O primeiro Natal que passamos novamente vivendo no Rio foi lá em casa, não poderia ser diferente. Fizemos uma ceia muito bonita, jantamos todos os doze bem "unidos" na mesa que cabem oito apertados...A comida era muito farta. Todos comeram e ainda assim sobrou tanta comida que ficou para o enterro dos ossos no dia seguinte, e no outro dia, e no outro dia...Não deu pra esperar até meia noite e abrir os presentes por que o anjo já havia até pedido o travesseiro pra deitar no sofá, e a hora dos presentes sem as crianças não é a mesma coisa. Quando foi onze horas começamos a distribuição e foi aquela festa. Ficamos até umas duas da manhã brincando com o autorama até que, graças a Deus, eles resolveram dormir. Botei todo mundo no meu quarto, fechei as cortinas, a persiana, liguei o ar condicionado e pronto! Dormimos todos até as dez da manhã!!! O almoço foi na casa da mamãe, com primos e tios, e o resto da comida...
Quando voltei pra casa tava aquela zona!!! O chão imundo, papel de presente prá todo lado, até durex na janela tinha...uma arrumadinha básica, dormidinha e quando acordei tava lá ele, o rei, de blazer branco e calça azul, Roberto Carlos. O especial deste ano foi lindo! Uma emoção só ver a Camila Pitanga grávida e toda de branco cantando Eu tenho tanto pra te dizer/mas com palavras não sei dizer/ como é grande o meu amor por você...O ano passado não sei o que deu nele que convidou uns MCs e ficou cantando Se ela dança, eu danço...nada a ver com ele. Além da Camila, também foi a Alcione, e fez uma dupla muito gostosa com o rei. O "meu amigo" Erasmo Carlos não foi, não sei se eu perdi alguma coisa na estória mas me pareceu que eles não são tão amigos assim...Mais uma que eu ADORO...Você foi o maior dos meus casos/de todos os abraços/o que eu nunca esqueci/Você foi dos amores que eu tive/o mais complicado e o mais simples prá mim/Você foi a mentira sincera/brincadeira mais séria/que me aconteceu/Você foi o caso mais antigo/o amor mais amigo/que me apareceu.../o melhor dos meus planos e o maior dos enganos que eu pude fazer... quem não lembra daquele comercial do casal que se separa e depois volta, que tinha essa música no fundo? Foi o melhor desfecho de natal que eu podia ter e ainda ouvir no final a demonstração que o amor pode sim ser eterno "eu ofereço este show a minha Maria Rita"...Foi tudo muito muito muito lindo!!!
obs.: vocês vão ver que esta mensagem embora tenha sido escrita em 2007, somente agora foi publicada dado aos super hiper problemas técnicos desta que vos escreve.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
O acaso não existe
Não acredito no acaso. Sempre acreditei que as coisas acontecem por que tem uma razão de ser...e tudo que acontece, literalmente tudo, tem um lado bom e um lado ruim. Talvez, em algum momento, o lado bom pese mais em uma situação, e depois vai haver outra que vai ser o contrário, e a vida vai seguindo assim...
Quem sempre me disse isso foi o Moreira. Nunca vou me esquecer (eu acho que ele mesmo não lembra disso) uma vez em Brasília ele ficou falando o dia todo sobre essa teoria pra mim e pra Suzy, que era na ocasião a pica-pau do job (em tempos de tropa de elite, ela era a "aspira"). Com certeza da Suzy o Moreira lembra. Ele passou o dia falando disso, falando daquele símbolo preto e branco, que tem no lado branco uma bolinha preta e no lado preto uma bolinha branca (é o símbolo do yung isso? Does anybody know?). A noite fomos para o aeroporto para voltar para o Rio. O avião era bem grande, daqueles com cinco lugares no meio, dois nas pontas. No meu lugar tinha um monte de caixas e uns tubos destes que colocam plantas de arquitetos, todos pertencentes ao indivíduo sem noção sentado ao lado.
- Moço esse lugar é meu. Essas coisas são suas? - disse eu super educadinha
- São e eu não tenho onde botar, não vou botar lá em cima por que já perdi uma planta no voo da vinda.
Diante de tanta delicadeza, o Moreira que estava logo atrás de mim retrucou:
- Isso é um problema seu, essas coisas vão sair daí por que o lugar é dela. Vou chamar o comissário e você resolve isso com ele. - O Moreira as vezes tinha essas pancadas e defendia a gente, mas era só de vez em quando.
O cara arrumou o maior barraco no avião. Veio aeromoça, comissário, o Moreira, a Suzy, uma confusão, aqueles voos cheios de deputado, senador, assessor, e euzinha lá em pé. Até que o cidadão que estava mais na frente sugeriu mudar de lugar com ele pois no lugar ao lado não tinha ninguém, assim ele podia deixar as bugingangas dele na cadeira. As mudanças foram feitas e eu agradeci imensamente ao sujeito por ter tido piedade de mim.
Eis que no momento que a criatura mau humorada sentou na cadeira que havia sido trocada, ele achou imprensada entre a cadeira e a janela do avião, a planta que ele havia perdido no voo da ida!! INACREDITÁVEL!!! O cara se transformou, devia ser uma coisa muito importante, ele beijava a planta, ria de mostrar os dentes todos, só faltou beijar o Moreira. Todo mundo que estava em volta e tinha visto a situação toda, riu muito. O Moreira então nem se fala, passou o voo todo falando - eu disse, eu te disse, em tudo que é ruim, tem um lado bom (obviamente ele estava falando da situação do cara, por que prá mim tudo foi muito indiferente a não ser pelo tempo em pé pagando mico).
Mas por que eu contei isso tudo??
Pois é, hoje caiu no Rio o mesmo dilúvio que se deu na Terra no dia em que Noé salvou a sua arca...e eu tinha que ir logo ali, em São Paulo. Já pra ir trabalhar de manhã foi difícil. 2 horas de engarrafamento. Encontrei um colega no transito e fomos trocando sms até a Barra. Hilário.
Meu voo era as seis e quando foi quatro me mandei pro aeroporto. Meu chefe convidou todos os seus diretos para um jantar, isso já estava programado há uns 3 meses. Algo me dizia que eu não ia conseguir voar, alguns voos saíram, mas muitos tinham sido cancelados, aquele caos do cotidiano aéreo do país, sem chuva é ruim, com chuva inexiste.
Como eu já sabia que ia esperar fui comprar um presentinho naquele quiosque das pérolas de Maiorca. Nunca faço isso pois normalmente já tô com pre check in, é chegar e entrar. Depois de escolher durante quase uns dez minutos eu falei pra moça que ia levar um e aí ouvi aquele grito...
- PATRICIA MARIA!!!! NÃO ACREDITO!!!!
Eu olhei pro lado e tava ali, aquela baixinha, moreninha, falante, comprando um anel. Era Deborah ("o meu nome é com h no final e não tem acento"). Deborah foi minha amiga no científico, do primeiro ao terceiro, estudamos muito pra simulado de vestibular. Tínhamos um grupo bem unido mas depois que fomos pra faculdade, ela foi morar em SP, eu fiquei aqui e a vida mesmo nos separou. Lembramos juntas que a última vez que a gente se viu, foi um dia em que ela atravessou a rua na minha frente (eu tava dentro do carro), desse dia faziam uns 10 anos. Falamos de tanta gente, pessoas que ela fala até hoje, outras que eu falo. Ficamos quase uma hora no maior papo, foi super gostoso. Combinamos de montar um happy hour com os que temos contato direto e procurar outros no orkut (bom isso ficou com ela pois como todos meus leitores sabem, i hate orkut).
Fiquei tão tão feliz com esse encontro, que nem me chateei tanto quando meu vôo foi transferido para o Galeão as nove da noite, quando obviamente eu desisti de ir para SP pois o que eu precisava fazer no aeroporto hoje não era embarcar, e sim reencontrar a Dé.
Quem sempre me disse isso foi o Moreira. Nunca vou me esquecer (eu acho que ele mesmo não lembra disso) uma vez em Brasília ele ficou falando o dia todo sobre essa teoria pra mim e pra Suzy, que era na ocasião a pica-pau do job (em tempos de tropa de elite, ela era a "aspira"). Com certeza da Suzy o Moreira lembra. Ele passou o dia falando disso, falando daquele símbolo preto e branco, que tem no lado branco uma bolinha preta e no lado preto uma bolinha branca (é o símbolo do yung isso? Does anybody know?). A noite fomos para o aeroporto para voltar para o Rio. O avião era bem grande, daqueles com cinco lugares no meio, dois nas pontas. No meu lugar tinha um monte de caixas e uns tubos destes que colocam plantas de arquitetos, todos pertencentes ao indivíduo sem noção sentado ao lado.
- Moço esse lugar é meu. Essas coisas são suas? - disse eu super educadinha
- São e eu não tenho onde botar, não vou botar lá em cima por que já perdi uma planta no voo da vinda.
Diante de tanta delicadeza, o Moreira que estava logo atrás de mim retrucou:
- Isso é um problema seu, essas coisas vão sair daí por que o lugar é dela. Vou chamar o comissário e você resolve isso com ele. - O Moreira as vezes tinha essas pancadas e defendia a gente, mas era só de vez em quando.
O cara arrumou o maior barraco no avião. Veio aeromoça, comissário, o Moreira, a Suzy, uma confusão, aqueles voos cheios de deputado, senador, assessor, e euzinha lá em pé. Até que o cidadão que estava mais na frente sugeriu mudar de lugar com ele pois no lugar ao lado não tinha ninguém, assim ele podia deixar as bugingangas dele na cadeira. As mudanças foram feitas e eu agradeci imensamente ao sujeito por ter tido piedade de mim.
Eis que no momento que a criatura mau humorada sentou na cadeira que havia sido trocada, ele achou imprensada entre a cadeira e a janela do avião, a planta que ele havia perdido no voo da ida!! INACREDITÁVEL!!! O cara se transformou, devia ser uma coisa muito importante, ele beijava a planta, ria de mostrar os dentes todos, só faltou beijar o Moreira. Todo mundo que estava em volta e tinha visto a situação toda, riu muito. O Moreira então nem se fala, passou o voo todo falando - eu disse, eu te disse, em tudo que é ruim, tem um lado bom (obviamente ele estava falando da situação do cara, por que prá mim tudo foi muito indiferente a não ser pelo tempo em pé pagando mico).
Mas por que eu contei isso tudo??
Pois é, hoje caiu no Rio o mesmo dilúvio que se deu na Terra no dia em que Noé salvou a sua arca...e eu tinha que ir logo ali, em São Paulo. Já pra ir trabalhar de manhã foi difícil. 2 horas de engarrafamento. Encontrei um colega no transito e fomos trocando sms até a Barra. Hilário.
Meu voo era as seis e quando foi quatro me mandei pro aeroporto. Meu chefe convidou todos os seus diretos para um jantar, isso já estava programado há uns 3 meses. Algo me dizia que eu não ia conseguir voar, alguns voos saíram, mas muitos tinham sido cancelados, aquele caos do cotidiano aéreo do país, sem chuva é ruim, com chuva inexiste.
Como eu já sabia que ia esperar fui comprar um presentinho naquele quiosque das pérolas de Maiorca. Nunca faço isso pois normalmente já tô com pre check in, é chegar e entrar. Depois de escolher durante quase uns dez minutos eu falei pra moça que ia levar um e aí ouvi aquele grito...
- PATRICIA MARIA!!!! NÃO ACREDITO!!!!
Eu olhei pro lado e tava ali, aquela baixinha, moreninha, falante, comprando um anel. Era Deborah ("o meu nome é com h no final e não tem acento"). Deborah foi minha amiga no científico, do primeiro ao terceiro, estudamos muito pra simulado de vestibular. Tínhamos um grupo bem unido mas depois que fomos pra faculdade, ela foi morar em SP, eu fiquei aqui e a vida mesmo nos separou. Lembramos juntas que a última vez que a gente se viu, foi um dia em que ela atravessou a rua na minha frente (eu tava dentro do carro), desse dia faziam uns 10 anos. Falamos de tanta gente, pessoas que ela fala até hoje, outras que eu falo. Ficamos quase uma hora no maior papo, foi super gostoso. Combinamos de montar um happy hour com os que temos contato direto e procurar outros no orkut (bom isso ficou com ela pois como todos meus leitores sabem, i hate orkut).
Fiquei tão tão feliz com esse encontro, que nem me chateei tanto quando meu vôo foi transferido para o Galeão as nove da noite, quando obviamente eu desisti de ir para SP pois o que eu precisava fazer no aeroporto hoje não era embarcar, e sim reencontrar a Dé.
Minhas pérolas infantis
Cada vez mais fica evidente pra mim que os momentos mais gostosos da vida vêm da espontaneidade e inocência das crianças. O engraçado é que essa transformação vem acontecendo rapidamente, já não acho graça em tantas coisas que antes apreciava e cada dia que passa me encanta mais e mais as descobertas que as crianças fazem da vida delas. Os comentários, observações, conclusões, as vezes tão surpreendentes e inteligentes que chega a dar medo. Todos uma delícia. A vontade é não sair de perto, participar de tudo, só prá não perder o momento, o olhar, aquele da dúvida, aquele da descoberta. Hoje sim eu sinto pelo tempo que não tenho pra ficar com eles, fico triste de saber que o dia que não estou com eles, não volta mais.
Algumas frases prá ficar aqui e não esquecer:
(Mãe falando com filhos)
- Filho, hoje a gente tem que cortar essa unha, tá enorme, feia.
- É tá feia mesmo, vou pegar o cortador - fala filho anjo
- A minha não precisa cortar por que eu já "roio"- fala filho rei
(Depois da briga por causa do PS2 mãe falou que só pode jogar quando ela estiver junto)
Sábado, 7 hrs da manha
- Mae deita lá na sala prá gente poder jogar...
(Moça da montanha russa do parque do Beto Carreiro)
- Pai você tem que ficar na ponta do carrinho.
Rapidamente o rei respondeu...
- Ele não é meu pai, ele é só o amigo da minha mãe
Então tá né!
Algumas frases prá ficar aqui e não esquecer:
(Mãe falando com filhos)
- Filho, hoje a gente tem que cortar essa unha, tá enorme, feia.
- É tá feia mesmo, vou pegar o cortador - fala filho anjo
- A minha não precisa cortar por que eu já "roio"- fala filho rei
(Depois da briga por causa do PS2 mãe falou que só pode jogar quando ela estiver junto)
Sábado, 7 hrs da manha
- Mae deita lá na sala prá gente poder jogar...
(Moça da montanha russa do parque do Beto Carreiro)
- Pai você tem que ficar na ponta do carrinho.
Rapidamente o rei respondeu...
- Ele não é meu pai, ele é só o amigo da minha mãe
Então tá né!
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Você tem medo de que?
Tenho ficado muito ausente com os meus escritos. Não que eu não os dê mais valor, mas não tenho tido a inspiração de antes para contar aqui as minhas estórias. Muitas estão bem aqui na minha cabeça mas não consigo botar por escrito de uma forma gostosa de contar, que prenda a atenção de quem está lendo, que seja agradável. Isso pode ser uma fase. Acho que isso acontece com todos os bons escritores (detalhe que estou me inserindo neste grupo seleto dos bons escritores, isso faz parte de um trabalho de resgate da auto-estima da escrita).
Uma das estórias que está guardada e quero contar foi a ida a missa duas semanas atrás com a Frendy, ou para os íntimos, Renatinha Rivotril. Já tinha comentado antes que esse havia virado o nosso programa de final de tarde de domingo. Pois bem, fomos lá no domingo antes do feriado, fizemos o nosso ritual de balançar as folhinhas, cantamos, abraçamos, rezamos e em alguns momentos choramos também. Faz parte. O padre, o nosso queridíssimo do feedback, começou o seu sermão...algo que dizia mais ou menos assim...
Você tem medo do que? Tem medo de não ser bom pai, bom filho?
Tem medo de não ser bom funcionário, não ser bom chefe?
De não ter bom desempenho?
Tem medo as vezes de sair na rua?
Tem medo da sua relação afetiva?
Esse medo tem que ser superado pela sua fé
E de repente a sensação que eu tive é que estávamos ali na igreja, apenas eu e ele. As palavras tão diretas, colocações tão atuais. Me deu um medo. Virei pro lado e tava a frendy com o olhar refletindo a mesma dúvida que eu acabara de ter: o padre tava falando com a gente? Aí já começou aquela palhaçada que nos é peculiar..."pô vamos lá falar com ele prá gente discutir isso depois, fica chato falar isso no meio de tanta gente que não conhecemos"...
Mas no fundo não era nada disso. Ele falou pra todo mundo que estava ali e acredito que todos tiveram a mesma sensação estranha de que aquilo era pra si próprio. A gente custa acreditar que uma pessoa possa ter os mesmos medos, ou mesmo os mesmos problemas que a gente, mas a grande verdade é que tudo isso é muito comum, chega a ser ordinário.
O grande conforto foi sair de lá, obviamente sem resolver os medos, mas entender que não somos diferentes de ninguém, não temos mais ou menos medos, e que todos, sem exceção, precisam em algum momento da vida, refletir um pouco mais de como enfrentar estas questões.
Passagem ocorrida na missa da outra semana no momento da comunhão. Infelizmente não posso revelar os participantes do diálogo:
- Onde você vai?
- Vou comungar.
- Mas pra comungar a gente não tem que confessar antes com o padre?
- Eu já me confesso todos os dias com Deus, não vou ocupar o tempo do padre repetindo tudo de novo...
- Eu também falo com Deus todos os dias.
- Você fala prá ele dos seus pecados?
- Falo
- Você deixa de pecar?
- Não
- Ótimo, então vamos lá que a fila já tá ficando grande.
Uma das estórias que está guardada e quero contar foi a ida a missa duas semanas atrás com a Frendy, ou para os íntimos, Renatinha Rivotril. Já tinha comentado antes que esse havia virado o nosso programa de final de tarde de domingo. Pois bem, fomos lá no domingo antes do feriado, fizemos o nosso ritual de balançar as folhinhas, cantamos, abraçamos, rezamos e em alguns momentos choramos também. Faz parte. O padre, o nosso queridíssimo do feedback, começou o seu sermão...algo que dizia mais ou menos assim...
Você tem medo do que? Tem medo de não ser bom pai, bom filho?
Tem medo de não ser bom funcionário, não ser bom chefe?
De não ter bom desempenho?
Tem medo as vezes de sair na rua?
Tem medo da sua relação afetiva?
Esse medo tem que ser superado pela sua fé
E de repente a sensação que eu tive é que estávamos ali na igreja, apenas eu e ele. As palavras tão diretas, colocações tão atuais. Me deu um medo. Virei pro lado e tava a frendy com o olhar refletindo a mesma dúvida que eu acabara de ter: o padre tava falando com a gente? Aí já começou aquela palhaçada que nos é peculiar..."pô vamos lá falar com ele prá gente discutir isso depois, fica chato falar isso no meio de tanta gente que não conhecemos"...
Mas no fundo não era nada disso. Ele falou pra todo mundo que estava ali e acredito que todos tiveram a mesma sensação estranha de que aquilo era pra si próprio. A gente custa acreditar que uma pessoa possa ter os mesmos medos, ou mesmo os mesmos problemas que a gente, mas a grande verdade é que tudo isso é muito comum, chega a ser ordinário.
O grande conforto foi sair de lá, obviamente sem resolver os medos, mas entender que não somos diferentes de ninguém, não temos mais ou menos medos, e que todos, sem exceção, precisam em algum momento da vida, refletir um pouco mais de como enfrentar estas questões.
Passagem ocorrida na missa da outra semana no momento da comunhão. Infelizmente não posso revelar os participantes do diálogo:
- Onde você vai?
- Vou comungar.
- Mas pra comungar a gente não tem que confessar antes com o padre?
- Eu já me confesso todos os dias com Deus, não vou ocupar o tempo do padre repetindo tudo de novo...
- Eu também falo com Deus todos os dias.
- Você fala prá ele dos seus pecados?
- Falo
- Você deixa de pecar?
- Não
- Ótimo, então vamos lá que a fila já tá ficando grande.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Bernardinho
Hoje estou escrevendo muito. Muitas observações durante os últimos dias/semana e como diz a frendy, não posso perder o timing para comentar.
Semana passada fui para Angra durante dois dias para a convenção de final de ano da área comercial do Leste. Além da convenção do comercial, tambem rolou a convenção da área central de estratégia comercial. Na verdade foi para essa que fui, até por que as convenções das áreas comerciais regionais são um tanto quanto, digamos assim, sem conteúdo. A coisa é feita para energizar as pessoas, pra que elas saiam de lá querendo vender, vender, vender...não tem outro objetivo. E dentro desse objetivo minha opinião é que atende muito bem. Já que lá estava, assisti alguns pedaços da parte da regional e mesmo eu que não sou da equipe comercial, me senti mais animada quando voltei ao trabalho na quarta.
Dois grandes destaques para esta convenção: o primeiro foi a festa fantasia na primeira noite. Nível elevadíssimo. As fantasias foram alugadas, feitas em costureiras, uma coisa...tinham umas 4 brancas de neve, asterix e obelix, batman e robin, shrek, todo o grupo do Grease (fez show a parte imitando a dança do final do filme), cleópatra, mortiça Adams, enfim, fantasias lindas! Eu fui de eu mesmo e só tomei uma caipirinha pelas razões já expostas anteriormente (toda aquela coisa do controle).
O segundo destaque foi para a palestra do Bernardinho. Se existem duas pessoas completamente diferentes no mundo, sou eu e ele. Ele já começou a palestra dizendo que ele vive (atenção, VIVE) em três estados de espírito: pouco preocupado, médio preocupado e muito preocupado. Ele mesmo definiu o muito preocupado com o estado desesperado. Basicamente a palestra gira em torno dos grandes feitos com a equipe masculina de volei, o que sinceramente tive vontade de perguntar, por que em nenhum momento ele cita os ganhos com a equipe de volei feminina, que pode até não ter sido campeã olímpica, mas foi campeã de ligas mundiais, grand prix, etc. além do que foi lá que os gritos dele ficaram famosérrimos. Bom ele deve ter lá seus motivos. Teve um comentário que ele fez que eu achei bem interessante, não que tenha a ver comigo, por que como disse antes, nós dois não temos nada a ver um com o outro, mas pude ver várias pessoas conhecidas inseridas naquela frase. "eu sou um grande provedor de zona de desconforto", é ou não é interessante, saber que assim como ele, existem várias pessoas que sabem que o maior desafio é tirar a pessoa de sua zona de conforto, assim ela corre mais atrás, ela produz mais. A teoria faz sentido mas cada vez mais penso se na prática é o que efetivamente funciona, e principalmente, se isso se aplica a todos. A palestra acabou com um festival de cortadas dele e da esposa pra cima da platéia, e eu pra variar, não consegui pegar nenhuma bola.
To anexando algumas fotos do evento.
Semana passada fui para Angra durante dois dias para a convenção de final de ano da área comercial do Leste. Além da convenção do comercial, tambem rolou a convenção da área central de estratégia comercial. Na verdade foi para essa que fui, até por que as convenções das áreas comerciais regionais são um tanto quanto, digamos assim, sem conteúdo. A coisa é feita para energizar as pessoas, pra que elas saiam de lá querendo vender, vender, vender...não tem outro objetivo. E dentro desse objetivo minha opinião é que atende muito bem. Já que lá estava, assisti alguns pedaços da parte da regional e mesmo eu que não sou da equipe comercial, me senti mais animada quando voltei ao trabalho na quarta.
Dois grandes destaques para esta convenção: o primeiro foi a festa fantasia na primeira noite. Nível elevadíssimo. As fantasias foram alugadas, feitas em costureiras, uma coisa...tinham umas 4 brancas de neve, asterix e obelix, batman e robin, shrek, todo o grupo do Grease (fez show a parte imitando a dança do final do filme), cleópatra, mortiça Adams, enfim, fantasias lindas! Eu fui de eu mesmo e só tomei uma caipirinha pelas razões já expostas anteriormente (toda aquela coisa do controle).
O segundo destaque foi para a palestra do Bernardinho. Se existem duas pessoas completamente diferentes no mundo, sou eu e ele. Ele já começou a palestra dizendo que ele vive (atenção, VIVE) em três estados de espírito: pouco preocupado, médio preocupado e muito preocupado. Ele mesmo definiu o muito preocupado com o estado desesperado. Basicamente a palestra gira em torno dos grandes feitos com a equipe masculina de volei, o que sinceramente tive vontade de perguntar, por que em nenhum momento ele cita os ganhos com a equipe de volei feminina, que pode até não ter sido campeã olímpica, mas foi campeã de ligas mundiais, grand prix, etc. além do que foi lá que os gritos dele ficaram famosérrimos. Bom ele deve ter lá seus motivos. Teve um comentário que ele fez que eu achei bem interessante, não que tenha a ver comigo, por que como disse antes, nós dois não temos nada a ver um com o outro, mas pude ver várias pessoas conhecidas inseridas naquela frase. "eu sou um grande provedor de zona de desconforto", é ou não é interessante, saber que assim como ele, existem várias pessoas que sabem que o maior desafio é tirar a pessoa de sua zona de conforto, assim ela corre mais atrás, ela produz mais. A teoria faz sentido mas cada vez mais penso se na prática é o que efetivamente funciona, e principalmente, se isso se aplica a todos. A palestra acabou com um festival de cortadas dele e da esposa pra cima da platéia, e eu pra variar, não consegui pegar nenhuma bola.
To anexando algumas fotos do evento.
Tiradentes
Esqueci de comentar que no feriado fomos eu e o eleito para Tiradentes, Minas Gerais. Sempre tive vontade de conhecer, vários amigos vão sempre, falam das ladeiras imensas, dos bares, das cidadezinhas próximas...muito, muito artesanato, muitos atelies, quadros, móveis de madeira de demolição e obviamente, muita bebida, principalmente cachaça, afinal estamos em Minas.
E a cidade é isso mesmo. Tem a pracinha principal e de lá saem duas grandes ladeiras laterais. Seguindo a da esquerda toda vida, a gente chega na igreja de São Francisco, de lá a gente vê a cidade toda. Descendo a gente passa pelo busto de Tiradentes e vai dar na fonte (que no momento está seca). Depois é só ficar rodando, entrando em todos os atelies, lojinhas. O por-do-sol pode ser visto da outra capelinha no alto do morro. Tem um velhinho que toca aqueles aparelhos velhos enquanto o sol tá se pondo, o momento lembra brevemente o por do sol em Fernando de Noronha do bar em cima da Cacimba do padre, tocando bolero de ravel. (Atenção: eu disse que lembra brevemente...). O auge é o passeio na Maria Fumaça, uma delícia, vai até São Joao Del Rey e depois retorna. A noite vai chegando e alguns atelies vão se transformando em restaurantes, cada um a seu estilo, super aconchegantes.
Como muitos sabem, o eleito é de Brasília, candango mesmo. E como todos sabem se tem uma coisa que esse povo de Brasília gosta de fazer é beber. Muitas vezes quando o eleito vai pra Brasília, ele acaba não ficando lá e vai pra fazenda da família que é no norte de Minas Gerais, onde ele se criou. E como todos também sabem, se tem uma coisa que esse povo de Minas gosta de fazer é beber. Em resumo: o eleito gosta de beber e bebe bem. Até gostaria de dizer aqui que nunca o vi bêbado, mas ele sabe que não é verdade (essa é uma outra estória que um dia conto).
E eu? Bom eu até gosto de beber, mas não sei beber bem. A minha resistência é falha, ás vezes ela funciona bem, as vezes não. Não tenho muito controle sobre isso, aliás não tenho controle algum. E não ia ser em Tiradentes que eu ia ter algum controle.
Depois de andar muito o dia inteiro, sol na lata, comer bem, tomar muita cerveja, veio a pérola do eleito: Vamos tomar cachaça!! Na hora eu pensei: ele só pode tá de palhaçada com a minha cara. Mas não estava. Começou um tal de como faz a cachaça, que tem muita cachaça boa, que não queima... Eu até achei que ele tinha esquecido por que começamos a andar em direção a pousada e praticamente já não tinham bares aberto para aquele lado...exceto por um DO LADO da pousada!! A porta do bar era como uma porteira de estábulo, a parte de cima estava aberta e tinha um sino (um sino igual ao que quero colocar no hall lá de casa). Tocamos o sino e eu fiquei ali pensando: o dono já deve ter tomado todas as cachaças hoje e deve tá morgado no sofá, não vai escutar esse sino nunca...ledo engano. Apareceu um cara meio gordinho, cabelos ruivos, barbado. Abriu a porta de baixo e entramos. Gente, sem brincadeira, eu nunca vi tanta cachaça junta. Era muita, muita variedade, parecia uma loja, não um bar. O cara era gente boa e disse que não gostava de beber, por isso trabalhava com cachaça, se ele gostasse já estaria morto de cirrose. O eleito ficou ali, olhos brilhando, pega uma, pega outra...até que pegou um copinho e botou até a boca de cachaça (Não me lembro o nome desta primeira, a segunda foi uma tal de roxinha). "Agora vira" ele falou olhando pra mim, e eu ali com aquela platéia do dono do bar. Eu pensei "vai ser facinho". Virei. Vai ser mais fácil se deixar pra engolir tudo no final. Mas não deu. Tive que engolir o que estava na minha boca. Depois desse primeiro gole, juro que tentei dar o segundo e acabar logo com aquele copo, mas foi em vão. Percebi que aquele segundo gole não ia descer, ele ia voltar. Em segundos olhei pro eleito e fiz um gesto de que ia botar pra fora. Olhei em mais alguns segundos pro dono do bar, tão simpático e solícito, pensei que seria muita sacanagem cuspir no chão todo limpinho do bar...não tive alternativa, saí correndo porta afora e cuspi toda aquela cachaça na rua. Quando entrei no bar de novo estavam os dois se acabando de rir. Ainda faltava um gole do copo que eu tava bebendo. Virei. Dessa vez foi tranquilo. Veio mais um copo, virei. Tranquilo. Depois deste segundo, poderia beber mais e mais, por que não se sente mais nada, é praticamente uma anestesia geral.
Ainda bem que a pousada era do lado, não tivemos que andar muito, na verdade, não me lembro dessa parte, a última coisa que lembro é que fiquei fazendo carinho no cavalo de madeira na entrada da pousada.
Tiradentes é uma delícia e espero voltar lá muitas e muitas vezes, com e sem cachaça!
E a cidade é isso mesmo. Tem a pracinha principal e de lá saem duas grandes ladeiras laterais. Seguindo a da esquerda toda vida, a gente chega na igreja de São Francisco, de lá a gente vê a cidade toda. Descendo a gente passa pelo busto de Tiradentes e vai dar na fonte (que no momento está seca). Depois é só ficar rodando, entrando em todos os atelies, lojinhas. O por-do-sol pode ser visto da outra capelinha no alto do morro. Tem um velhinho que toca aqueles aparelhos velhos enquanto o sol tá se pondo, o momento lembra brevemente o por do sol em Fernando de Noronha do bar em cima da Cacimba do padre, tocando bolero de ravel. (Atenção: eu disse que lembra brevemente...). O auge é o passeio na Maria Fumaça, uma delícia, vai até São Joao Del Rey e depois retorna. A noite vai chegando e alguns atelies vão se transformando em restaurantes, cada um a seu estilo, super aconchegantes.
Como muitos sabem, o eleito é de Brasília, candango mesmo. E como todos sabem se tem uma coisa que esse povo de Brasília gosta de fazer é beber. Muitas vezes quando o eleito vai pra Brasília, ele acaba não ficando lá e vai pra fazenda da família que é no norte de Minas Gerais, onde ele se criou. E como todos também sabem, se tem uma coisa que esse povo de Minas gosta de fazer é beber. Em resumo: o eleito gosta de beber e bebe bem. Até gostaria de dizer aqui que nunca o vi bêbado, mas ele sabe que não é verdade (essa é uma outra estória que um dia conto).
E eu? Bom eu até gosto de beber, mas não sei beber bem. A minha resistência é falha, ás vezes ela funciona bem, as vezes não. Não tenho muito controle sobre isso, aliás não tenho controle algum. E não ia ser em Tiradentes que eu ia ter algum controle.
Depois de andar muito o dia inteiro, sol na lata, comer bem, tomar muita cerveja, veio a pérola do eleito: Vamos tomar cachaça!! Na hora eu pensei: ele só pode tá de palhaçada com a minha cara. Mas não estava. Começou um tal de como faz a cachaça, que tem muita cachaça boa, que não queima... Eu até achei que ele tinha esquecido por que começamos a andar em direção a pousada e praticamente já não tinham bares aberto para aquele lado...exceto por um DO LADO da pousada!! A porta do bar era como uma porteira de estábulo, a parte de cima estava aberta e tinha um sino (um sino igual ao que quero colocar no hall lá de casa). Tocamos o sino e eu fiquei ali pensando: o dono já deve ter tomado todas as cachaças hoje e deve tá morgado no sofá, não vai escutar esse sino nunca...ledo engano. Apareceu um cara meio gordinho, cabelos ruivos, barbado. Abriu a porta de baixo e entramos. Gente, sem brincadeira, eu nunca vi tanta cachaça junta. Era muita, muita variedade, parecia uma loja, não um bar. O cara era gente boa e disse que não gostava de beber, por isso trabalhava com cachaça, se ele gostasse já estaria morto de cirrose. O eleito ficou ali, olhos brilhando, pega uma, pega outra...até que pegou um copinho e botou até a boca de cachaça (Não me lembro o nome desta primeira, a segunda foi uma tal de roxinha). "Agora vira" ele falou olhando pra mim, e eu ali com aquela platéia do dono do bar. Eu pensei "vai ser facinho". Virei. Vai ser mais fácil se deixar pra engolir tudo no final. Mas não deu. Tive que engolir o que estava na minha boca. Depois desse primeiro gole, juro que tentei dar o segundo e acabar logo com aquele copo, mas foi em vão. Percebi que aquele segundo gole não ia descer, ele ia voltar. Em segundos olhei pro eleito e fiz um gesto de que ia botar pra fora. Olhei em mais alguns segundos pro dono do bar, tão simpático e solícito, pensei que seria muita sacanagem cuspir no chão todo limpinho do bar...não tive alternativa, saí correndo porta afora e cuspi toda aquela cachaça na rua. Quando entrei no bar de novo estavam os dois se acabando de rir. Ainda faltava um gole do copo que eu tava bebendo. Virei. Dessa vez foi tranquilo. Veio mais um copo, virei. Tranquilo. Depois deste segundo, poderia beber mais e mais, por que não se sente mais nada, é praticamente uma anestesia geral.
Ainda bem que a pousada era do lado, não tivemos que andar muito, na verdade, não me lembro dessa parte, a última coisa que lembro é que fiquei fazendo carinho no cavalo de madeira na entrada da pousada.
Tiradentes é uma delícia e espero voltar lá muitas e muitas vezes, com e sem cachaça!
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