quinta-feira, 15 de maio de 2008

A festa da juíza

Quando eu pensei em escrever este post, o primeiro título que me veio à cabeça foi "as aventuras do Engenho - parte I". Mas quando eu sentei pra escrever eu percebi muito subitamente que eu teria que manter a regularidade nestas aventuras, e no passo que vai, em algumas semanas eu já estaria ganhando de Jason e escrevendo "as aventuras do engenho - parte 98" (mãe, Jason é o personagem do filme sexta feira 13).
Hoje foi a famosa festa da juíza e seu eloquente esposo, ou melhor, da filhinha de um ano do casal. Essa festa tinha um diferencial que era a quantidade de gente: 100 adultos e 50 crianças, fora as babás (que nós ainda não sabemos onde inserir estes seres, se adultos, ou crianças). No final foram 70 adultos e 50 crianças.
De manhã passei quase 3 horas com os advogados e depois fui pro Engenho. Quando eu ainda estava no táxi, me liga Dani:
- Oi Patty tudo bom?
- Tudo, e aí tá tudo bem?
- Tudo bem Patty, olha fica tranquila que aqui tá tudo tranquilo.
- legal daqui a pouco to chegando aí, já to no táxi
- Ah legal, agora rapidinho, a Lorena ainda não chegou e aí eu queria ligar para ela pra saber...
- Dani, a Lorena não chegou?? Ela ia chegar as 11 hrs são quase 14hrs....deixa que eu já ligo pra ela...
- tá bom...e me diz mais uma coisa...vai ter uma ou duas pessoas por sala? Por que a Roberta não me deu certeza e na verdade agora não tem ninguém aqui..
- Dani então não tem nada tranquilo!! tá faltando a comida e os monitores...caraca!! E a mulher da decoração?
- tá aqui, mas eu disse que tava tranquilo por que tá tranquilo mesmo, aqui não tem ninguém, tá super tranquilo...
Quando eu cheguei na casa e fui no terraço ver a decoração quase sucumbi ao desespero: era um monte de cadeira pra la, bola furada, bola cheia, um monte de gente, um tal de põe a mesa pra dentro, põe a mesa pra fora, a Dani super acabada correndo prá lá e prá cá. A mesa tava dentro da casa e eu sugeri colocar lá fora, o dia tava lindo, e já tinha ficado meio que combinado que ficaria lá fora mesmo. Alguém falou - mas e se chover? Não vai chover, tá um dia lindo. A última bola foi pendurada as 16 hrs, na hora da festa, que graças a Deus, nem a aniversariante havia chegado. Fui na varanda, olhei pro céu, e o que vi? Nuvens, muitas nuvens, não sei da onde elas saíram, mas estavam ali, mudando de cinza pra cinza escuro. A Dani me chamou e disse:
- Patty tá vendo aquele morro ali? (olhando pelo terraço dos fundos)
- Não, não to vendo morro nenhum
- Pois é, quando eu não vejo o morro é por que vai chover!
Essa coisa de você não dominar o todo é muito complicado. Eu, por exemplo, sempre fechei meus balanços, minhas auditorias, nunca tive essas influências exógenas...Agora dominar o tempo é difícil!!
A Roberta foi arrumar a mesa do bolo no terraço e se assustou com o flash do fotógrafo, achou que era um raio. Eu fui até ela e começei a falar - a gente tem que ficar calma..AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!! - na hora que eu passei embaixo do arco de bolas um estourou na minha cabeça, foi a catarse momentanea!
A festa foi muito legal, a casa ficou cheia mas não ficou over. A equipe tava boa. Deu uns ruídos com a questão da cozinha embaixo e a festa em cima, mas nada que alguém tenha percebido. Na verdade, eu mesmo não percebi, foram os olhos da Lorena. Muitas mães vieram falar comigo que tava lindo, que foi tudo ótimo...
Depois desse dia intenso, eu agora não tenho mais condições psico-fisicas para nada. Vou mimi.
Esqueci de dizer que não choveu

domingo, 11 de maio de 2008

As aventuras do Engenho

Ana Teresa mandou email na quinta feira dizendo que não aguentava mais entrar no blog e não ter nada de novo. Plagiando aquele velho comercial (que entrega obviamente a idade) - no blog não tinha nada de novo, mas na minha vida, quanta diferença...
Deve ter mais ou menos 1 mês, não chega à 1 mês e meio, que eu e a frendy estamos negociando o Engenho, pra quem quiser conhecer (não em detalhes pois não diz muito) o site é www.engenho.org. O Engenho é um lugar voltado para crianças, desde bebês até crianças de 10-12 anos. Há algum tempo a gente já vinha falando de fazer um lugar diferente pras crianças, só que mais voltado pra Casa de Festas. Quando surgiu a oportunidade do Engenho ser esse lugar, ficamos bastante animadas e, embora tenha pouco mais de 1 mês, parece que já estamos nisso há uns 6 meses. Lá não é uma Casa de Festas, pelo contrário, é um lugar em que as crianças podem aprender brincando, principalmente sob uma ótica diferenciada da escola. Diferenciada mas complementar.
Logo quando começamos a negociação, o lugar ia fechar. Como a idéia é continuar com o que já era feito, então acabou não fechando, mas o movimento era praticamente nulo. As donas são muito legais e têm os seus motivos particulares para estarem abrindo mão do Engenho, mas diferente de muitos outros negócios, elas estão super receptivas às nossas idéias, sugestões etc. tanto que muitas já estão em prática.
Uma coisa que ainda não contei é que embora o Engenho seja um lugar voltado para crianças, ele tem um bistro no térreo, super transado, que resolve a vida de muita gente que gosta de almoçar fora com os filhos, mais do que os filhos gostam de almoçar fora com os pais. Essa sintonia é muito boa por que a criança não precisa ficar esperando o prato chegar sentada na cadeira, ela pode subir e brincar, e depois descer e comer, e depois subir de novo e brincar, e ninguém fica no stress que o prato tá demorando, a conta não chega etc. Esse comentário é muito importante para que todos entendam que a aventura que se segue tinha sentido...
Com o dia das mães de pano de fundo, fizemos um cardápio bem mais reduzido e enviamos por mailing para as pessoas. Sucesso total! 48 reservas só para o domingo! Só tinha um detalhe...não tínhamos mesas para 48 pessoas. O bistro tem uma parte coberta e tem uma varanda super agradável, mas que não tem toldo. Não tinha.
Eram mais ou menos 9 horas da noite de sábado quando eu cheguei na casa da frendy com rei, anjo e pequeno príncipe, eu tinha ficado com ele prá ela poder terminar de arrumar as malas. Chegamos a conclusão que a gente tinha que colocar um toldo na varanda. Mas como conseguir um toldo para as 10 hrs de domingo, considerando que já era sábado a noite????? A Dani conseguiu falar com o cara que ela tinha contratado para botar o toldo no play dela, pra festinha de 1 ano do B. E ele falou que fazia e que tava marcado então as 7 horas lá no Engenho no domingo.
Acordei domingo as seis e meia da manha. Um frio bom pra ficar na cama, mas logo ouvi a chuva e pensei nas 48 reservas...vamos lá...sete horas já estávamos lá aguardando o Sr. César. Ele chegou as sete e meia. O Sr. César é um afro-brasileiro (atenção, este blog não é preconceituoso, esse comentário é apenas para que todos possam visualizar a situação) de boné, tinha dois ajudantes "de peso". Ele começou a medir a varanda e falou que não ia furar nada, o que era uma das exigências das donas. Digamos que o Sr. César não era de muitas palavras, se limitou a falar que as 11 estaria pronto e que custava X. Pedimos pra ele ver o espaço do terraço para colocar um outro toldo, mas ele disse que não dava tempo, tinha que focar no toldo da varanda.
Pra dizer a verdade eu me assustei quando ele tirou uma serra elétrica do caminhão. Eu fiquei pensando - caraca! esse cara vai serrar as madeiras as oito da manhã de um frio dia das mães...Não tinha opção, deixamos ele com o segurança da casa e fomos embora.
Eu aproveitei pra ir na casa da mamãe buscar as comidas do almoço que seria aqui em casa. Eram oito e meia quando a Re ligou e disse: - o Sr. César me ligou e disse que tem um histérica na janela reclamando do barulho. Ele vai cortar a madeira dentro da casa, mas o barulho é ensurdecedor, eu to ouvindo aqui de casa...aquilo me deu um certo desespero. A mamãe falou da lei do silêncio, que não podia, aí eu disse prá ela:
- Re, vai lá e diz pro cara abortar a missão. Não dá. A mulher vai chamar a polícia.
e ela disse:
- Beleza eu vou lá.
Óbvio que ela não foi, e conhecendo muito bem ela e o pouco que eu conhecia do Sr. César, eu também não iria. A opção foi clara: entre o Sr. César e a policia, ficamos com a polícia.
O marido da moça desceu e tirou fotos do Sr. César botando o toldo. Só pra sentir ele disse pro marido dela que prá tirar foto dele tinha que pagar.
Eu voltei as 11 e o toldo estava lá, lindo e foi tudo de bom. As mesas ficaram lotadas, hoje foram só elogios. Fui almoçar em casa e depois levei a família ripinica prá conhecer o lugar. Todos amaram! As seis cheguei em casa e nada me restou em forças para não sucumbir ao sofá e um belo cobertor, de onde só estou saindo agora que acabei esse post.

domingo, 6 de abril de 2008

Brand new childhood pearls

Dois episódios que esqueci de contar:

- filho, tá gostando da aula de inglês?
- to
- Como é o nome da professora?
- é "pithcer"

(...)

- filho, o que vc aprendeu na aula?
- o nome dos animais
- que legal! Como é cachorro em inglês?
- não sei
- como é gato em inglês?
- não sei
- Po, que animal que você aprendeu o nome?
- jacaré
- e como é?
- "crocodile"

O casamento do meu melhor amigo

Ontem foi o casamento do Bahiense, vulgo Bahia para os íntimos. O Bahia não é o meu melhor amigo, mas é um bom amigo e uma pessoa boa. Diga-se de passagem esse foi o segundo casamento do Bahia que eu fui. O primeiro foi logo depois do meu casamento e lembro que foi um dos dias que eu mais suei na vida. Um calor de matar durante a igreja e a recepção. As fotos retratam muito bem isso, todo mundo, inclusive a noiva, com o cabelo grudado na cabeça.
Pois bem, fomos ao casamento eu, Augusto, Dani e Bob. Re não quis ir, ainda estava de ressaca da festa dela (festa a qual não comentei no blog mas que arrasou). Fomos de Ipanema até o Joá com o Bob perguntando se teria alguém da turma dele de auditoria na festa (é bom que se esclareça que todos nós, menos a Dani, trabalhamos e nos conhecemos na finada auditoria). Ele perguntou isso umas dez vezes, no mínimo. Bem que a gente falava pra ele que o Bahia, que era o noivo, estaria lá e era da turma dele. Mas não era o bastante e ele voltava com a pergunta.
Chegamos na casa de festa e tinha um casal indo embora. O Bob perguntou por que será que o casal já estava indo embora e a Dani respondeu: Vai ver que não tinha ninguém da turma dele!
Da minha turma tinha o Fafá (Fabrine) e da turma do Augusto tinha o Bottino, e alguns de outras turmas antes e depois da gente. Veio a cerimônia e a Pri tava linda. De pano de fundo, Augusto e Fabrine conversavam...
- Você foi no primeiro casamento do Bahia?
- Fui claro! Eu fui padrinho com a Renata.
- E nesse casamento foi destituído do cargo?
- Pois é acho que não deu sorte e ele fez um turnover...
- Eu não fui no casamento, acho que eu não fui convidado...
- Pô Fabrine, cê tá mal hein, não é convidado pro primeiro casamento do Bahia, pro casamento da Dani (aqui pra quem não sabe a Dani e o Bob casaram em março do ano passado, cerimônia pequena e só chamaram os muito íntimos. Eu fui convidada como melhor amiga da Renata e Augusto, mas o Fabrine, que é o padrinho do filho dos dois, não foi chamado. No início isso foi um constrangimento familiar, mas hoje é a melhor piada quando estão todos juntos)
Deu meia noite e antes das doze badaladas já estávamos todos 4 dentro do carro de volta pra casa, o que, com Augusto no volante é sempre uma emoção!!

quarta-feira, 12 de março de 2008

A caneca de ágata

Há umas duas semanas atrás tivemos uma reunião na escola dos meninos com a nova professora. O objetivo é sempre falar sobre os projetos pedagógicos do ano e tirar dúvidas daqueles pais super ansiosos.
A professora foi explicando o que era necessário ter em cada mochila e quais itens do material deste ano ficariam na escola. Um dos itens que eles sempre pedem é uma caneca para ficar lá para o aluno beber água, assim contribui para um projeto ecologicamente correto que é evitar os copinhos de plástico que levam anos para dissolução no meio ambiente. Isso eles já tinham solicitado no ano passado e sugeriram na ocasião que fossem enviadas canecas de ágata, as mais ecologicamente corretas! Esse ano isso não foi reforçado, ou seja, o que pediram foi uma caneca, mas não sugeriram a ágata.
Eis que uma mãe comentou que entendia que deveria haver um padrão pois algumas crianças trazem canecas da Disney, enquanto outras trazem um copo simples, e isso gerava um conflito para esta, frustração etc...A professora foi muito firme em colocar que não haveria um padrão, cada um vai trazer o que quiser, e se por acaso, alguma criança quiser um copo que não tem, cabe tanto a ela, professora, quanto aos pais, esclarecer por que ela não tem. Ela falou ainda que a frustração tem que ser percebida e vivida pela criança desde cedo, ela vai aprender muito melhor a lidar e superar isso, do que se começar a sentir isso como adulto. Eu achei isso o máximo, até por que sempre pensei dessa forma.
Aí veio o pior. Veio uma mãe que disse que não só concordava com essa mãe, como entendia que as canecas deveriam ser de ágata, por que no ano anterior isso foi um projeto da escola e tinha que ter seguimento. A professora interviu de novo e falou que as canecas de ágata, embora fossem ecologicamente corretas, eram higienicamente incorretas, já que as crianças acabavam deixando cair no chão e enferrujava. A mãe não concordou. Não aceitou, tipo cabeça dura mesmo.
De repente, uma mãe de mais idade (mais velha que eu), cujo filho tinha acabado de entrar na escola, levantou a mão e disse que se a escola era construtivista, então partia do princípio básico que se aprende com o conhecimento para construir, e se houve um projeto que posteriormente se viu que, embora fosse ótimo para futuro, não era legal pro presente, então entendia que era o caso de abortar mesmo. Ficou ainda mais satisfeita da própria escola sinalizar isso, ao contrário de muitas que conhecia que não "voltariam atrás".
Nesse momento a turma de mães se dividiu nas que apoiavam a caneca de ágata - o retorno, e as que apoiavam o movimento livre-caneca. Ficamos ali esperando a posição da professora e eu particularmente já estava me sentindo de novo na escola, só faltava gritar "Ihhhh moralllll".
A professora fez uma enquete e venceu a livre-caneca.

domingo, 9 de março de 2008

O acampamento de LAZLO


Tem um desenho no Cartoon, prá quem não sabe é o canal 46 da NET, que se chama o Acampamento de LAZLO. Lazlo é um animal não identificado que tem dois amigos tipo imbecil, um eu não sei o que é, e o outro é um elefante, que é o super imbecil da turma. Eu não gosto muito do desenho em si, mas eu me acabo de rir com a chamada do desenho que mostra os três amigos andando por vários lugares do mundo com um fundo musical de marchinha...
Eles passam na estátua da liberdade em Nova York...
...pelas pirâmides do Egito...
...pelo deserto do Saara...
...pelo polo norte...
...pelas cidadas maias...
e de repente, eles aparecem andando na lua, e nessa hora o elefantinho fala pro Lazlo:
- Lazlo, to começando a achar que a gente tá perdido!!!

domingo, 2 de março de 2008

Novo integrante da casa

Calma calma calma! Muita calma nessa hora...eleito não veio morar comigo, não estou grávida, não comprei um cachorro, nem um passarinho, nem adotei uma criança...o novo integrante da casa chama-se Dominique. Ela é namorada do Diogo.
Tem mais ou menos umas três semanas, quase um mês, que ele voltou de Búzios e me falou que estava namorando "sério". Sem entrar no detalhe do que é "namorar sério", achei uma ótima! Ela está fazendo o pré vestibular aqui no Rio e ele já está no segundo ano da faculdade. Assim ambos estão em fase de estudar bastante, acordar cedo, ter horários, enfim...os dois têm no momento o mesmo objetivo o que obviamente facilita a relação dos dois, e, principalmente, a minha relação com ele, já que volta e meia eu tinha que ver mesmo se ele estava estudando, chegando tarde, faltando aula...essas coisas que eu achava que ainda ía levar uns 10 anos pra fazer, mas que foi ligeiramente abreviada desde que ele veio prá cá.
O fato é que no Rio de Janeiro de hoje, é impossível namorar andando de mãos dadas pela praia. Eles são adolescentes, não têm carro, só andam de ônibus, as vezes sobra algum dinheiro e eles vão ao cinema. Durante a semana que Di ainda não tinha voltado para as aulas, ele chegou quase todos os dias de madrugada. Vinha de ônibus da casa dela, que eu ainda não entendi se é no Flamengo, ou perto do clube do Flamengo, e que no fundo tanto faz, vir de ônibus desses dois lugares de madrugada, todos os dias, é pedir pra virar estatística.
Isso me estressou. No dia em que as aulas começaram os horários deles não bateram e aí ele só ía poder ir na casa dela a noite, resultado, ia ficar chegando de madrugada em casa. De noite eu falei com ele:
- Di, fala pra ela vir dormir aqui, eu não me importo.
- Juuuuuuuuuura tia, po valeu!
Desde esse dia a Domi (intimidade é uma m...) dormiu todos os dias aqui. Eu realmente prefiro saber que eles estão aqui dentro de casa, do que não saber do paradeiro deles. Ela é boazinha, gatinha, morre de rir com as crianças, e o Di fica todo bobo. Ontem saíram do quarto quase meio dia, ele foi pra cozinha, fez torradas, ovos mexidos, milk shake...tratamento 5 estrelas!
Agora de noite ele foi levá-la até o ponto e depois voltou pra dormir, pra acordar cedo amanha e ir para aula...Gente acho que esse negócio tá sério mesmo!!!