estou fora no meu entorno esportivo em um grande jogo. A final da copa do mundo de 94 era no dia de uma viagem prá Chicago. Se o jogo tivesse terminado no tempo normal, teria conseguido ver tudo. Mas como foi pra prorrogação e penaltis não deu. Peguei meu táxi (ninguém se habilitou em me levar) e fui pro Galeão. Vi as cobranças numa micro tv e quando terminou estava abraçada com o pessoal da limpeza. Cheguei no dia seguinte em Chicago vestindo a camisa do Brasil, entrei na limo e tinha o Chicago Tribune com o seguinte destaque: "Worst World Cup Ever". Nunca esqueci. Criticavam o fato do jogo ter sido zero a zero e ter terminado em penalti. Gente ignorante. Xáprálá.
Continuando...por conta dessa história, algo me dizia que o Flamengo ia ser campeão, melhor, hexacampeão. Fui prá Bahia com minha bandeira e minha camisa brand new. 15 minutos antes do jogo, a nossa comida ainda não havia chegado no restaurante. Eu pedi licença às meninas e fui pro meu quarto ver o jogo. Alguém falou: vamos ver juntos? Não. Esse tipo de jogo eu prefiro ver sozinha. Cheguei em cima da hora, não deu tempo de tomar banho, pelo menos meu biquini era vermelho e preto. Me enrolei na bandeira que nem um sushi de alga e fiquei ali sofrendo.
Não vou relatar aqui o sofrimento todo, mas alguns momentos foram marcantes. No intervalo achei que esse negócio de sushi não tava dando certo, tomei banho rapidinho e vesti minha camisa, deixei a bandeira de sarongui. No segundo tempo quando estava empatado o jogo, Cris mandou uma mensagem dizendo que ela e Biba estavam torcendo pelo Flamengo. E eu respondi um palavrão (que eu não vou publicar aqui mas o sentido foi dizer que estava difícil...). Aí ela respondeu de novo: Biba está dizendo prá vc ter paciência, vai virar. Rapaz, deu 5 minutos e o Argelin marcou. Inacreditável! Ela ligou mas eu gritava tanto que nem ouvi o que ela disse. Logo depois chegou Fabi no quarto, o jogo não tinha terminado, fiquei com receio dela ser pé frio, mandei ela tomar logo banho. Ela ficou andando prá lá e prá cá...não entrava no banheiro. Eu tive que pedi: Fabi pelo amor de Deus entra nesse banheiro! Ela olhou prá mim e disse: Credo! Você tá esquisita, tô com medo de você, vou tomar banho.
Acabou o jogo e foi a coisa mais linda ver aquele Maracanã todo rubro-negro. Eu pulava de uma cama prá outra, gritava, chorava. Flávia ligou e enquanto falava comigo sobre o jogo, o irmão dela ligou de Curitiba prá dizer que a mãe dela estava no estádio vendo o jogo do Fluminense. Caraca Flávia tá a maior quebradeira lá no estádio! Ela muito calmamente me disse: pois esse é o ponto, peraí que eu vou ter que entender bem o que tá acontecendo.
Agora me diga você que é rubro-negro: havia alguma condição de não levar o manto sagrado ao casamento??? Não né. Os noivos adoraram!
Fiquei feliz pois tudo saiu bem pros cariocas, tendo sido o Mengão o grande campeão do ano. Muito triste foi ver algumas imagens do Leblon. Quando cheguei em casa na segunda a noite, filho rei me disse que tinha todos os tipos de flamenguistas na rua, tinha "até flamenguista morto". Chato né? A festa poderia ter sido só de alegria.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
A micareta de casamento de Ariane e Rômulo
A despedida na feijoada
A felicidade de Rômulo em ser hexacampeão!
a emoção do casal Ari e Rômulo
Aqui com Ernesto e Maria Eugenia
eu logo depois de jogar as flores no mar
Ari e eu no luau
Eli, eu e Ale no tuk tuk indo pro luau
aqui Ernesto e Cris levantando na hora que chegamos no restaurante do Gomes
Eli, eu, Sr Gerson e Fabi chegando na Praia do Forte
Gente antes de mais nada quero avisar que esse é um longo post. Até por que como o próprio nome já diz, tenho que contar aqui todos os dias dessa micareta de casamento. Portanto se vocês não estão com paciência, não leiam. Passem aqui outra hora, mas não deixem de ler. São ótimas histórias.
Prá alguns que não conhecem, Ariane trabalha comigo há alguns anos. Ela é baiana, já morou em POA, em Sampa e sua última estada foi Madrid (mais uma glamourosa prá minha relação). Rômulo é espanhol, morava em Madrid, e o cupido que flechou os dois pelo jeito também tava morando por lá nessa época, assim tudo ficou mais fácil. Ari me disse uma das coisas que mais me marcou após a minha separação. Eu tava namorando ex-eleito já há algum tempo e disse a ela que embora eu gostasse dele, não era apaixonada, apaixonada, daquele jeito de perder o chão. Ela me olhou e disse: Patty isso não vai mais acontecer, a gente já tá numa idade que não perde mais o chão, não faz loucura (favor não confundir loucura com sexo selvagem), a gente vai gostar de outra pessoa, mas paixão não vai mais existir. Ari também era separada como eu e da mesma idade. Eu fiquei tão perplexa com essas palavras, afinal havia um certo sentido mesmo, e de repente achei que eu ainda vivia no mundo de Alice quase aos 40 anos. Ufa! Que bom que eu estava errada! Não por mim por que infelizmente não estou apaixonada por ninguém, mas por Ari que encontrou em Rômulo o grande amor de sua vida. E que amor!
Agora que já fiz um resumé de Ari e Rômulo, vamos dar inícios aos trabalhos, digo, as histórias da micareta de casamento. Micareta por que como baiano e espanhol são festeiros, o casamento durou exatos 3 dias, festa em todos eles. No blog do casamento (isso mesmo, eles fizeram um blog) Ari fazia menção às festas ibizencas, mas isso era pros espanhóis entenderem. Na verdade mesmo ela tinha que ter explicado que as micaretas nasceram na Bahia. Mas tudo bem, dessa parte nós nos encarregamos ao longo do casamento.
Esse casamento exigiu grandes preparações. Prá começar foi todo realizado na Praia do Forte, Bahia. As festas foram divididas em 3 dias da seguinte forma: luau as 6 da tarde em casa na praia mais linda do Forte (todo mundo de branco), boda com padre no jardim da pousada seguida de festa (e que festa!) e feijoada na piscina no último dia. Portanto foi necessário reserva antecipada de vôos, pousada, roupas para todos os dias etc. Um parentesis aqui que Fabi vai me matar, mas todo mundo já soube e agora preciso escrever...lá pelos idos de setembro quando começamos a falar de reservas, falei com Fabi prá dividirmos o quarto da pousada e essa comédia em forma de gente me disse que não ia dividir por que tinha certeza que estaria namorando na época do casamento. Como muitos aqui sabem, em setembro eu passei por aquele processo "extreme makeover", portanto se tinha uma coisa que eu tinha certeza é que não estaria com ninguém na época do casamento. Falei com Ari e acabei acertando tudo com Ale para dividirmos o quarto. Algum tempo depois Fabi ligou e disse que áquela altura (novembro) tinha mais esperanças de encontrar alguém no casamento do que antes dele. Aí foi uma confusão, transforma o quarto em triplo, depois Eliana resolveu ir, muda tudo prá dois duplos, fizemos tantas mudanças que eu considero um milagre não termos tido qualquer problema na pousada. Fecha parêntesis.
Não tinham 24 horas que eu havia chegado de NY, e já estava a caminho de Salvador. No aeroporto mesmo tiramos as primeiras fotos. Um motorista, Sr. Gerson, nos levou até a pousada. Coitado, ouviu tanta besteira, mas tanta besteira, que resolvemos tirar uma foto com esse santo. Tá postada aqui.
Assim que chegamos fomos prá praia encontrar o povo que já se encontrava lá. Vou postar uma foto muito legal aqui, no momento que chegamos ao restaurante do Gomes, dentro do projeto TAMAR, Cris e Ernesto levantando prá falar com a gente, ficou super legal! Comemos muito e obviamente bebemos bastante, até que alguém falou assim, gente vamos embora que já está quase na hora do luau, não vamos esquecer que estamos aqui no paraíso por conta do casamento.
Para o luau utilizamos um meio de transporte chino-baiano chamado tuk tuk, tambem vou postar fotos. No nosso tuk tuk Ale resolveu ajudar o menino e pedalar junto. No início foi toda empolgação. De repente bateu um vento e o vestido dela puft! foi lá em cima, ela falou pro menino, "moço não dá prá ficar pelada aqui no tuk tuk, né, eu tentei mas o senhor vai ter que pedalar sozinho".
Desnecessário comentar que o luau estava lindo!! Baianas fazendo acarajé, cocadas, um buffet maravilhoso, muita música sem axé por que embora estivéssemos na Bahia, Rômulo não curte. As vezes tocavam músicas espanholas, as vezes brasileiras. E os grupinhos se revezavam na pista conforme a nacionalidade. Todos de branco, andamos até o mar e lançamos as rosas brancas, voltamos prá casa, mais um pouquinho de dança e tuk tuk de volta pra pousada. Tinha um festival de jazz na praia do forte com Carlinhos Brown, os espanhóis foram, mas nós não tínhamos força e fomos todos mimi.
Dia seguinte, sol escaldante. Aquele café da manhã baiano com direito a tapioca. Eu tenho convicção que se morasse no Nordeste teria alguns quilos a mais. E fomos todos rumo a praia. Que delícia aquele mar quente, água limpa, cadeira com barraca, muito camarão, cerveja, fotos, estávamos ali sem dúvida alguma pelo casamento, mas aquilo foi um balsamo pra correria dos últimos tempos. Teve um pessoal que foi embora e aí chegaram os espanhóis que ficaram nossos amigos, eram 2 Fernandos e um Oscar, mas a essa altura a gente chamava todo mundo de Fernando prá ter mais chance de acerto. A Ida (que também trabalhou com a gente e nos últimos anos trabalhava em Madrid) conhecia bem eles e começaram uma conversa sobre alguém que não conhecíamos. Eles se referiam à pessoa com um nome em espanhol que não entendemos e aí perguntei o que era, a Ida respondeu: " é a mesma coisa que galinha". E aí começou um tal de contar história de um, de outro, a gente entendia metade, eles também, mas era tanta cerveja que mesmo que falássemos o mesmo idioma seria difícil capturar toda a informação. Um dos Fernandos me perguntou: como se chama o cara que fica com uma mulher aqui outra ali e não resolve com quem quer ficar? E eu com muita cerveja e muito convicta respondi prontamente sem pestanejar: filho da puta. Não precisou de tradução, ele entendeu muito bem.
Saímos da praia e fomos almoçar antes da preparação para boda. Eles almoçaram e eu fui direto pro meu quartinho assistir ao jogo do meu hexacampeão mengão, o qual não vou contar aqui, fica prá outro post, prá não misturarmos os temas. Vamos pular direto pra boda.
Há muito tempo não via tanta emoção num casamento. E pelo fato da história de Ari, os comentários dela e tudo que ela pensava sobre o amor, não poderia ser diferente. Os dois no altar de mãos dadas, olho no olho, jurando com tanta intensidade, tantas lágrimas, não deu prá segurar a emoção, ainda bem que eu tinha levado meu bandeirão do flamengo e pude enxugá-las. Perguntei à Rômulo se ele tinha time no Brasil, ele titubeou, falou do São Paulo, e antes que ele pensasse em algo mais, tirei uma foto nossa com a bandeira e disse a ele: agora você já tem time e pode provar!
No meio do casamento, um dos Fernandos, o qual Biba passou a chamar de pele vermelha (ele ficou bem queimado na praia) me surpreendeu como poucos. Foi ao centro da pista de dança, pediu o microfone, e ali na frente de tanta gente conhecida e desconhecida, falando em espanhol, falou de como Rômulo era seu grande amigo, como sentirá a sua falta, como ele estava ali naquela hora olhando para o casal e vendo uma única pessoa. Gente, que homem! Sem brincadeira, que atitude. Tão difícil pessoas com atitude, ainda mais em público, fiquei encantada! (acho que eu to meio sem referencia ultimamente).
Dançamos muito até quase 3 horas da manhã. A brasileirada acabada debandou. Eu e as meninas estávamos indo embora quando ninguém mais, ninguém menos que Fernando Pele Vermelha fez sua abordagem: Patrícia hombre no podeis ir a dormir, tenemos que bailar por toda la noche hasta que sea claro afinal Flamengo és el campeón! Eu olhei prá Ale e ela não pensou duas vezes. Vamu ficá!! Fabi foi deitar na espreguiçadeira. Eu e Ale dançamos com os espanhóis (tinham uns 40) até quase 5 da manha! O DJ foi embora lá pelas 4 mas os espanhóis não desistiram, começaram a cantar no gogó e era muito hilário por que eu e Ale não sabiamos nenhuma música, mas cantavamos os refrões. Tinha uma que era muito fácil, ficava só no "que si, que no, que si, que no".
O duro de dormir as 5 da manhã de uma segunda feriado na Bahia é que Rio e São Paulo trabalham normalmente e uma hora mais tarde, ou seja, as 8 da Bahia eu já tava atendendo o celular, completamente zonza. A feijoada foi rápida, quase todos voltavam neste dia. Estava deliciosa.
Bom queridos que aguentaram ler até aqui, posso dizer que amei essa viagem, o casamento, ser testemunha do amor de Ari e Rômulo, festejar, rir, chorar, não tem como esquecer, nem quero, ao contrário, quero lembrar todos os dias que o amor chega quando a gente menos espera.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Big Apple
Mal cheguei da festa fantasia, deitei e aí já tive que levantar de novo. Foi um domingo bem agitado: faz mala, almoça na mamãe, jogo do Flamengo e Corinthians. Quando vi já tava na hora de ir pro aeroporto. Não vi o jogo. Achei melhor. Eu tava muito tensa. Entrei no avião e daqui a pouco sentou ao meu lado um cara de gênero discutível. Começou a conversar. A aeromoça veio falar comigo se eu poderia trocar de lugar com o "amigo" dele, que estava na primeira classe. ÓBVIO! E lá fui eu prá primeirona, que nem o Vascão (não deu prá perder a piada). A primeira vez na primeira a gente nunca esquece. Tem mesinha pra computador, as cadeiras são separadas. Eu vi que elas giravam. Fiquei tentando girar mas não consegui. Eu observava os outros prá ver como fazer, mas de um insucesso total. Eu tentava discretamente prá ninguém perceber, e numa dessas olhei pro lado por que tive a impressão que o cara ao lado estava me olhando e obviamente sacando toda aquela incompetência. O cara era um barbado, barbado mesmo. Simpático. Me deu até a impressão que eu já o conhecia de algum lugar. Na hora que o vôo chegou em São Paulo, o barbudo levou as pernas retinhas junto à cabeça, tipo yoga total. A aeromoça veio e entregou um violão prá ele e aí minha ficha caiu: ninguém menos que Sting viajou ao meu lado do Rio prá SP. Se o Raoni tivesse com ele teria sido mais fácil reconhecê-lo. Mas se o Raoni estava no vôo, não era na primeirona. Sabe como é esse povo né, vamos defender os índios, a Amazônia e o aquecimento global, mas na hora de pegar o avião vai cada um prá sua classe...
NY estava gelada. Não tinha neve e nem precisava. Horas prá chegar do aeroporto até o Hotel. Foram 3 dias de conferência, os primeiros 2 foram pelo UBS e o último pelo Goldman Sachs. Muitos investidores, aquela batida já relatada aqui anteriormente. Chefa se saiu muito bem. De vez em quando o baianês emendava o inglês, eu falei prá ela: vc tá falando "storage" ao invés de falar "story of". Mas quem conhece sabe o que ela disse né: não é isso não darling, é que eu falo rápido e aí sai storage...Raimar olhava prá mim e ria...o importante é que todo mundo entendia. Eu falei pouco como sempre, e falei menos ainda depois da merda (sorry mas não tenho como expressar de outra forma). Não vou poder contar aqui obviamente mas em resumo depois de Cris e Raimar dissertarem toda uma argumentação prá um tema, eu fui lá e com menos de 5 palavras dei a arma pro bandido, trocando em miúdos. Such is life já diria Ernesto.
Não nos sobrou muito tempo prá nada então aproveitamos prá comer bem. Fomos no Porter House daquele shopping perto da 60, em frente ao Central Park, jantamos com Biba e Gabriel lá. Fomos também almoçar num italiano ótimo ali na 50, Porceli. A noite fomos no Armani restaurant, super lindo e chique, mas a essa altura nós já estávamos acabados. Outro dia e aí fomos almoçar no Rosie O Gradys e jantar no Serafina (ou será Severina, agora já não sei). Enfim comemos super bem. Estávamos lá no dia da inauguração da árvore do Rockfeller Center. Acreditem a inauguração da nossa árvore na Lagoa é bem mais organizada. É um tal de fechar rua daqui dali, demos uma super volta prá chegar no hotel.
O difícil dessas viagens é que embora o fuso horário seja prá trás, o que é bem mais fácil prá acordar, as pessoas ligam prá você na hora normal que ligariam, ou seja, 5 horas da manhã de lá eu já tava no telefone. Difícil descansar. Mas foi ótimo, não fui prá lá prá descansar mesmo, fui prá ralar. Valeu, ready to go again!
domingo, 13 de dezembro de 2009
Chapeuzinho Vermelho
Uma das coisas mais legais na vida dos nossos filhos é que eles fazem amigos, desde pequeno buscam aqueles que tem afinidade. Isso não tem uma interferência nossa. Nós, pais, até podemos tentar, direcionar prá aqueles que achamos "bons" para os nossos filhos (é isso mesmo, nós pais somos bastante preconceituosos), por exemplo, os meninos são muito amigos do JP, filho da frendy. Poderiam não ser, mas são. Tanto eles como JP são capazes de abrir mão de passeios com outros amigos do dia a dia, prá ficarem juntos. Eles fazem amigos e naturalmente nós, pais, nos vemos implicados a conhecer e conviver com os pais dos amigos dos nossos filhos, com os quais nós também desenvolvemos ou não alguma afinidade. Não sei ao certo por que, mas com os pais da turma do filho rei tenho uma super hiper afinidade, algo que já não acontece com a turma do filho anjo, por mais que eu me esforce. Por conta dessa afinidade, hoje tenho pessoas queridas que fazem parte do meu circulo de amizades. Essa bela introdução foi pra contar que no final de semana retrasado três mães resolveram dar uma super festa a fantasia para comemorarem os aniversários delas, sem direito a levar criança.
A festa foi numa casa lá no alto da gávea. Alto mesmo, entre a escola americana e a Rocinha. A casa é um espetáculo! Piscinão, entrada da sala toda em pedra, escadaria de madeira, fora a superprodução, com direito a carrocinha da Genial e sacolão do biscoito Globo. Dois dias antes da festa, começou a minha jornada em busca de uma fantasia. Eu não vou com muita frequência em festas a fantasia. Pra falar a verdade, essa deve ter sido a primeira da década, ou seja, frequência baixíssima. Importante comentar que isso hoje é uma indústria. Lojas e mais lojas de aluguel de fantasia, cada uma mais original que a outra. Precisava de uma urgente, então fui ali perto da empresa mesmo e carreguei comigo Ariadne, a fofa que trabalha comigo que tem um alto astral maior que o Cristo Redentor. Na loja uma tarefa difícil: 1500 fantasias e uma hora de almoço pra matar o ponto. A vendedora (com um mau hálito dos diabos diga-se de passagem) foi me fazendo perguntas tipo prá traçar o meu perfil (atenção sem piadinhas aqui viu??): vai sozinha? Quer ficar sozinha? Vai dançar? Tem vergonha? e por aí vai...depois do meu perfil traçado, ela me trouxe 5 fantasias: Branca "putenga" de neve, espanhola (morrendo de calor no Rio de Janeiro), pirata, dançarina de can-can e chapeuzinho vermelho. Experimentei todas e a mais fofa foi chapeuzinho vermelho! Uma graça, vou postar aqui a foto prá vocês verem que eu não tô mentindo. E depois essa fantasia já facilitava a vida, concordam?
No sábado fui prá festa de táxi. O motorista quando me viu já achou graça, obviamente eu tive que explicar que era uma festa fantasia e que aquilo não fazia parte do meu guarda-roupa tradicional. A festa estava um luxo!! Melhores fantasias: uma branca de neve decente, digna de tomar conta de 7 anões, e não de querer dá prá eles todos ao mesmo tempo (caso da fantasia no parágrafo anterior), Príncipe Jedi e Princesa Léia, porteiro, e o meu chapeuzinho vermelho, claro. Tinham outros chapeuzinhos lá, mas o meu era o mais original. Encontrei com um amigo da época do Sacre Couer, Waltinho Oaquim, que foi muito bem fantasiado de árabe. Ele disse que de toda a minha produção o que estava mais original era o sapato. Logo o sapato que é meu, não tem nada a ver com a fantasia...vai entender né?
Foi uma noite de muita dança, muito prosecco. To até animada pra fazer isso nos meus 40 anos, agora mais próximos do que nunca.
Estou convencida que...
...nunca antes na história desse blog eu fiquei tanto tempo sem escrever, tendo muuuuita coisa prá contar! Eu adoro quando os amigos falam que eu não atualizo mais o meu blog, que não escrevo as histórias tragi-cômicas, enfim, adoro quando me lembram que esse pedacinho da web é especial não só para mim. Bom meus queridos preparem-se para os próximos posts, vou contar aqui a saga dos últimos 15 dias, nos quais essa aqui que vos escreve viveu seus dias de glamour (finalmente), rodou Nova York-Praia do Forte - São Paulo em menos de 10 dias, tornou-se hexacampeã brasileira e algumas outras conquistas que talvez não possa entrar em detalhes, vocês entendem...Guenta Coração!!!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
2 Encontro das Garotas de Ipanema
Estou eu mais uma vez aqui no aeroporto de congonhas aguardando pelo meu voo para retornar ao lar feliz, e mais uma vez o meu voo está atrasado ou por que chove no Rio ou por que chove em Sampa, it doesnt matter, o fato é que estou eu, o laptop e minha plaquinha de dados. Então não me resta muito a não ser navegar na web. Entrei no meu blog e me lembrei que não comentei aqui o segundo encontro das garotas de Ipanema. O evento em sua segunda edição não teve o mesmo nível etílico que predominou no anterior. Até por que eu estava recén saída da faca, frendy com aquele barrigão de seis meses e Dani não tinha condições de passar novamente pela porranca que a acometeu da última vez...Mas nem por isso as histórias foram menos engraçadas.
A primeira história não tínhamos nem chegado lá. Frendy foi prá casa da mãe dela deixar PP e pediu prá eu dar uma carona prá ela no meu táxi (viu como a gente já aprendeu e não vai mais de carro). Como a casa da mãe dela é justamente entre o ponto de táxi e a minha casa, liguei pro taxi e pedi pra ele buscá-la primeiro, e depois me pegar. Liguei pra ela e avisei: "A cooperativa do táxi é Posto 6". Eis que ela me aparece aqui num táxi chamado "Eco Taxi". Na hora que eu entrei no táxi, ligou a moça da cooperativa dizendo que o táxi (o que eu chamei) estava lá embaixo da casa da mãe da frendy. Resumo da patetada: um outro morador do prédio da mãe dela chamou esse Eco táxi. O cara do táxi falou prá ela entrar, mesmo ela falando que era Posto 6 a cooperativa. Ela resolveu entrar e a confusão tava feita. Ainda por cima falei pro cara entrar numa rua, que não dava pra chegar no Bar, teve que dar uma volta. Eu ainda falei "deixa que a gente vai a pé daqui", no que foi prontamente repreendida pela frendy "tá doida! eu com esse barrigão, você com a barriga toda cortada e chovendo não dá prá ir a pé! vamos dar a volta".
Dessa vez fomos no Bar Lagoa. Não bebemos nada. Nada em comparação ao que bebemos na primeira vez, óbvio. O papo ficou em cima da questão das escolas das crianças. Dani falou também da festa de 10 anos de casada, que a maioria perdeu. Depois vi as fotos no facebook. Aliás, eu também entrei no facebook, mas não conheço quase ninguém. To precisando melhorar o meu networking...
Fomos embora com Nata, que foi a única a ir de carro. Foi muito bom ter ido com ela, acabei ensinando que não podemos parar no sinal vermelho as onze da noite!
O terceiro já está marcado. UAU!!! Chamaram meu embarque!!! byebye
A primeira história não tínhamos nem chegado lá. Frendy foi prá casa da mãe dela deixar PP e pediu prá eu dar uma carona prá ela no meu táxi (viu como a gente já aprendeu e não vai mais de carro). Como a casa da mãe dela é justamente entre o ponto de táxi e a minha casa, liguei pro taxi e pedi pra ele buscá-la primeiro, e depois me pegar. Liguei pra ela e avisei: "A cooperativa do táxi é Posto 6". Eis que ela me aparece aqui num táxi chamado "Eco Taxi". Na hora que eu entrei no táxi, ligou a moça da cooperativa dizendo que o táxi (o que eu chamei) estava lá embaixo da casa da mãe da frendy. Resumo da patetada: um outro morador do prédio da mãe dela chamou esse Eco táxi. O cara do táxi falou prá ela entrar, mesmo ela falando que era Posto 6 a cooperativa. Ela resolveu entrar e a confusão tava feita. Ainda por cima falei pro cara entrar numa rua, que não dava pra chegar no Bar, teve que dar uma volta. Eu ainda falei "deixa que a gente vai a pé daqui", no que foi prontamente repreendida pela frendy "tá doida! eu com esse barrigão, você com a barriga toda cortada e chovendo não dá prá ir a pé! vamos dar a volta".
Dessa vez fomos no Bar Lagoa. Não bebemos nada. Nada em comparação ao que bebemos na primeira vez, óbvio. O papo ficou em cima da questão das escolas das crianças. Dani falou também da festa de 10 anos de casada, que a maioria perdeu. Depois vi as fotos no facebook. Aliás, eu também entrei no facebook, mas não conheço quase ninguém. To precisando melhorar o meu networking...
Fomos embora com Nata, que foi a única a ir de carro. Foi muito bom ter ido com ela, acabei ensinando que não podemos parar no sinal vermelho as onze da noite!
O terceiro já está marcado. UAU!!! Chamaram meu embarque!!! byebye
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Rio 2016
Eu não poderia deixar de escrever sobre as emoções deste 2 de outubro de 2009!!! Já é quase outro dia e todas as vezes que vejo as imagens do momento da vitória fico emocionada! São lágrimas e lágrimas! E o Lula, hein? Vamos combinar, o cara tem um pé quente que ninguém mais tem. Conseguiu uma copa do mundo e uma olimpiada, a primeira de todo um continente. Me emocionei com o choro dele. Aquilo foi quase uma catarse e foi sincero.
Agora já penso em inscrever filhotes para trabalharem nessa ocasião. Eles não entenderam muito. Filho rei disse que quer ver na televisão e ir ao estádio, mas não quer competir. Já filho anjo acha que pode correr, mas não vai ter idade. Os dois não entenderam quando as professoras começaram a gritar Brasil, Brasil no meio da sala, adoraram a festa!
Conheço muitas pessoas que não apoiam a realização de uma olimpíada no Brasil, seja qual for a cidade, por conta dos custos astronômicos de um evento desses. A olimpíada vai custar 28 bilhoes. Isso dava pra resolver muito problema social que temos por aqui. Se tudo fosse investido em educação, acho que dava pra ter pós graduação em Harvard no currículo como condição sine quae non. Se fosse investido em saúde, teríamos hospitais super modernos em lugares que hoje não temos nem posto avançado de atendimento. E, se finalmente esse dinheiro todo fosse investido em alimentação, dificilmente teríamos famílias comendo palmas no sertão. Fora que algumas cidades como Montreal, Barcelona foram quase a falência após a realização de uma olimpíada. Levaram anos para colocar as finanças em dia. Li que muitas tiveram "recessão" após a realização do evento por que diminuiu muito o interesse pela cidade.
No inicio eu senti uma culpa grande de pensar que queria muito que o Rio fosse sede dessa olimpíada, e que o Brasil fosse sede de uma Copa do Mundo. Por que não investir no país, por que não evitar o sofrimento das pessoas. Mas depois pensei: por que não fazer os dois? Quanto um evento como esse pode ajudar a cidade a eliminar alguns outros problemas? Resolver questões como transporte, segurança. Quanto vai ser gerado em empregos? São muitas perguntas e as contas são difíceis de fazer. Agora, a emoção que senti hoje, o orgulho da belíssima apresentação do COB, cenas únicas como a emoção de Pelé e Guga, o choro do Lula, a festa em Copacabana, isso tudo me fez ter certeza que merecemos essa chance! Rumo a 2016!!
Agora já penso em inscrever filhotes para trabalharem nessa ocasião. Eles não entenderam muito. Filho rei disse que quer ver na televisão e ir ao estádio, mas não quer competir. Já filho anjo acha que pode correr, mas não vai ter idade. Os dois não entenderam quando as professoras começaram a gritar Brasil, Brasil no meio da sala, adoraram a festa!
Conheço muitas pessoas que não apoiam a realização de uma olimpíada no Brasil, seja qual for a cidade, por conta dos custos astronômicos de um evento desses. A olimpíada vai custar 28 bilhoes. Isso dava pra resolver muito problema social que temos por aqui. Se tudo fosse investido em educação, acho que dava pra ter pós graduação em Harvard no currículo como condição sine quae non. Se fosse investido em saúde, teríamos hospitais super modernos em lugares que hoje não temos nem posto avançado de atendimento. E, se finalmente esse dinheiro todo fosse investido em alimentação, dificilmente teríamos famílias comendo palmas no sertão. Fora que algumas cidades como Montreal, Barcelona foram quase a falência após a realização de uma olimpíada. Levaram anos para colocar as finanças em dia. Li que muitas tiveram "recessão" após a realização do evento por que diminuiu muito o interesse pela cidade.
No inicio eu senti uma culpa grande de pensar que queria muito que o Rio fosse sede dessa olimpíada, e que o Brasil fosse sede de uma Copa do Mundo. Por que não investir no país, por que não evitar o sofrimento das pessoas. Mas depois pensei: por que não fazer os dois? Quanto um evento como esse pode ajudar a cidade a eliminar alguns outros problemas? Resolver questões como transporte, segurança. Quanto vai ser gerado em empregos? São muitas perguntas e as contas são difíceis de fazer. Agora, a emoção que senti hoje, o orgulho da belíssima apresentação do COB, cenas únicas como a emoção de Pelé e Guga, o choro do Lula, a festa em Copacabana, isso tudo me fez ter certeza que merecemos essa chance! Rumo a 2016!!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Aquim, Hermés, trés chique
Estava euzinha nesta segunda feriado em casa e chega uma mensagem de Alex: "Estou de férias no Rio, vamos jantar amanha?". Conheci o Alex no jantar de final de ano que Ernesto ofereceu ano passado, ele foi com Melina. Fomos degustar no D.O.M. Esse jantar foi de muita emoção. Foi a primeira vez que Ernesto nos falou oficialmente que ia embora em 2009. Ele chorou e, óbvio, eu também. Depois desse jantar, Alex veio uma vez ao Rio mas não conseguimos nos ver. Dessa vez deu certo. Eu confesso que quando vi o email e a quantidade de mulher copiada, fiquei assustada! "Vai ser a maior roubada!", mas acho que a Melina ia gostar que eu fosse então lá fui eu, afinal, amigo de amigo meu, meu amigo é.
Alex vive la vida loca! Ele trabalha prá Hermés Paris em Nova York e veio ao Brasil exclusivamente para a inauguração da primeira loja Hermés do país no shopping Cidade Jardim em São Paulo. Gente isso que é glamour né?? Bem diferente de pegar um avião pro outro lado do país pra discutir regra de comissionamento com agente credenciado, mas como já disse aqui antes, cada um tem o glamour que merece, e eu não to podendo reclamar, estamos combinados? Como a loja só inaugura no próximo domingo em São Paulo, Alex passou uns dias aqui na cidade maravilhosa. Voltando ao jantar...marcamos no Aquim, ali no final do Leblon. Logo quando cheguei, já tive uma boa surpresa: a mesa era apenas para seis pessoas o que indicava que aquele mulherio todo estava bem reduzido, em proporções passíveis de conversa. Eu fui a primeira a chegar com Alex. De repente chegaram umas 5 pessoas ao mesmo tempo: 2 casais e uma sozinha. Os casais não se conheciam, a mulher sozinha não conhecia ninguém, assim como eu, e todos só conheciam o Alex. Então ele ficou meio dividido na atenção, algo muito natural. Essa moça que estava sozinha sentou na minha frente. Fernanda e Bruno (agora já são praticamente íntimos) sentaram ao meu lado e eu fui cumprimentá-los...NIQUI eu olhei pra frente, a moça já não estava mais. O Alex falou que ela resolveu ir embora. Pessoa esquisita. Tava toda arrumada mas eu logo percebi que ela queria atenção full do anfitrião, e não tava a fim de fazer novos amigos. Aqui um parêntesis: Sandrix Khadija sempre diz que não gostava muito de mim antes da nossa aventura marroquina (sim antes, por que agora ela me ama!) por que segundo ela eu "escaneava" todo mundo de cima abaixo. E ontem eu achei que isso é verdade mesmo. Mas e daí? Se passando scanner já aparece cada figura, imagina se não passasse!! Fecha parêntesis. Voltando novamente ao jantar... ai que delícia conhecer gente nova! Ouvir novos assuntos, outras perspectivas. O outro casal, Fernanda e Joel, super simpáticos e olha só que mistura: ele, nascido em Londres, criado em Barbados, pai londrino, mãe francesa da Martinica. Ela, brasileira. Conheceram-se num cruzeiro nas ilhas gregas, ao melhor estilo love is in the air. Uns fofos, trés exotique! A outra moça chegou mais tarde, ela falou o nome mas eu não lembro, aliás lembro que ela falou e eu ainda tentei fazer leitura labial, mas não deu certo, já tinha tomado toda a minha caipiroska. Falamos sobre muitas coisas e obviamente o tema Engenho veio à tona. Percebi que eu já to curada. Quebrada, mas curada, em relação ao tema. Falei muito, nossos planos, nossas aulas de arte, teatro, yoga pra criança, todos encantados. Eles não tem filhos então não conheceram. Veio o assunto Hermés. Vocês sabiam que uma bolsa hermés pode custar 4 vezes mais que a Lulu mais cara??? (Lulu é como chamamos as Louis Vuitton). Eu não sabia e pelo jeito não vou saber tão cedo. As bolsas Hermés são feitas na França, são hand made, couros de crocodilo, lagartixa, não são como as Lulus que são feitas na China, Indonésia. Aprendi isso tudo ontem. Existem filas de espera para as bolsas. Tem um modelo chamado Birkin que é uma coisa, as pessoas esperam até 2 anos prá ter a bolsa, no matter what! Voltando pela última vez ao jantar...como resistir aquela ligação dos meninos pedindo pra quando eu chegar acordá-los prá dar um beijo de boa noite...alguém achou melhor pedir a conta e foi na medida certa. Muitas risadas, boa conversa, excelente comida.
Cheguei em casa, dei aquele beijo nos meus gostosos e reparei que a Elle e Vogue desse mês já estavam lá. Adivinha qual era uma das matérias da Elle? Hermés chega finalmente ao Brasil! E contando todas essas histórias que contei acima, da fila de espera, do glamour, do preço, dos modelos e da expectativa pra inauguração em SP next sunday. Ai gente eu to ou não to "in"?
Alex vive la vida loca! Ele trabalha prá Hermés Paris em Nova York e veio ao Brasil exclusivamente para a inauguração da primeira loja Hermés do país no shopping Cidade Jardim em São Paulo. Gente isso que é glamour né?? Bem diferente de pegar um avião pro outro lado do país pra discutir regra de comissionamento com agente credenciado, mas como já disse aqui antes, cada um tem o glamour que merece, e eu não to podendo reclamar, estamos combinados? Como a loja só inaugura no próximo domingo em São Paulo, Alex passou uns dias aqui na cidade maravilhosa. Voltando ao jantar...marcamos no Aquim, ali no final do Leblon. Logo quando cheguei, já tive uma boa surpresa: a mesa era apenas para seis pessoas o que indicava que aquele mulherio todo estava bem reduzido, em proporções passíveis de conversa. Eu fui a primeira a chegar com Alex. De repente chegaram umas 5 pessoas ao mesmo tempo: 2 casais e uma sozinha. Os casais não se conheciam, a mulher sozinha não conhecia ninguém, assim como eu, e todos só conheciam o Alex. Então ele ficou meio dividido na atenção, algo muito natural. Essa moça que estava sozinha sentou na minha frente. Fernanda e Bruno (agora já são praticamente íntimos) sentaram ao meu lado e eu fui cumprimentá-los...NIQUI eu olhei pra frente, a moça já não estava mais. O Alex falou que ela resolveu ir embora. Pessoa esquisita. Tava toda arrumada mas eu logo percebi que ela queria atenção full do anfitrião, e não tava a fim de fazer novos amigos. Aqui um parêntesis: Sandrix Khadija sempre diz que não gostava muito de mim antes da nossa aventura marroquina (sim antes, por que agora ela me ama!) por que segundo ela eu "escaneava" todo mundo de cima abaixo. E ontem eu achei que isso é verdade mesmo. Mas e daí? Se passando scanner já aparece cada figura, imagina se não passasse!! Fecha parêntesis. Voltando novamente ao jantar... ai que delícia conhecer gente nova! Ouvir novos assuntos, outras perspectivas. O outro casal, Fernanda e Joel, super simpáticos e olha só que mistura: ele, nascido em Londres, criado em Barbados, pai londrino, mãe francesa da Martinica. Ela, brasileira. Conheceram-se num cruzeiro nas ilhas gregas, ao melhor estilo love is in the air. Uns fofos, trés exotique! A outra moça chegou mais tarde, ela falou o nome mas eu não lembro, aliás lembro que ela falou e eu ainda tentei fazer leitura labial, mas não deu certo, já tinha tomado toda a minha caipiroska. Falamos sobre muitas coisas e obviamente o tema Engenho veio à tona. Percebi que eu já to curada. Quebrada, mas curada, em relação ao tema. Falei muito, nossos planos, nossas aulas de arte, teatro, yoga pra criança, todos encantados. Eles não tem filhos então não conheceram. Veio o assunto Hermés. Vocês sabiam que uma bolsa hermés pode custar 4 vezes mais que a Lulu mais cara??? (Lulu é como chamamos as Louis Vuitton). Eu não sabia e pelo jeito não vou saber tão cedo. As bolsas Hermés são feitas na França, são hand made, couros de crocodilo, lagartixa, não são como as Lulus que são feitas na China, Indonésia. Aprendi isso tudo ontem. Existem filas de espera para as bolsas. Tem um modelo chamado Birkin que é uma coisa, as pessoas esperam até 2 anos prá ter a bolsa, no matter what! Voltando pela última vez ao jantar...como resistir aquela ligação dos meninos pedindo pra quando eu chegar acordá-los prá dar um beijo de boa noite...alguém achou melhor pedir a conta e foi na medida certa. Muitas risadas, boa conversa, excelente comida.
Cheguei em casa, dei aquele beijo nos meus gostosos e reparei que a Elle e Vogue desse mês já estavam lá. Adivinha qual era uma das matérias da Elle? Hermés chega finalmente ao Brasil! E contando todas essas histórias que contei acima, da fila de espera, do glamour, do preço, dos modelos e da expectativa pra inauguração em SP next sunday. Ai gente eu to ou não to "in"?
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Ao vivo no Nordeste
Foram 2 dias intensos e agradáveis ao mesmo tempo, se é que isso é possível. Saímos do Rio na terça à noite rumo a Fortaleza, chegamos de madrugada. Dia seguinte a noite, novo rumo: Recife e finalmente de volta à cidade maravilhosa. Depois que minha amada chefe fez Londres-Amsterdam-Nova York- Califórnia em 4 dias, vamos combinar que tava até fácil. A sutil diferença é que ela teve 2 ou 3 reuniões de apresentação, e euzinha tive dois auditórios repletos de gerentes de conta e agentes credenciados cheios de dúvidas, indignações etc. Ok. Cada um tem o glamour que merece, não é mesmo?
Na terça à noite, como iria viajar, resolvi sair umas cinco e meia e buscar filho rei no futebol. Tô começando a notar que essa coisa de viver na corrida maluca me deixa bastante entusiasmada! O voo era as 9 da noite, então poderia chegar até 8 e meia. Assisti o futebol, fiz a média com o filhote, fui pra casa com ele, jantamos, tomei banho e peguei o táxi pro Galeão. No meio do caminho me ligou pela primeira vez a Cendiê, gerente de Fortaleza, se oferecendo pra nos pegar no hotel no dia seguinte. Fiquei de ligar prá ela depois pra dizer qual hotel estaríamos. A ligação dela foi a grande sorte que tivemos, foi o que evitou de chegarmos os 4 (eu, henry, marquinhos e monica) de madrugada em Fortaleza sem saber em que hotel ficaríamos, isso por que NINGUÉM se lembrou de imprimir o voucher do hotel. Aí tivemos que acessar a véia (De) e finalmente pude passar o hotel para Cendiê. Fiquei super curiosa pra saber da onde vem esse nome dela: será que é francês? Ou será que era a junção dos nomes dos pais? Cenira e Diego? Jansen e Dieclécio? Marquinhos implorou pra eu não perguntar isso pra ela na frente dele, e realmente não perguntei. Até por que depois de umas duas horas de reunião com ela, passamos a chamá-lá de "Sem Dinheiro"... As reuniões tiveram um clima pesado mas a nossa equipe tá bem especializada nesse jeito Patrícia de "vamos resolver", e a coisa foi bem. O ápice nesse sentido não foi Fortaleza, mas Recife. Saímos deste último de um auditório repleto, após horas e horas de apresentação, discussão, etc, debaixo de uma salva de palmas, puxadas por um senhor muito simpático. Mas entre Fortaleza e Recife, fomos pegar o avião. Estávamos cansados da puxada. Chegamos no check-in sem bagagem e a (pobre) da moça olhou pras nossas malas e falou assim:
- Eu acho que essa mala aí não vai poder ir, tem que desp...
Eu não deixei nem a coitada completar a frase...
- Todas as malas vieram com a gente no avião que veio do Rio, e todas vão ter que ir agora, a gente tá sem tempo, tem que dar, o que mudou? Por que? Como? Isso não é justo!
A mulher ficou em choque com a minha, digamos, indignação precoce e disse:
- Calma, calma, calma, eu só disse que tenho que ver, vamos ficar calmas...
Eu percebi que passei um pouco do tom. Olhei prá trás e estavam Henry, Marquinhos e Monica me olhando boquiabertos. Não me restou outro comentário..
- Ai gente, acho que eu tô meio estressada...esse bando de reunião, avião prá lá e prá cá, e o pior de tudo, é ter que pegar avião com henry.
Sem brincadeira, eu não pego mais avião com Henry. Ele é muito uruquento. O voo do Rio prá Fortaleza balançou o tempo todo. Eu cheguei a ficar enjoada. Fora o frio dentro do avião. O voo de Fortaleza pra Recife foi bem até a aterrisagem: ainda bem que a pista de Recife é do tamanho da cidade, por que se fosse Congonhas a gente tinha parado na Marginal! Ele com esse cagaço que tem de voar, fica de olho em todas as manobras do piloto. Qualquer balançadinha, ele põe a cadeira na posição normal. Marquinhos ficou tirando onda com a cara dele: "Se o avião cair, não vai adiantar a sua cadeira estar na posição normal homem de Deus!"
Como eu disse no início, foi agradável e intenso ao mesmo tempo.
Na terça à noite, como iria viajar, resolvi sair umas cinco e meia e buscar filho rei no futebol. Tô começando a notar que essa coisa de viver na corrida maluca me deixa bastante entusiasmada! O voo era as 9 da noite, então poderia chegar até 8 e meia. Assisti o futebol, fiz a média com o filhote, fui pra casa com ele, jantamos, tomei banho e peguei o táxi pro Galeão. No meio do caminho me ligou pela primeira vez a Cendiê, gerente de Fortaleza, se oferecendo pra nos pegar no hotel no dia seguinte. Fiquei de ligar prá ela depois pra dizer qual hotel estaríamos. A ligação dela foi a grande sorte que tivemos, foi o que evitou de chegarmos os 4 (eu, henry, marquinhos e monica) de madrugada em Fortaleza sem saber em que hotel ficaríamos, isso por que NINGUÉM se lembrou de imprimir o voucher do hotel. Aí tivemos que acessar a véia (De) e finalmente pude passar o hotel para Cendiê. Fiquei super curiosa pra saber da onde vem esse nome dela: será que é francês? Ou será que era a junção dos nomes dos pais? Cenira e Diego? Jansen e Dieclécio? Marquinhos implorou pra eu não perguntar isso pra ela na frente dele, e realmente não perguntei. Até por que depois de umas duas horas de reunião com ela, passamos a chamá-lá de "Sem Dinheiro"... As reuniões tiveram um clima pesado mas a nossa equipe tá bem especializada nesse jeito Patrícia de "vamos resolver", e a coisa foi bem. O ápice nesse sentido não foi Fortaleza, mas Recife. Saímos deste último de um auditório repleto, após horas e horas de apresentação, discussão, etc, debaixo de uma salva de palmas, puxadas por um senhor muito simpático. Mas entre Fortaleza e Recife, fomos pegar o avião. Estávamos cansados da puxada. Chegamos no check-in sem bagagem e a (pobre) da moça olhou pras nossas malas e falou assim:
- Eu acho que essa mala aí não vai poder ir, tem que desp...
Eu não deixei nem a coitada completar a frase...
- Todas as malas vieram com a gente no avião que veio do Rio, e todas vão ter que ir agora, a gente tá sem tempo, tem que dar, o que mudou? Por que? Como? Isso não é justo!
A mulher ficou em choque com a minha, digamos, indignação precoce e disse:
- Calma, calma, calma, eu só disse que tenho que ver, vamos ficar calmas...
Eu percebi que passei um pouco do tom. Olhei prá trás e estavam Henry, Marquinhos e Monica me olhando boquiabertos. Não me restou outro comentário..
- Ai gente, acho que eu tô meio estressada...esse bando de reunião, avião prá lá e prá cá, e o pior de tudo, é ter que pegar avião com henry.
Sem brincadeira, eu não pego mais avião com Henry. Ele é muito uruquento. O voo do Rio prá Fortaleza balançou o tempo todo. Eu cheguei a ficar enjoada. Fora o frio dentro do avião. O voo de Fortaleza pra Recife foi bem até a aterrisagem: ainda bem que a pista de Recife é do tamanho da cidade, por que se fosse Congonhas a gente tinha parado na Marginal! Ele com esse cagaço que tem de voar, fica de olho em todas as manobras do piloto. Qualquer balançadinha, ele põe a cadeira na posição normal. Marquinhos ficou tirando onda com a cara dele: "Se o avião cair, não vai adiantar a sua cadeira estar na posição normal homem de Deus!"
Como eu disse no início, foi agradável e intenso ao mesmo tempo.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
1 Encontro das Garotas de Ipanema
Depois de muitos e muitos contra tempos, agendas lotadas, viagens, cirurgia de vesícula, gripe suína e etc., finalmente conseguimos reunir as "garotas"(tá, tá, tá, você aí que é um leitor muito engraçadinho...estamos naquela faixa etária 35-39) de Ipanema na pizzaria do Alessandro e Frederico. A idéia é que todo mês façamos pelo menos uma vez esse encontro, sem maridos, namorados, filhos e afins, só a gente e essa nossa capacidade de falar m... por segundo, completamente potencializada pela ingestão de álcool, em níveis não aceitáveis pelas blitz da lei seca! Mas ok, os táxis estão aí prá isso mesmo, não é? Só temos que lembrar da próxima vez e não ir de carro. Como esse foi o primeiro encontro, ainda estamos aprendendo.
A noite foi uma delícia, histórias velhas, histórias novas, histórias e mais histórias. Nós nos divertimos muito. Nós e também todos os garçons do restaurante que ficavam sorrateiramente próximos a nossa mesa e se acabavam de rir a cada besteirol lançado ao ar. Foram uma, duas, três garrafas de vinho tinto zeradas, o pouco que sobrou teve destino certo no casaco branco da Sandrix, consequencia do nosso super hiper mega abraço de bêbados ao final! Há que se ressaltar a pizza M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A que comemos, a qual obviamente não me lembro o nome, mas sem igual. Adoraria contar aqui detalhes da noite mas infelizmente estes são proibidos para além do nosso clã, com prejuízo de multas e sanções. Falamos sobre muitos assuntos, mas sou muito sincera em afirmar que o tema SEXO liderou o ranking, principalmente do meio pro final, quando já não tínhamos muitos neurônios em pé. 2 maridos ligaram e os 2 desligaram na nossa cara. 1 filho ligou pra dizer que o pai estava dormindo no sofá. Tudo foi maravilhoso! Mas infelizmente não podemos fazer novamente o encontro lá por 2 motivos: digamos que nossas histórias já são conhecidas por todos que lá trabalham, e talvez o principal, a escada prá ir ao banheiro é simplesmente absurda, parece o monte mulange.
Infelizmente a falta de profissionalismo imperou e ninguém se lembrou de tirar uma foto, ainda que com o celular (logo eu falando isso...), portanto não tenho como apresentar os registros oficiais, mas pensando bem, é até melhor! Quem sabe no próximo, né? Já tem data e lugar marcados. Just wait!
A noite foi uma delícia, histórias velhas, histórias novas, histórias e mais histórias. Nós nos divertimos muito. Nós e também todos os garçons do restaurante que ficavam sorrateiramente próximos a nossa mesa e se acabavam de rir a cada besteirol lançado ao ar. Foram uma, duas, três garrafas de vinho tinto zeradas, o pouco que sobrou teve destino certo no casaco branco da Sandrix, consequencia do nosso super hiper mega abraço de bêbados ao final! Há que se ressaltar a pizza M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A que comemos, a qual obviamente não me lembro o nome, mas sem igual. Adoraria contar aqui detalhes da noite mas infelizmente estes são proibidos para além do nosso clã, com prejuízo de multas e sanções. Falamos sobre muitos assuntos, mas sou muito sincera em afirmar que o tema SEXO liderou o ranking, principalmente do meio pro final, quando já não tínhamos muitos neurônios em pé. 2 maridos ligaram e os 2 desligaram na nossa cara. 1 filho ligou pra dizer que o pai estava dormindo no sofá. Tudo foi maravilhoso! Mas infelizmente não podemos fazer novamente o encontro lá por 2 motivos: digamos que nossas histórias já são conhecidas por todos que lá trabalham, e talvez o principal, a escada prá ir ao banheiro é simplesmente absurda, parece o monte mulange.
Infelizmente a falta de profissionalismo imperou e ninguém se lembrou de tirar uma foto, ainda que com o celular (logo eu falando isso...), portanto não tenho como apresentar os registros oficiais, mas pensando bem, é até melhor! Quem sabe no próximo, né? Já tem data e lugar marcados. Just wait!
A verdade, verdade, verdade
Vocês já tiveram aquela sensação de que apenas você sabe como aquela pessoa é? As qualidades e os defeitos. Não é esquisito quando outra pessoa te diz exatamente aquilo que você sabe, mas que nunca compartilhou com ninguém. Como se essa pessoa estivesse lendo o que passa na sua cabeça, e dizendo pro mundo algo que você julgava que só você sabia. Isso é tão estanho. É um choque de realidade. A gente leva um tempo pra digerir, mas digere. Na verdade, verdade, verdade mesmo, nada é novidade, somente o movimento do som é inverso: não sai mais de você prá fora, mas de fora pra você. Papo cabeça.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Mais um filho
Epa, epa, epa...eu não fiquei grávida, não tive outro filho, mas ganhei um grande presente: ser madrinha de uma bolinha gorda muito fofa e gostosa chamado H. Gael. A madrinha mesmo é a irmã da Nata, eu sou madrinha de consagração. No caso dos meus filhos, quem realmente dá atenção a eles são as madrinhas de consagração, as madrinhas oficiais sumiram no mundo! No dia do batizado ele foi um príncipe, prestou muita atenção ao padre e nem se importou com a água na cabeça dele. Agora, verdade seja dita, ele só chorou quando passou do colo da Virgínia pro meu. Ele gritava, gritava. O padre olhava pra mim e falava o que eu tinha que repetir no microfone, eu não entendia nada por que H. gritava e chorava. Mas no fim tudo acabou bem. Depois fui pra casa com eles, fui ajudar a trocar a fralda e levei literalmente uma mijada! Todos batizados!
Samba Social Clube
Na terça feira fomos eu e Marelisa ao VIVO Rio pra assistir a gravação do CD do Samba Social clube, em homenagem à rainha do samba, Beth Carvalho. Foram vários convidados: Caetano Veloso, Casuarina, Moinho, Arlindo Cruz, Diogo "lindo" Nogueira, Moysés Marques (que veio do meu lado no voo horas antes) e outros tantos. O lance de um show assim nesse estilo gravação, é que TODOS cantam a mesma música duas vezes. Como Diogo Nogueira, banda moinho e a propria Beth Carvalho, cantar duas vezes foi um balsamo! As músicas eram ótimas! Agora tinha uma galera que não dava nem pra ter cantado uma única vez...foram 4 horas de show, saímos de lá quase uma e meia da manha e, como sempre, eu e Mary pagando mico de não ter dinheiro pra pagar o valet!! Santo dr. Arilo que estava em nossa mesa e se comoveu com a nossa história e evitou que ficássemos para lavar os pratos. Ainda nos deu um troco pro ladrão.
Salve Jorge
Domingo passado foi aniversário do Padre Jorjão e ele mesmo anunciou isso no início da missa. Fora isso e a presença de dois padres europeus, a missa transcorreu normalmente como todos os domingos. No final achei que todos cantariam o velho e bom parabens pra você, mas obviamente Jorge é uma pessoa, digamos, divinamente especial, então o que se ouviu em uníssono foi...eu tenho tanto pra lhe falar/mas com palavras não sei dizer/como é grande o meu amor por você!!! Foi emocionante!!!
sábado, 18 de julho de 2009
Desconstruindo Patrícia
Esse é um post que pensei várias e várias vezes se deveria ser publicado. A dúvida estava muito mais em será que vale a pena falar nessa profundidade aqui, e isso acabar sendo lido e mal interpretado por algum leitor. Mas depois de muito refletir eu concluí que a esta altura do campeonato (quase 2 anos de blog), quem ainda lê é por que tá bem por dentro da minha vida. Desde aquele dia fatídico em que o comissário de bordo do vôo de Miami para San Francisco fez o favor de me avisar, que havia desaparecido um avião que saíra do Rio na noite anterior, um click se deu na minha cabeça. Uma sensação de fragilidade, de que a vida pode acabar e você nem saber. Tudo pode ser interrompido e quantas coisas podem ficar mal resolvidas, mal explicadas. A vontade que eu tive foi pedir pra parar o avião para que eu pudesse descer. Como isso não dava, então o jeito foi tentar sobreviver as 3 horas restantes do voo. Mas foi impossível não pensar em tudo que eu vivi até aqui, o que é importante, o que posso fazer daqui pra frente pra que a minha vida tenha mais e mais momentos felizes, momentos importantes, o que posso fazer pra deixar aquilo que me traz tristeza, me traz frustração prá trás. Tem uma música do Nando Reis (tinha que ser né), acho que é "Por onde andei?" que ele fala mais ou menos assim: "Como um dia que roubaram o seu carro/deixou uma lembrança que a vida é mesmo coisa muito frágil/uma bobagem uma irrelevância/diante da eternidade/do amor de quem se ama". E isso que parece tão simples, é tão difícil viver no dia a dia. De dar o valor certo que as pessoas e as coisas têm. Mas uma vantagem sempre tem: NUNCA é tarde pra recomeçar. E isso to fazendo bem direitinho. Hoje eu não consigo fazer sozinha, e isso é tão importante quanto querer recomeçar, pedir ajuda pra reconstruir. E nenhuma reconstrução é inteira quando não tem o processo inverso, a desconstrução. Talvez seja o momento mais difícil, desconstruir pensamentos, sentimentos, atitudes, sem dúvida muito doloroso. Mas é tão bom pensar no que vai ser reconstruído, que vale a pena. E agora to adorando viver isso.
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